quarta-feira, 6 de julho de 2011

Cientistas acreditam em Deus?

Michelangelo: A criação de Adão. Capela Sistina
O debate entre ciência e religião não é novo e, pelo visto, torna-se cada dia mais intenso. A compatibilidade entre as duas formas de pensar tem sido negada por alguns e defendida por outros. Neste sentido, a existência de cientistas profundamente religiosos parece ser um forte argumento para alguns defensores dessa compatibilidade. Mas é preciso ter cuidado com esta premissa.

Primeiro vamos aos números. Quando se analisa esse assunto, são geralmente citados dois estudos. Um deles é do psicólogo J. H. Leuba, de 1916 (e repetido em 1933), e o outro, bem mais recente, de Larson e Withman, de 1998, publicado na prestigiosa revista Nature.


Leuba pesquisou estatisticamente a fé dos cientistas em um Deus que responde à prece e promete a imortalidade. Os entrevistados foram 1000 cientistas norte-americanos, físicos e biólogos, aleatoriamente selecionados entre a comunidade acadêmica daquela época. Desses 1000, 400 foram classificados como "grandes cientistas". Dos cientistas entrevistados (em 1916) 42% acreditavam em Deus, 42% não acreditavam e 17% tinham dúvidas ou eram agnósticos (números arredondados). Entre os grandes cientistas apenas 28% acreditavam, 53% não acreditavam e 21% tinham dúvidas ou eram agnósticos. 

Quanto à vida após a morte, 51% dos cientistas acreditavam, 20% não acreditavam e 30 % tinham dúvidas ou eram agnósticos. Entre os grandes cientistas 35% acreditavam na imortalidade, 25% não acreditavam e 44% tinham dúvidas. 

Dezessete anos depois (1933), Leuba repetiu a pesquisa apenas entre os “grandes cientistas” e constatou que a crença em Deus tinha despencado de 28 para 15%, e a crença na imortalidade de 35 para 18%.

A pesquisa de Leuba foi repetida por Larson e Withman em 1998 e 1999. Assim, em 1998 39% dos cientistas estadunidenses acreditavam em Deus, contra 45% de ateus e 15% de agnósticos. Quanto à imortalidade 38% acreditavam, 47% não acreditavam e 15% tinham dúvidas. Mas a mudança mais acentuada se deu entre os considerados “grandes cientistas”. Entre estes, apenas 7% acreditavam em Deus, 72% eram ateus, e 21% agnósticos. Quanto à imortalidade, o número dos que não acreditavam subiu para 77%. 


Larson e Withman concluem: “Ciência e religião estão se envolvendo num diálogo e debate mais ativo, mas um levantamento (amplo) indica que as crenças dos cientistas pouco mudaram desde a década de 1930 e que os cientistas mais eminentes estão mais ateus do que em qualquer outra época.”



Comparação dos dados entre os “grandes cientistas”
Crença em Deus
1914
1933
1998
Acreditam
27,7
15
7
Não acreditam
52,7
68
72,2
Duvidam/agnosticismo
20,9
17
20,8




Crença na imortalidade
1914
1933
1998
Acreditam
35,2
18
7,9
Não acreditam
25,4
53
76,7
Duvidam/agnosticismo
43,7
29
23,3


Provavelmente, são esses 7% de grandes cientistas que acreditam em Deus os que suportam, em parte, o argumento sobre a compatibilidade entre ciência e religião. Mas o argumento parece não resistir à lógica. Um cientista pode ser também racista, mas isto não cria compatibilidades entre ciência e racismo. Da mesma forma, rabinos podem furtar gravatas, o que não cria compatibilidades entre judaísmo e furto; bispos(as) evangélicos podem ser presos nos Estados Unidos por evasão fiscal, mas isto não cria compatibilidades entre evangélicos e a fraude. Padres católicos podem ter abusado sexualmente de crianças, o que não cria compatibilidades entre a religião católica e a pedofilia. Essas atitudes contraditórias do nosso comportamento são inerentes aos seres humanos, religiosos ou não, e quem sabe possam ser explicadas por neurocientistas, antropólogos, ou psicólogos, mas não criam compatibilidades entre as ações.

Uma definição importante sobre a (in)compatibilidade entre ciência e religião é fornecida pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, um país com profundas raízes religiosas: "A religião e a ciência são reinos separados e mutuamente excludentes do pensamento humano, cuja apresentação no mesmo contexto leva a mal-entendidos tanto da teoria científica como da prática religiosa" (recentemente, entretanto, alguns cientistas eminentes defenderam que a fé religiosa é um fenômeno biológico/evolutivo que pode ser estudado sim pela análise científica; voltaremos a este assunto em outra oportunidade).

Independente da liberdade de cada um acreditar no que quiser, ciência e religião são incompatíveis fundamentalmente pelo método que utilizam para chegar ao conhecimento. No pensamento religioso a “verdade” é conhecida fundamentalmente através de três elementos: tradição (acredito porque meu pai acredita, porque meu avô acreditava..., e assim de geração trás geração), autoridade (acredito porque o Papa ordenou), e revelação (acredito porque fulano teve uma visão). 

Esses argumentos de autoridade e fé são incompatíveis com o método científico. Este incorpora uma mente aberta para aceitar teorias, mas seguido de um rigoroso ceticismo científico que questiona e exige evidências sobre a teoria apresentada. Sem esse ceticismo perderíamos a capacidade de separar o joio do trigo, de forma que a teoria mais absurda passaria a ter a mesma força que aquela apoiada em evidências sólidas.


Isso pode soar complicado, mas não é. Você pode prevenir a paralisia infantil do seu filho rezando, colocando cristais para “canalizar” energias “positivas” ao redor da cama, ou dando uma vacina. Se você optou pela vacina, no fundo, já está entendendo as diferenças e as incompatibilidades.



Fontes: 
Leuba, J. H. The Belief in God and Immortality: A Psychological, Anthropological and Statistical Study (Sherman, French & Co., Boston, 1916).
Larson, E. J. & Witham, L. (1998); Leading scientists still reject God; Nature, 394: 313. 
Larson, E.J. and L. Witham, L. (1999). Scientists and religion in America. Scientific American, 281: 88-93.

41 comentários:

  1. Assunto extremamente complexo e polêmico!! Há de se pensar muito para poder chegar a uma conclusão! Parabéns pela explanação!

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  2. Aproveitando o espaço usado para exposição de pontos de vista e inspirado com o texto, busquei e encontrei dentro dos meus livros aquilo que eu tomo como verdade neste assunto. O conteúdo abaixo se encontra no livro "O Evangelho Segundo o Espiritismo", capítulo 1.

    "A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana: uma revela as leis do mundo material e a outra as do mundo moral. Tendo, no entanto, essas leis o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se fossem a negação uma da outra, uma necessariamente estaria em erro e a outra com a verdade, porquanto Deus não pode pretender a destruição de sua própria obra. A incompatibilidade que se julgou existir entre essas duas ordens de idéias provém apenas de uma observação defeituosa e de excesso de exclusivismo, de um lado e de outro. Daí um conflito que deu origem à incredulidade e à intolerância.

    São chegados os tempos em que os ensinamentos do Cristo têm de ser completados; em que o véu intencionalmente lançado sobre algumas partes desse ensinio tem de ser levantado; em que a Ciência, deixando de ser exclusivamente materialista, tem de levar em conta o elemento espiritual e em que a Religião, deixando de ignorar as leis orgânicas e imutáveis da matéria, como duas forças que são, apoiando-se uma na outra e marchando combinadas, se prestarão mútuo concurso. Então, não mais desmentida pela Ciência, a Religião adquirirá inabalável poder, porque estará de acordo com a razão, já se lhe não podendo mais opor a irresistível lógica dos fatos.

    A Ciência e a Religião não puderam, até hoje, entender-se, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, reciprocamente se repeliam. Faltava com que encher o vazio que as separava, um traço de união que as aproximasse. Esse traço de união está no conhecimento das leis que regem o Universo espiritual e suas relações com o mundo corpóreo, leis tão imutáveis quanto as que regem o movimento dos astros e a existência dos seres. Uma vez comprovadas pela experiência essas relações, novas luz se fez: a fé dirigiu-se à razão; esta nada encontrou de ilógico na fé: vencido foi o materialismo. Mas, nisso, como em tudo, há pessoas que ficam atrás, até serem arrastadas pelo movimento geral, que as esmaga, se tentam resistir-lhe, em vez de o acompanharem. É toda uma revolução que neste momento se opera e trabalha os espíritos. Após uma elaboração que durou mais de dezoito séculos, chega ela à sua plena realização e vai marcar uma nova era na vida da Humanidade. Fáceis são de prever as consequências: acarretará para as relações sociais inevitáveis modificações, às quais ninguém terá força para se opor, porque elas estão nos desígnios de Deus e derivam da lei do progresso, que é lei de Deus."

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    1. A religião jamais foi capaz de criar qualquer coisa sequer parecida a um transistor.

      Me responda, pensando nisso se é a ciência ou a religião que mais chega perto da verdade/realidade?

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    2. Giuliano, quando você fala que a religião não criou nada, você comete um grande erro. Por de trás da ciência ou da religião, estão pessoas. Alegar que os religiosos não criaram nada perto de um transistor é algo que revela um total desconhecimento da história!!!
      Você se esqueceu de Gregory Mendel, monge e Pai da Genética?
      Ou de Copernico, abade e físico? Etc...
      Não criaram estes e muitos outros, ideologias, filosofias, ciências, ...?

      Agora deixo uma pergunta também: prove cientificamente o amor de um filho por seu pai? A ciência também nunca conseguiu explicar o amor!

      Pensando nissso, me responda: Nestes milhares de anos que se passaram, o que mais deu sentido a vida humana, o sentimento do amor ou transistors?

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    3. Gustavo Teotônio, quanta asneira falaste! responde você, Mendel se tornou pai da genética pela sua fé ou pelo seu estudo científico? Veja Mendel tem dois estatus o religioso que reza e o cientista, qual status ele desenvolveu a genética? Outra coisa ateus também amam seus filhos, amor aos filhos é uma reação química que evoluiu através dos anos, para perpetuação da espécie, estude a TCE.

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    4. Nelson Vieira, pela sua fala voçê deve ser um jumento, por que desde quando amor esta condicionada a perpetuação da espécie?

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    5. Gustavo.
      Ou és desonesto, ou não queres compreender o que é dito. Eu escrevi que a RELIGIÃO jamais trouxe conhecimento de qualidade. Por exemplo, capaz de produzir tecnologia (daí o exemplo do transistor).

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    6. Anônimo, além de covarde por não se expor, pare de comer grama e estude, amor é uma reação química, é nossos genes que está dizendo que aquela pessoa tem atributos interessantes para reprodução, a TCE explica.

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  3. Este assunto remete ao que é "verdade" ou não. Afinal, a que é a verdade?

    Existem definições matemáticas, filosóficas e religiosas a respeito.
    É algo de que nós, humanos, noa apropriamos sem saber exatamente do que se trata.
    Conhecê-la e demonstrá-la é a causa de todas as discussões que existem no mundo. Que implicam, numa simplificação grosseira, em tentar demonstrar aos outros que seu ponto de vista é a verdade, ou, no limite, é mais verdadeiro que o ponto de vista alheio.
    A busca pela verdade inspira pessoas de todas as áreas do conhecimento. É o princípio fundamental que move a ciência, a filosofia e a religião, em larga escala.
    Qual é seu conceito sobre a verdade? Qual a importância, em sua vida, de saber se algo é verdadeiro? Você se considera, de alguma forma, "dono da verdade"?

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    1. O princípio q move a religião não é nem nunca foi a verdade amigo, mas, a fé cega e retrógrada.

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  4. Oi Lá, não sei se você me fez uma pergunta ou foi algo genérico. Pelas dúvidas aqui vai minha resposta., Longe de achar que sou o dono da verdade. Apenas acredito que existam bons e maus motivos para acreditar nas coisas. Eu não acredito em algo por tradição, autoridade ou revelação. Me sinto mais confortável de acreditar naquilo que é suportado por um maior número de evidências. Eu fico à vontade com as “verdades” da ciência porque estas são apenas aproximadas e provisórias. Gosto da humildade da ciência de assumir que suas teorias nunca podem ser confirmadas, apenas corroboradas ou refutadas.
    Abraço!

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  5. Ótimo texto. O número de agnósticos é impávido e imutável, sempre em torno dos 20% entre grandes cientistas, independente da tendência dos tempos... Agora, me impressiona que já em 1916 quase metade dos grandes cientistas fossem ateus! Hoje deve passar dos 90%, rss... Ótimo texto!

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  6. Olá! Foi completamente genérico, mas gostei bastante da sua resposta, pois penso da mesma maneira.
    Continue com seus posts por aqui. Abraços!

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  7. Eeeeeee LA, ficou sem respostaa!!! SHUAHSUAHSUHASUA;...... Roelfãoo tá de PARABÉNSSSS =D [[ Forte abraçoo ]]Odonto united! :p

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  8. Todos nascem pagãos,sem saber falar andar e sem nenhum conhecimento. A maioria assim permanece até o fim.

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    1. Um animal sente vontade e busca beber porque existe a água.
      Um animal sente vontade e busca se reproduzir porque existe o sexo.
      Adivinhe porque existe a vontade e a busca pelo infinito, pelo belo, pela paz e pela eternidade??

      Ninguém nasce ateu.

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    2. Carlos, nascemos prontos para acreditar naquilo que os adultos nos contem, seja o deus mandioca, deus nenhum, deusa-cabeça-de-elefante... Acreditar nos adultos é questão de sobrevivência. O discernimento vem depois.
      Abç

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    3. Roelf, Você nãó entendeu o que o Carlos disse!!!
      Ao falar da vontade de beber, de se reproduzir; ele está falando do instinto. Ou seja, nós não bebemos água porque vemos nossos pais beberem, mas porque é do nosso instinto.
      Da mesma forma, a busca por Deus, pode fazer parte do nosso instinto.

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    4. Beber agua não é instinto...É uma necessidade "fisiológica" natural do corpo humano e animal. Afinal a própria terra tem o componente"agua" necessário á vida de todos seres vivos.

      1- A VIDA NO PLANETA TERRA.

      A teoria de outros planetas habitados ainda tem que responder a pergunta; qual foi o primeiro planeta a ter vida biológica? Por que não podemos ser nós os primeiros a ter vida nesse planeta? Cabe aos especuladores provar suas afirmações de que há outros mundos habitados. Mas, essas discussões, não levam o nada construtivo. A coisa mais importante é reconhecer que alguém construiu tudo que nos rodeia, pois nada não pode ter construído o nada.

      Deve haver uma criatura com grande poder para dar partida de todo ato criativo. Segundo; temos de reconhecer e adorá-lo incondicionalmente. Também aprender a viver e conviver com nosso próximo aceitando suas diferenças e peculiaridades. A vida é tão curta para nós humanos que certas criaturas ditas “inferiores” levam vantagens em longevidade. Veja o caso da tartaruga que pode atingir a idade de 150 anos de vida.

      Nós ao contrario dos seres biológicos inferiores almejamos uma vida de longa duração sendo inclusive normal pensar em vida sem fim ou eterna. Isso não contradiz a ciência avançada, pois a renovação celular desde que nascemos é uma verdade estabelecida. Ate mesmo as células do cérebro, não “perecem”; todas, sem terem passado sua memória ás células substituta. Ao observar a natureza tudo nela se comporta numa ordem lógica e harmoniosa que nos força a crer que há um criador de todas as coisas no universo. Tal criador que o chamaremos de DEUS.

      2- A EVOLUÇÃO DAS ESPECIES.

      A evolução das espécies, se é que houve; não responde a maioria das perguntas da humanidade; tais como; quem somos? Para que propósitos, fomos criados? Por que vivemos tão pouco? Por que morremos? É mais fácil crer que ouve um evolucionista orientador que dirigiu tudo a sua maneira e a seu gosto e escolha, do que uma coisa evoluída cegamente e ao acaso.

      No registro sagrado da criação e também cientificamente, a ordem criativa começa de uma maneira lógica e coerente não havendo contradição nos relatos paralelos. No topo da criação dos seres vivos o homem é colocado como sendo o ultimo na escala criativa. Note por exemplo a semelhança física com certas criaturas mais próxima do homem, gorilas, orangotangos e chimpanzés. Isso não indica parentesco de maneira nenhuma, apenas semelhança anatômica.

      A simetria do corpo humano com seus membros belamente colocados num arranjo que lembra uma obra de engenharia de alta ergonomia prova de que existe esse projetista que vem a ser conhecido como DEUS. Logo ao ato da criação, foi dada ao homem uma tarefa que se intitulava tomar conta da terra e cultivá-la. O criador não usa a palavra trabalho, pois não era do seu pensamento trazer uma atividade estafante e cansativa e por que não dizer, até mesmo desumana. Trabalho só vem a ocorrer de uma maneira punitiva ao homem, quando esse comete o erro de desviar sua conduta de comportamento rebelde.

      Junto com esse castigo, a criatura vem a ter também sua existência encurtada pela morte. Essa questão gera uma polêmica por parte dos menos esclarecidos com o questionamento. Como fica a situação na terra, se toda a descendência do homem não morresse? A terra se encheria em demasia ou, ficaria insuportável com superpopulação. Ora! Não é isso mesmo que esta acontecendo nesse momento? Apesar da morte, temos esse quadro de superpopulação.

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  9. Roelf,

    A tese NOMa, "Non-Overlaping Magisteries" de Stephen Jay Gould (adotada pela National Academy no texto citado) não se refere a incompatibilidade mas sim em independencia e não superposicao (por exemplo, religiao seria um tipo de filosofia pessoal + literatura + terapia de grupo, por exemplo. Em particular, podemos "conhecer certos aspectos do mundo" (por exemplo, as relações amorosas e as relações entre filhos e pais) de maneira bem mais eficiente pela via da literatura do que pelos estudos científicos (de modo que nem sempre a via cientifica do conhecimento é a mais eficiente). Sendo professor de estatística, fiquei um pouco curioso sobre a metodologia usada nos estudos citados. Por exemplo, as respostas foram anonimas? Se nao foram, é possivel que o fator de pressao social tenha afetado os grandes cientistas (por serem modelos para os outros e para a sociedade, sofrem mais pressao dos pares em relação a manifestações publicas). Outra hipotese é que pessoas de alto QI podem estar sofrendo de geek syndrome (Sindrome de Asperger leve), e é possível que Aspergers tenham, por conformação cerebral, menos experiencias religiosas. Finalmente, me parece que a partir da segunda modernidade (de 1960 em diante) as pessoas andam muito refratarias a figuras e narrativas de autoridade (nao apenas religiosa mas tambem cientificas) e isto explicaria a explosao das pseudociencias, teorias conspiratorias etc. Ou seja, vc esqueceu de arrolar entre as fontes de inspiração religiosa as "evidencias internas, nao autoritarias", tais como experiencias misticas e experiencias desencadeadas por drogas. Por exemplo, seria interessante pesquisar a fração de ateus que consome as assim chamadas drogas teogenicas (maconha, mescalina, LSD, Ayuasca etc). Particularmente acho que existe uma anti-correlação estatistica entre consumo de drogas e geek syndrome. Em tempo: sou geek e agnostico, risos...

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    1. Ótimos argumentos Osame. E no fundo, acho que agnósticos somos todos, não? Quem pode dizer que sabe se deuses existem ou não? Eu prefiro dizer que sou agnóstico e ateu (não sei - não acredito).
      E sim, claro, não precisamos da ciência para ter um "conhecimento" dos sentimentos que nutrimos por nossos amores, embora muito provavelmente esses sentimentos sejam o resultado de reações químicas que hoje começamos a entender e, quem sabe, amanhã possamos manipular... (que medo!!)
      Abraço e obrigado pela visita enriquecedora.

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  10. Acho que a ciência e a religião podem muito bem caminhar juntas,pois estudando a bíblia,vejo as respostas para as teorias da ciência.
    ISAAC NEWTON - Cientista, físico, químico, matemático, astrônomo, teólogo inglês - (1643-1727), disse: “Eu posso pegar o meu telescópio e ver a milhões e milhões de quilômetros de distância; mas posso pôr o telescópio de lado, entrar no meu quarto, fechar a porta, ajoelhar-me, orar fervorosamente e ver o Céu melhor, e ficar mais perto de Deus do que ficaria com a ajuda de todos os telescópios e instrumentos do mundo. A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta”.

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  11. "No pensamento religioso a “verdade” é conhecida fundamentalmente através de três elementos: tradição (acredito porque meu pai acredita, porque meu avô acreditava..., e assim de geração trás geração), autoridade (acredito porque o Papa ordenou), e revelação (acredito porque fulano teve uma visão). "

    Isso está um pouco desonesto.Um indivíduo pode suster a crença na religião expondo à luz da razão(que é a base de ambas crenças,religiosas ou científicas--ao menos deveria ser--),e isso é perfeitamente possível de relacionar.

    É apenas uma questão de abertura real da mente.

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  12. O argumento de que a religião não produz nada de valor científico não procede de modo algum. Praticamente todas as grandes leis científicas foram descobertas por homens que expressavam profunda fé em Deus, gênios tais como: Newton, Pascal, Faraday, Planck, dentre inúmeros outros. Depois que as leis da natureza foram descobertas por estes homens guiados e motivados pela inspiração da fé no propósito do Criador, vieram um monte de ateus se sustentando nas descobertas alheias sem contribuir significativamente para elucidar os grandes mistérios da natureza, e defendendo uma visão fanática de que a matéria deu origem a tudo espontaneamente, e ainda dizem que o próprio pensamento é fruto da matéria. Até o momento nenhum cientista conseguir criar vida em laboratório, o máximo que fazem é replicar ou combinar o que já existe. Só o fundamentalismo ateísta consegue explicar a atitude de não querer aceitar a realidade inevitável de que a vida só pode ter surgido a partir de uma inteligência sobrenatural que organizou matéria e energia com informações complexas de altíssimo nível. Um pouco de humildade ajudaria muito a vislumbrar o mistério da vida, a exemplo dos grandes cientistas que enxergaram muito além do homem comum. Que contribuição Dawkins ofereceu à ciência? Steve Jobs descobriu alguma lei da natureza? Freud enunciou alguma descoberta científica realmente relevante que não possa ser contestada? O darwinismo serve para alguma coisa a não ser formar uma religião de ateus? Não há um único cientista ateu que se compare à grandeza e genialidade de Maxwell, só para dar um pequeno exemplo. E para terminar, deixo um pequena pancada no ceticismo, citando Chuck Norris: "Homens de verdade vivem para Cristo."

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    1. Acho que já foi explicado lá encima mas, enfim, vamos ver se vc entende. Newton (apenas para citar um exemplo) acreditava em Deus, alquimia,e gastou boa parta da sua vida procurando a pedra filosofal. Mas o que realmente importa da sua obra são suas descobertas sobre a gravitação, onde teve que utilizar um raciocínio científico, baseado em evidências, e não em fé. Entenda Anônimo!!! A obra de Newton e a dos outros que vc cita é importante pq eles usaram ciência e não religião. Se eles eram umbandistas, cristãos ou adoravam os deuses da floresta, é irrelevante. Vc consegue entender isso???

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  13. Olá Roelf,

    Sua tese acima, exposta no seu texto, é bem interessante, e talvez até seja correta. Mas por quê usar de fontes tão falhas para tentar embasá-la?

    Abraços,
    Julio

    juliocbsiqueira2012@gmail.com
    http://www.criticandokardec.com.br/criticandooceticismo.htm
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    1. Oi Julio, quando foi escrito este artigo em 2011, essa referências eram as mais atualizadas, de revistas científicas A1 (Nature e Scientific American). Caso exista um artigo mais recente, por favor indicar.
      Abç.

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    2. PARTE 2

      De fato, esses "artigos" de Larson/Witham são bem citados (o mais antigo, de Leuba, é de fato um artigo muito bom! Recomendo fortemente sua leitura. Acho que eu ainda o possuo, caso seja do seu interesse). Michael Shermer, que se diz "cético/racionalista" (!!!), o citou com louvores religiosos epifânicos. Aparentemente Richard Dawkins (há quem o chame de Donkeys) também, mas isso eu não tenho certeza. Outro que o citou amiúde foi o recentemente falecido físico estados unidense e ateu/materialista/cético ativista Victor Stenger, em mais de um livro dele, se não me falha a memória. Este último eu pude criticar mais fortemente por isso, em seu próprio fórum internético avoid-L. Recomendei firmemente, a ele e companheiros, que jamais voltassem a citar tal artigo, fundamentando "despacho" (aceito que chamem de "descarrego" :-) ). Outro que o citou foi o "falecido" Leo Vines, fundador/presidente da Sociedade da Terra Redonda, em artigo que eu detonei em 2002 se não me falha a memória. (Dizem que Leo Vines é alter ego de Daniel Sottomaior, ateu de carteirinha que tem exibido uma significativa melhora em seus posicionamentos e conhecimentos ao longo dos anos. Parabéns Daniel ! ). Mais recentemente este artigo foi citado por... você. E veja que, apesar de eu ter apresentado um alerta sobre o mesmo (alerta feito por mim aqui no seu blog), e de eu ter incluído meu email e endereço de site, você não teve seu desconfiômetro alertado e não passou a perseguir possíveis falhas nas suas fontes.

      Então veja, Roelf, no final das contas, tudo isso mostra que, infelizmente, ciência e religião não são tão diferentes assim. Somos dogmáticos sim, nos fechamos para as evidências e indícios sim, nos recusamos em seguir os dados aonde eles nos levem sim. Igualzinho à religião. É lógico que há diferenças. Há virtudes e falhas diferentes, principalmente em intensidade (mas não tanto em características).

      Acima de tudo, usar dos termos "ciência" e "religião" (ou mesmo "ciência vs religião", ou "pensamento científico vs pensamento religioso") é uma simplificação medonha, digna de uma mente religiosa por demais simplista. Não existe ciência. A ciência não é um monolito. E não existe religião. A religião não é um monolito. E tratar tais coisas como monolitos é a maneira mais segura de nos distanciarmos ao mesmo tempo do pensamento acertadamente científico, do pensamento equilibradamente religioso, do posicionamento adequadamente racional, e da inteligência saudavelmente emocional.

      Abraços e, novamente, parabéns!

      Julio Siqueira
      juliocbsiqueira2012@gmail.com
      http://www.criticandokardec.com.br/criticandooceticismo.htm

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    3. Ciência se baseia na crença em evidências testáveis. As respostas científicas são apenas temporárias e aproximadas, mas nos permitem fazer perguntas cada vez melhores. Religião se baseia na crença mesmo na falta ou até contra toda evidência. Seus dogmas se fundamentam em autoridade, tradição e revelação. Sim, ciência e religião são absolutamente diferentes.
      Obrigado pela visita.

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    4. Oi Julio, agora que li na íntegra teu comentário :( . Vc escreveu, escreveu, escreveu, mas não fez o básico (e que eu tinha te pedido logo acima), apresentar uma referência bibliográfica do nível da publicação de Larson/Witham, para assim atualizar - se necessário- as informações dadas no artigo. Vc há de entender que as eventuais "detonadas" que vc escreveu no blog do Victor Stenger são absolutamente irrelevantes. Assim, repito o que tinha já escrito anteriormente:

      "Oi Julio, quando foi escrito este artigo em 2011, essas referências eram as mais atualizadas, de revistas científicas A1 (Nature e Scientific American). Caso exista um artigo mais recente, por favor indicar.
      Abç."

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  14. RELIGIÃO SEMPRE FOI UM "ÓPIO" DO POVO...
    Mas a CIENCIA SEMPRE PROSPERA E INVENTA NO MOMENTO DE MAIOR SOFRIMENTO DA HUMANIDADE. Sempre nas Guerras é que Surgem Criações Cientificas. Que tremenda contradição!!! Primeiro criam um monstro para depois deomestica-lo.!!!

    3- A ARCA DE NOÉ. Não fosse ela e não Haveria "Jumentos" a proferir ZURRO nos Posts.

    Alguns Críticos questionam sobre o tamanho de tal embarcação, ter suficiente espaço para conter todas as espécies de vida na terra. Não era propriamente um navio como os de hoje. Ela tinha um formato retangular com medidas conhecidas e, que era bastante para o fim destinado. Ela media 300 côvados de comprimento, por 50 côvados de largura e 30 côvados de altura. Sendo que cada côvado pode ter correspondido entre 0.56 a 0.61 metros. Com aproximadamente 40.000 metros cúbicos, e dois pavimentos alem do fundo inferior, que dava cerca de 8.900 metros quadrado nos três pavimentos. O que podia conter nesse espaço?

    A ENCICLOPEDIA AMERICANA informa que existe mais de 1.600.000 espécie de vidas, entretanto mais de 60% são de insetos, 24.000 são anfíbios e répteis, 10.000 são aves, apenas 5.000 são mamíferos. As baleias, leão marinho, focas todos os tipos de peixes estariam fora da arca. Há 290 espécies de mamíferos terrestres maiores do que ovelhas, 1.360 são menores do que ratos. “THE DELUGE STORY IN STONE”. “EDIÇÃO 1949 PAGINA 156”

    Mudanças nas espécies poderiam ocorrer depois do dilúvio, como de fato provam a grande quantidade de cães existentes hoje em dia. Ate mesmo a manipulação genética de bovino feito pelo homem tem resultado em novas raças e tamanhos, cores etc. sem contar com a possibilidade de que tais animais colocados na arca não necessitariam que fossem adultos já formados e com colossal peso característico de cada animal. Poderiam ser filhotes desenvolvidos com peso bem menor, pois, ainda teria um longo tempo para crescerem no seu novo habitat, a nova terra após dilúvio.

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  15. ...4- DILUVIO DE NOÉ.

    Após esse desvio do propósito original da criação do homem, conforme idealizado por DEUS. As coisas na terra se tornam cada vez mais caótica e confusa. Cada um segue o que parece direito a seu bel prazer. Porem uma pessoa se destaca das demais. Essa pessoa vem ser conhecida como sendo NOÉ. Não se fala do comportamento de seus filhos, mas, é de se supor que os mesmos eram exemplares e obedientes a seu pai NOÉ.

    Os habitantes deste mundo atual não terão mais vida de ora em diante, disse DEUS. Daí, ele dá um prazo de mais cento e vinte anos, antes de trazer um fim para os habitantes pecadores. Ensina seu escolhido Noé, como fazer para sobreviver a uma catástrofe iminente que passa a chamar de grande DILÚVIO.

    Fazei para ti uma ARCA de madeira com tamanho suficiente para ter como perpetuação, criaturas viventes da terra e dos céus. É evidente que criaturas marinhas e anfíbios e répteis não fazem parte dessa preocupação por motivos óbvios. Alguém talvez pense que tamanho trabalho não se faz necessário. Acontece que esse trabalho tem três propósitos principais: primeiro; vai testar a fé e obediência do construtor NOÉ. Segundo; será um espetáculo monumental para os assistentes incrédulos, onde já se viu chover sobre a terra?

    Terceiro; daria tempo para o caso de mais pessoas também construírem uma arca de salvação caso assim o desejassem. De onde tiraria DEUS tanta água para inundar toda terra? É uma questão ate hoje motivo de riso por parte dos críticos da BIBLIA. Elas (AS AGUAS) provem de uma fonte revelada na própria BIBLIA, no relato da criação do planeta terra. No primeiro dia da criação conforme o livro de GENESIS capitulo 1: versos 6, 7, 8; DEUS diz: Venha a haver uma separação entre águas; e venha haver uma expansão ou espaço, das águas que ficarão sobre a terra e as águas que ficarão acima da terra no espaço. (Veja GENESIS capitulo 2 versos 4 e 5) E esse espaço chamou de céu.

    E abaixo chamou terra. Embora a BIBLIA não entre em pormenor de como isso se deu, pois ela não é um tratado cientifico. (Veja Gênesis, capitulo 2: versos 5 e 6) Tais águas; possivelmente se situou numa órbita geoestacionária e, em forma transparente para que os astros fossem visíveis ao homem, uma vez que tinha como propósito servir de luzeiros para marcar dias meses e anos.

    Também pode ter ocorrido uma transferência de águas do PLANETA MARTE que, se obteve por um processo de rotação alterada e expulsa da superfície vindo a ser captada pela órbita terrestre. (hipótese) Não se constituía de nuvens, pois dessa maneira os luzeiros não seriam visíveis na terra.

    Ate hoje fotos de satélites tem de sofrer um tratamento especial para de alguma maneira ser livre da interferência das nuvens que prejudicam a visão do elemento terra com seu relevo geográfico.

    Onde esta então as águas desse dilúvio? A ENCICLOPEDIA BRITÃNICA diz: A profundidade média de todos os mares foi calculada em 3.790 metros, uma cifra consideravelmente maior do que a elevação média da terra ao nível do mar, que é de 840 metros. Se a profundidade média for multiplicada pela sua respectiva área de superfície, o volume do Oceano mundial será de 11 vezes superior ao da terra acima do nível do mar.

    Portanto, se tudo fosse nivelado; os montes fossem achatados e as bacias marítimas enchidas; o mar cobriria a terra inteira numa profundidade de milhares de metros. Para o dilúvio poder acontecer, as bacias marítimas antediluviana devem ter sido mais rasas e os montes mais baixos do que agora. O que aconteceu com as águas inundantes após o dilúvio? Devem ter-se drenado para as bacias marítimas.

    Como os continentes repousam sobre placas tectônicas, o movimento dessas placas, podem causar mudanças de nível na superfície da terra. Em alguns lugares marítimos existem grande fossas (FÓSSAS ABISSAIS) com até 11.000 metros de profundidade que contem bastante espaço para as águas do dilúvio.

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  16. Parece que quando deus decidiu fazer o dilúvio, abriu as janelas do paraíso. E quando se lembrou de Noé, aos quarenta dias, fechou as janelas. Noé, sua família e os dois milhões e seiscentos mil animais que estavam no bote, ficaram a deriva por quarenta dias, supostamente com as janelas fechadas, já que Noé abriu estas quando entendeu que não chovia mais. Esse animais que foram levados por Noé, tiveram alimento suficiente para quarenta dias. Alguns dizem que os animais marinhos não precisaram ir no barco, mais que ocorreria se a água salgada se misturasse com quatro vezes mais de água doce?. O que fizeram o casal de tamanduá quando viram que tinham só duas formigas para sobreviver durante quarenta dias? As aves parece que se não estiveram dentro do barco ou pousadas nele, tiveram que voar durante quarenta dias e quarenta noites sem descanso.
    Um elefante precisa de aproximadamente 125 quilos de comida por dia, mas 200 litros de água. Um casal precisaria de 10.000 quilos de comida para quarenta dias, mais 16.000 litros de água.
    Fora o fato de que Noé estava na terceira idade, com 600 anos de vida quando decidiu construir o primeiro transatlântico. Que disposição! Parece que ele decidiu ter filhos aos 500 anos. Creio que ele queria passar os últimos tempos acompanhado por uma família.
    Mas o que mais me preocupa é o motivo de por que deus, com todo seu poder, capaz de matar Onan em pleno ato de prazer, jogar ursos para matar mais de quarenta crianças, colocar pragas no Egito só para mostrar-se todo poderoso, por que não matou as pessoas que queria matar com um estalar de dedos, em vez de ficar desfrutando o desespero de crianças, mulheres, homens, velhos, grávidas, e animais procurando respirar num lugar inundado? Por amor? Parece mais a atitude se um sádico psicopata.
    Se as águas que despencaram pelas janelas da casa inundada de deus, cobriram todas as montanhas, não esqueçam que o pico mais alto do Everest se encontra a 8842 metros de altura do mar. Claro que para deus não há impossíveis, a não ser que alguém tenha carros de ferro ( Juízes 1:19).

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  17. A religião sempre foi e até hoje é o maior inimigo do processo científico.

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  18. Quintus Septimius Floresn Tertullianus, o simplesmente Tertuliano, foi um dos primeiros dementes cultos a acreditar nos evangelhos. Ao proferir a sua mais famosa frase: “creio porque é absurdo”, além de aceitar a sua demência, demonstrou que não era tão retardado como se mostrava. Só que este cidadão, aproximadamente no ano 200 a.e.c, tenha admitido que acreditar é absurdo, e mesmo assim segue acreditando, num mundo de ignorantes e analfabetos que viviam com o sol ressecando seus cérebros na idade do bronze, podemos até aceitar. O que não podemos entender é por que ainda hoje, dois mil anos depois, seguimos acreditando em absurdos. O planeta Terra, além de tornar-se esférico, deixou de ser o centro do Universo. Mas, por que ir mais longe? Atenhamo-nos ao vernáculo. O “cretinismo” é uma doença mental provocada por hipotireoidismo congênito, (aquela do teste do pezinho, para prevenir e resolver). Um recém nascido sem o hormônio da tireóide se mostra normal por algumas semanas, até começar a apresentar lentidão nos movimentos, no crescimento físico e no desenvolvimento mental. Esta palavra, etimologicamente falando, surge no sul da França, quando referindo-se as pessoas que tinham problemas de lentidão física e mental, semelhante aos problemas do hipotireoidismo, só que estas pessoas tinham algo em comum, que não era problemas na tireóides (órgão de funções desconhecidas na época), senão a sua forma de comportamento perante as situações a serem vividas. Normalmente se ajoelhavam ou mesmo em pé, com as mãos juntas e fechando os olhos e seguindo com um olhar sofrido aos céus, pediam emocionalmente que as coisas caíssem das nuvens. Estes dementes achavam que conseguiriam obter benefícios ao serem submissos a seres imaginarios invisíveis. Os pagãos da época, aqueles que sabiam que só conseguiriam o que precisavam através do esforço, e ainda assim não era nada fácil, se diferenciavam destes pelo nome que estes próprios costumavam-se determinar, que era o de cristãos. Do Frances “crétin”, estado patológico, como acepção pejorativa “idiota”, com origem no Frances “chrétien” “cristão” (latim cristianus, a, um) (dicionário Houaiss). Cretino.
    Quando estes cristãos eram observados, e quando vendo que de certa forma se assemelhava ao problema do hipotireoidismo, esta doença, por analogia, foi chamada de “crétinisme”, ou “cretinismo” (de cretino [cristão] + ismo [movimento social ou ideológico]), ou traduzido ao português, direto do Frances, “cristianismo”.
    Ou seja, que se fosse pelos que se auto-produzem psicossomaticamente hipotireoidismo, em vez de estarmos comunicando-nos através de ondas eletromagnéticas, estaríamos ajoelhados esperando que algo pronto caísse do que para nós é a parte superior. Porque com todo o conhecimento que podemos obter hoje, sem muito esforço, ainda acreditamos em seres imaginários, só podemos ser considerados de cretinos, ou ficarmos orgulhosos quando chamados de cristãos. Para pior acham que podem vir e dizer o que lhes dá vontade porque se acham com toda a razão e protegidos pelo ser mais poderoso do Universo. Que arrogância. Estão baseados num livro mal escrito e com toda a ignorância possível da idade da pedra. São muito atrevidos. Simplesmente impulsionados pelo próprio ego supostamente imortal.
    “ás vezes conheço pessoas e me pregunto...esse foi o espermatozóide mais rápido?
    Eduardo Galeano (1940-2015).

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  19. “A verdade não tem que ser aceita com fé. Os cientistas não seguram suas mãos todo Domingo, cantando, ‘Sim a gravidade é real! Eu vou ter fé! Eu vou ser forte! Amém.'”
    — Dan Baker

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  20. Desculpem-me por ter errado quando dize que : “Esse animais que foram levados por Noé, tiveram alimento suficiente para quarenta dias.”
    Relendo o “sonífero impresso” notei um erro crasso, baseado um pouco na falta de interesse de ler tonteiras, mas que ao notá-lo não poderia deixar de comentar. Não foram realmente quarenta dias, senão 375 dias. E eis aqui a prova:
    Gen. 7:11 no ano seiscentos da vida de Noé, no mês segundo, aos dezessete dias do mês, romperam-se todas as fontes do grande abismo, e as janelas do céu se abriram,
    7:12 é caiu chuva sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.
    Ou seja, no dia 17/02/600 da vida de Noé começa o dilúvio.
    Gen. 8:13 no ano seiscentos e um, no mês primeiro, no primeiro dia do mês, secaram-se as águas de sobre a terra. Então Noé tiruo a cobertura da arca: e olhou, e eis que a face da terra estava enxuta.
    8:14 No segundo mês, aos vinte e sete dias do mês, a terra estava seca.
    Ou seja, no dia 27/02/601 da vida de Noé, um ano e dez dias depois.
    Se já parece absurdo a idéia de quarenta dias dentro de um bote repleto de animais e comida, imaginem mais de um ano.
    Desculpem... abraços.

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  21. A religião e a ciência são o EXATO oposto, estão a ver. A religião, principalmente a cristã, vai contra tudo aquilo em que um humano racional acredita. A Bíblia defende a escravidão, o elitismo, aos olhos de "Deus" vítimas de abuso sexual são seres repugnantes, qualquer atrocidade de uma pessoa e paga pelo sofrimento das gerações seguintes....qual de vocês defende sequer uma destas coisas ? Além disso, a Bíblia diz-nos para não comer porco e para não usar uma camisa de um tecido e calças de outro.
    A ciência não sabe tudo, claro. Mas é por isso que existe: para descobrir. Os extremistas religiosos dizem que ateus são imorais porque a ciência nunca é certa, mas a mudança de ideias é algo bom. Temos de admitir a probabilidade de estar errados. Uma teoria pode ser falsa, e só é falsa quando tal é provado.
    Aí perguntam "Se admitir a chance de erro é fundamental, Deus pode existir e ateus estão errados ?" Claro ! Mas a definição de Deus é diferente. Um poder infinito é paradoxal: pode Deus fazer uma pedra tão pesada que nem ele possa levantar ? Pode existir um ser ou seres com "poder" quase divino, mas se eu tivesse de escolher um deus, nunca desta vida seria cristianismo. A religião mais próxima da ciência, ou pelo menos que menos se opõe aos factos, é na minha opinião o budismo, que tem um fundo de verdade, ao contrário de religiões como Cristianismo e Islamismo, religiões criadas pelos podersos como provável método de controlar o povo com poucos conhecimentos científicos.
    Uma prova é a bomba nuclear. Um Deus como o do cristianismo ou islamismo, ou até mesmo judaísmo nunca nos deixaria ter a possibilidade de erradicar-nos a nós mesmos.

    Sabem, dizem que nós ateus somos arrogantes. Bem, desculpem, religiosos, por eu não acreditar que este universo com biliões de galáxias não foi feito unicamente para nós.

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