<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><rss xmlns:atom='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0' version='2.0'><channel><atom:id>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437</atom:id><lastBuildDate>Sun, 27 May 2012 02:14:38 +0000</lastBuildDate><category>memória</category><category>religião</category><category>bactérias</category><category>evolução</category><category>educação científica</category><category>Dawkins</category><category>Indústria Farmacéutica</category><category>primatas</category><category>consciência</category><category>emoção</category><category>filosofia da ciência</category><category>sexualidade</category><category>sonhos</category><category>moral</category><category>neurociência</category><category>pseudociência</category><category>Araçatuba</category><category>parapsicologia</category><category>criacionismo</category><category>inteligência</category><category>Experiências fora do corpo</category><category>psicologia</category><category>córtex pré-frontal</category><category>tomada de decisão</category><category>premonição</category><category>UNESP</category><category>pênis</category><category>odontologia</category><category>alimentação</category><category>homeopatia</category><category>universo</category><category>sono</category><category>celulares</category><category>cérebro</category><category>drogas</category><category>empatia</category><category>comportamento</category><category>bioética</category><category>medicina</category><category>genes</category><title>Coluna Ciência</title><description>Um espaço para a cultura científica</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/</link><managingEditor>noreply@blogger.com (Folha da Região)</managingEditor><generator>Blogger</generator><openSearch:totalResults>49</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-2165884253168519969</guid><pubDate>Sat, 19 May 2012 15:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-19T21:47:47.214-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>moral</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>evolução</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>neurociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>educação científica</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>religião</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>criacionismo</category><title>Senado analisa projeto de lei que exige conteúdo científico durante missas e cultos na TV</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Dw3LYR84dCE/T7Wl7EBVvJI/AAAAAAAAATg/8g4PJj3nMiQ/s1600/brasilia_planalto.gif" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-Dw3LYR84dCE/T7Wl7EBVvJI/AAAAAAAAATg/8g4PJj3nMiQ/s320/brasilia_planalto.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Se algum leitor religioso achou o título desta postagem absurdo, pode ficar tranquilo, ninguém proporia tal maluquice. Mas o espanto ao ler uma manchete dessas é semelhante ao que alguém preocupado com a educação científica da população sente ao se deparar com campanhas propondo conteúdo religioso nas aulas de ciência, conforme pode ser observado no inacreditável vídeo ao final deste artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religiosos mais sensatos, claro, não defendem que teorias criacionistas invadam especificamente as aulas de ciência, mesmo assim acham indispensável que o conteúdo religioso &lt;a href="http://www.paulopes.com.br/2012/05/bispo-afirma-que-familia-deve-exigir.html" target="_blank"&gt;seja oferecido aos alunos do ensino fundamental e médio da rede pública&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos argumentos mais utilizados para insistir com essa ideia é que sem religião os indivíduos cresceriam sem uma clara noção do bem e do mal. O argumento não é apenas equivocado, mas como veremos claramente insultuoso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afirmar que apenas através da religião podemos criar indivíduos com a correta noção do que é bom e justo é, em outras palavras, afirmar que casais ateus ou agnósticos estão desprovidos da capacidade de educar seus filhos de acordo com os princípios morais que devem nortear nossa sociedade. Mediante uma dedução lógica, devemos concluir que há uma falha moral -ou de algum outro tipo- nessas famílias que lhes impede passar à sua prole as noções fundamentais relacionadas com a honestidade, generosidade, altruísmo, e outras virtudes. Esta “falha” seria compensada por uma educação escolar religiosa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KZqcG2SIpq0/T7Wpi23cZ8I/AAAAAAAAATw/1ZUOt9eskew/s1600/papai_do_ceu_na_escola_01.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;span style="color: #333333; font-family: 'Segoe UI', Calibri, 'Myriad Pro', Myriad, 'Trebuchet MS', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: x-small; line-height: 19px;"&gt;&lt;b&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-KZqcG2SIpq0/T7Wpi23cZ8I/AAAAAAAAATw/1ZUOt9eskew/s1600/papai_do_ceu_na_escola_01.jpg" /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O projeto de Lei n° 309/2011 &lt;a href="http://www.marcofeliciano2010.com.br/?p=583"&gt;"Papai do Céu na Escola"&lt;/a&gt;, instituindo o ensino religioso obrigatório nas escolas públicas tramita atualmente no Congresso Nacional. Entre os objetivos do projeto "... disseminar, de uma maneira lúdica, a diversidade religiosa do país, os valores morais, a cultura da paz e o respeito às diferentes crenças.".&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;Seu autor, o deputado federal e &lt;b&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;pastor Marco Feliciano&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, é o mesmo que tempos atrás &amp;nbsp;publicou no Twitter &lt;span style="color: red;"&gt;“&lt;b&gt;Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters rsss&lt;/b&gt;”&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;As religiões, que tão zelosas se mostram para defender seus seguidores dos ataques que os céticos fazem aos implausíveis dogmas que sustentam, parecem não ter igual cuidado ao imputar aos não crentes esse tipo de acusação tão leviana e ofensiva.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A nossa não é (ainda) uma sociedade litigiosa, mas nos Estados Unidos casais ateus e agnósticos já estão entrando na justiça por causa desse tipo de opinião emanada de autoridades religiosas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;O argumento tampouco encontra respaldo em relação ao que sabemos sobre como nosso cérebro forma os conceitos do bem e do mal, e como esses mecanismos foram amadurecendo em nossa longa jornada evolutiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cedo em nossa evolução aprendemos que a possibilidade de sobreviver e ter descendentes em um ambiente hostil seria maior vivendo em grupos que de forma isolada. Nem todas as espécies seguiram esse caminho evolutivo, mas muitas sim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Entretanto, viver em grupo não é fácil. É necessário criar regras de convívio. Isto pode ser observado em todos os animais gregários. Existem comportamentos que devem ser seguidos e muitas vezes uma hierarquia que deve ser obedecida. Em animais mais simples como as abelhas, por exemplo, boa parte dessas “normas” provavelmente vem já inserida em seu código genético, de forma que o indivíduo adulto é capaz de desempenhar os comportamentos que são benéficos para ele e para o grupo. Em animais mais complexos, além do aspecto genético a capacidade de aprender -que também tem uma base genética- desempenha um papel fundamental.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gAJp2J-zDFU/T7WkYm-seyI/AAAAAAAAATY/dyBPLSQdOZQ/s1600/suricatos.jpg" imageanchor="1" style="font-size: 12px; line-height: 16px; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana, arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://2.bp.blogspot.com/-gAJp2J-zDFU/T7WkYm-seyI/AAAAAAAAATY/dyBPLSQdOZQ/s400/suricatos.jpg" width="400" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Grupo de suricatos enfrentando um predador. Comportamento cooperador e altruísta &lt;br /&gt;pode ser observado em várias espécies, e pode ser a base de nosso apurado senso moral.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Foto, &lt;a href="http://www.nature.com/nature/journal/v462/n7269/full/nature08366.html" target="_blank"&gt;Tim Clutton-Brock&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;Comportamentos individuais inadequados geram tensões dentro do grupo, o que pode acabar destruindo sua unidade. O grupo torna-se vulnerável e num ambiente competitivo -como o que tiveram que enfrentar os primeiros hominídeos nas savanas africanas- grupos mais coesos e organizados prevalecem, passando sua bagagem genética e cultural aos seus descendentes. O grupo que não soube controlar os comportamentos individuais de forma a permitir a sobrevivência geral sucumbe. A seleção natural parece ter atuado sobre essas características por milhares de anos, não apenas sobre os indivíduos, mas também sobre os grupos. Esta ação deixou suas marcas na estruturação de nossos circuitos cerebrais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aparentemente já nascemos com algo parecido com um senso moral. À medida que nosso cérebro vai amadurecendo com a idade, os circuitos que nos fazem sentir felicidade e orgulho por fazer o bem, e culpa e vergonha ao fazer o mal se consolidam. O que muda é apenas o que catalogamos como mal e como bem. Isto difere em cada sociedade e em cada período da história. Matar, teoricamente, entra na “gaveta” do mal, mas ao matar em nome de deuses ou da pátria, o mesmo ato pode ir para a “gaveta” do bem. O que importa é que todos os seres humanos normais experimentamos sentimentos prazerosos ao fazer (ou pensar em fazer) aquilo que nosso grupo social considera bom, e sentimentos negativos ao fazer o mal.  Quando isto não ocorre, escorregamos para a área das sociopatias. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Como vimos, esse sentimento evoluiu a partir de comportamentos que foram selecionados e, o mais importante, precede nossa crença em deuses. Em outras palavras, os deuses apareceram quando já conseguíamos diferenciar o certo e o errado. Por isso o argumento em que se baseia a educação religiosa nas escolas é incorreto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;É provável que em sociedades humanas primitivas e desprovidas do conhecimento que hoje dispomos, códigos como os representados pelos livros sagrados das grandes religiões monoteístas atuais fossem necessários para assegurar a obediência a normas que permitissem a sobrevivência do indivíduo e do próprio grupo. Mas hoje, um sistema educacional moderno seria capaz de formar cidadãos empáticos e solidários, comprometidos com o conhecimento e o bem comum, sem a necessidade de ameaçar as crianças com os terríveis castigos infernais. Por outra parte, sem a doutrinação religiosa seria reduzida a possibilidade de jovens caírem nas garras dos fundamentalistas que tanto ódio, morte e intolerância têm semeado em nossa história recente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://3.gvt0.com/vi/PZokHt1Z3iM/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/PZokHt1Z3iM&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;      &lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;      &lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/PZokHt1Z3iM&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;b&gt;Atenç&lt;/b&gt;ão!&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ao contrário do título desta postagem, este filme não é brincadeira.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-2165884253168519969?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/05/senado-analisa-projeto-de-lei-que-exige.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-Dw3LYR84dCE/T7Wl7EBVvJI/AAAAAAAAATg/8g4PJj3nMiQ/s72-c/brasilia_planalto.gif' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-8470728742272789377</guid><pubDate>Wed, 16 May 2012 01:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-15T23:19:51.081-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>memória</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>drogas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cérebro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>neurociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>medicina</category><title>Esquecendo a droga</title><description>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-73wCE66m4Mc/T6vGz4Nto6I/AAAAAAAAATA/nY6QgkJbxYY/s1600/parafernalia+drogas.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/-73wCE66m4Mc/T6vGz4Nto6I/AAAAAAAAATA/nY6QgkJbxYY/s320/parafernalia+drogas.jpg" width="320" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span style="background-color: #ececec; color: #939393; font-size: 11px; font-style: italic; line-height: 15px; text-align: -webkit-auto; text-transform: uppercase;"&gt;MARIANNE WILLIAMS PHOTOGRAPHY/GETTY IMAGES&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Como comentamos em nossa &lt;a href="http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/04/por-que-as-drogas-viciam.html"&gt;última coluna&lt;/a&gt;, um dos problemas enfrentados na reabilitação de viciados é que uma vez que eles abandonam os centros de recuperação o contato com o ambiente e a parafernália associada ao consumo – seringas, cigarros, garrafas, colheres e outros objetos – trás de novo a lembrança do prazer que a droga proporciona e isso leva a recaídas. Seria possível mudar essa lembrança? De acordo com um artigo recém-publicado na revista Science, sim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para entender a base desta descoberta devemos recuar aos trabalhos do cientista russo Ivan Pavlov e seus experimentos sobre &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Condicionamento_cl%C3%A1ssico"&gt;reflexos condicionados&lt;/a&gt; na década de 1920. Pavlov tinha criado um dispositivo capaz de medir a salivação em cães. Ele observou que esta aumentava quando o tratador servia a ração, mas também percebeu que depois de um tempo a simples visualização do tratador, mesmo sem oferecer ração, já provocava um aumento na quantidade de saliva produzida pelo animal.  &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pavlov suspeitou que os animais tinham aprendido a associar a imagem do tratador com a alimentação, o que gerava a salivação por ação reflexa. Para testar essa hipótese começou a tocar um sino cada vez que era oferecida ração aos animais. Depois de um tempo e como já era esperado, ao apenas ouvir o sino os animais começavam a salivar. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Pavlov também verificou que se depois dos cães terem feito essa associação (sino / ração) ele tocasse o sino sem oferecer o alimento, após algumas repetições o reflexo de salivação cessava, processo que denominou “extinção”. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Boa parte dos tratamentos para viciados baseiam-se nesse princípio de extinção. Na clínica são colocados ao seu alcance todos os elementos relacionados com seu vício, mas sem oferecer a droga de forma que a lembrança do prazer associado aos objetos vai desaparecendo (ou extinguindo). O problema é que embora esse tipo de terapia funcione na clínica, quando o paciente retorna para casa “limpo” as recaídas são frequentes. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Neste novo estudo, os cientistas descobriram que o processo de extinção poderia ser mais efetivo se fosse associado à modificação prévia da lembrança da droga. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os pesquisadores trabalharam sobre dois processos já bem conhecidos, o de consolidação e reconsolidação da memória. Consolidação é o mecanismo mediante o qual novas informações são armazenadas na memória de longa duração. Para que isso ocorra a nova informação deve ser “avaliada” por uma estrutura cerebral denominada hipocampo. Uma lesão no hipocampo impede que o paciente crie novas memórias embora continue a lembrar de tudo que ocorreu antes da lesão, algo semelhante ao que acontece no filme “&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/50_First_Dates"&gt;Como se fosse a primeira vez&lt;/a&gt;”. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xA6kyPC-3js/T6_RFeosylI/AAAAAAAAATM/wDT0SG4qix4/s1600/Hippocampus.gif" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-xA6kyPC-3js/T6_RFeosylI/AAAAAAAAATM/wDT0SG4qix4/s400/Hippocampus.gif" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Em vermelho, o hipocampo, estrutura fundamental para a formação de novas memórias.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no processo de reconsolidação a memória armazenada é trazida novamente à esfera consciente (recordação), mas quando o fazemos a lembrança fica instável, momento onde ela pode ser manipulada e alterada. É como se tirássemos um texto da gaveta, o modificássemos e depois o guardássemos novamente. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; É essa a possibilidade que foi explorada no novo estudo. Nele participaram 66 viciados em heroína. Antes da costumeira terapia da extinção os pacientes foram divididos em três grupos. Dois deles foram expostos a vídeos de cinco minutos mostrando cenas com a injeção ou inalação de heroína, ou filmes sobre assuntos neutros como imagens da natureza (grupos controle). Dez minutos ou seis horas depois dos filmes, todos participaram dos procedimentos de extinção habituais. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Os pesquisadores observaram que a terapia de extinção era agora mais efetiva já que antes dela ser executada a lembrança da droga tinha sido previamente trazida para a esfera consciente mediante os filmes, ficando quimicamente instável e passível de ser alterada posteriormente. Os melhores resultados ocorreram justamente no grupo de 10 minutos, quando a recordação ainda estava fresca. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Embora ainda muita pesquisa seja necessária os resultados abrem uma perspectiva auspiciosa no tratamento do vício. Pesquisadores já tinham tentado manipular a memória utilizando ferramentas farmacológicas. É possível fazê-lo, mas os aspectos éticos destes procedimentos impedem que esse tipo de medicação seja usado em humanos. Este novo tratamento de manipulação comportamental da memória é mais palatável desde o ponto de vista ético, gera resultados por até 180 dias, e em tese poderia ser repetido sem grandes prejuízos para o paciente. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Mas uma pergunta fica no ar. Se cada vez que recordamos algo esse “algo” é modificado, quão a sério podemos levar nossas lembranças?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.sciencemag.org/content/336/6078/241.abstract" target="_blank"&gt;A Memory Retrieval-Extinction Procedure to Prevent Drug Craving and Relapse&lt;/a&gt;. Yan-Xue Xue e cols., Science 13 April 2012: Vol. 336 no. 6078 pp. 241-245 &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-8470728742272789377?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/05/esquecendo-droga.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-73wCE66m4Mc/T6vGz4Nto6I/AAAAAAAAATA/nY6QgkJbxYY/s72-c/parafernalia+drogas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-3811954472109672798</guid><pubDate>Sat, 28 Apr 2012 15:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-05-01T00:20:05.730-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>drogas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cérebro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>neurociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>psicologia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>medicina</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>córtex pré-frontal</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>comportamento</category><title>Por que as drogas viciam?</title><description>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-GDh--ukEoVE/T5tHPjPQw4I/AAAAAAAAASg/5PA7_jhPIBg/s1600/synapse-300x225.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-GDh--ukEoVE/T5tHPjPQw4I/AAAAAAAAASg/5PA7_jhPIBg/s320/synapse-300x225.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Representação artística de uma sinapse.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Dias atrás &lt;a href="http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/03/inutil-busca-pela-felicidade-eterna.html" target="_blank"&gt;descrevemos &lt;/a&gt;como quatro substâncias químicas produzidas no cérebro são capazes de agir diretamente em nosso humor e percepção da felicidade. De passagem, mencionamos que quase todas as drogas utilizam mecanismos semelhantes para produzir seus efeitos. Alguns leitores ficaram especialmente interessados nesse trecho, e como realmente o problema das drogas é e continuará sendo um grande problema, vale a pena mostrar o que a ciência sabe sobre sua ação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os mamíferos possuímos em nosso cérebro um conjunto de estruturas que se conectam formando os denominados circuitos de recompensa. É esse sistema o responsável por nos dar a sensação de prazer quando alcançamos um objetivo básico de sobrevivência, como procriar, comer, saciar a sede e cuidar da nossa prole. Nos humanos esses objetivos primários estão por trás de outros comportamentos mais “sofisticados”, como ganhar dinheiro, consumir, sair para a balada, buscar aconchego... Nosso cérebro complexo fantasia os objetivos primários com disfarces socialmente mais palatáveis, mas tudo ativa o mesmo sistema básico. O fato é que o objetivo de obter prazer -e fugir da dor- é o grande motivador de nosso comportamento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-eYemf4vyMJM/T5tMxjtHVWI/AAAAAAAAAS0/PZf1zYpWV4g/s1600/reward+rat.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://3.bp.blogspot.com/-eYemf4vyMJM/T5tMxjtHVWI/AAAAAAAAAS0/PZf1zYpWV4g/s320/reward+rat.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A descoberta do sistema de recompensa remonta aos estudos de&lt;a href="http://www.wadsworth.com/psychology_d/templates/student_resources/0155060678_rathus/ps/ps02.html" target="_blank"&gt; James Olds e Peter Milner&lt;/a&gt;, &lt;br /&gt;na década de 1950. Estes autores observaram que estimulando mediante eletrodos&lt;br /&gt;&amp;nbsp;determinas áreas cerebrais de ratos, estes obtinham um efeito prazeroso. &lt;br /&gt;Quando era permitido que os animais se auto-estimulassem mediante &lt;br /&gt;o acionamento voluntário de uma alavanca colocada dentro da jaula (ver na foto), &lt;br /&gt;os ratos repetidamente acionavam o dispositivo mais de 2000 vezes por hora. &lt;br /&gt;Nos anos posteriores foram definidos com precisão os circuitos e foi o verificado &lt;br /&gt;o papel da dopamina nesse sistema. &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Esse sistema de recompensa é formado por regiões encefálicas conhecidas como área tegmental ventral, núcleo accumbens, e as regiões cingular e ventromedial do córtex pré-frontal (entre outras). Neurônios dessas estruturas se comunicam entre si mediante a produção e liberação de um neurotransmissor, a dopamina (DA). A quantidade de DA liberada, assim com o tempo que ela permanece comunicando os neurônios é cuidadosamente controlada de forma a não se sentir prazer de mais ou de menos. Se sentirmos prazer constantemente -ou não sentirmos prazer nenhum- não teremos motivação para empreender as ações necessárias para nossa sobrevivência.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ZtAh3xNKmXY/T5iYlb6jF4I/AAAAAAAAASE/6K3HW5llCdw/s1600/centro+de+recompensa.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZtAh3xNKmXY/T5iYlb6jF4I/AAAAAAAAASE/6K3HW5llCdw/s1600/centro+de+recompensa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Estruturas e circuitos cerebrais que compõem o "sistema de recompensa".&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos ter uma ideia desse equilíbrio ao analisar uma ação corriqueira. Apenas a título de exemplo, lembremos nosso comportamento, ações e desejos ao ver na vitrine um objeto há muito desejado. Possuir esse objeto se transforma no agente motivador do comportamento. Podemos ser capazes de prever o prazer que sentiremos ao possuí-lo. E de fato, na hora da compra, quando o objetivo é alcançado, a DA é liberada no sistema de recompensa gerando o prazer correspondente. Como já vivenciamos, o nível de prazer vai decaindo com o tempo, tempo este coincidente com a reabsorção do excesso de DA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-KAft5UM4DdQ/T5iY2_nTTAI/AAAAAAAAASM/2tnQ9cxrF9g/s1600/dopamina.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/-KAft5UM4DdQ/T5iY2_nTTAI/AAAAAAAAASM/2tnQ9cxrF9g/s400/dopamina.jpg" width="400" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;A figura esquematiza a comunicação sináptica entre dois neurônios. Acima, o neurônio&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;pré-sináptico produz e armazena em vesículas (1) neurotransmissores (2), neste caso dopamina (DA). Mediante o estímulo apropriado a DA é liberada no espaço sináptico e se liga aos&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;receptores (3) no neurônio pós-sináptico, desencadeando diversas repostas metabólicas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Após exercer sua ação, parte da DA volta para o neurônio pré-sináptico&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;mediante o sistema de recaptação (4).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;O delicado equilíbrio deste sistema é destruído ao consumir drogas. Quase todas elas agem no sistema de recompensa aumentando a quantidade e o tempo que a DA permanece entre os neurônios.  A cocaína, por exemplo, bloqueia o sistema de recaptação da DA (ver &lt;a href="http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/03/inutil-busca-pela-felicidade-eterna.html" target="_blank"&gt;aqui &lt;/a&gt;detalhes desse sistema de recaptação) de forma que esta se acumula em quantidades muito grandes entre os neurônios potencializando a sensação de prazer. Outras drogas, como a heroína, atuam de forma algo diferente, mas o resultado final é sempre um aumento na disponibilidade de DA.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BcIeZk0A4Vg/T5iZGIMzgXI/AAAAAAAAASU/gRizVa4FBUg/s1600/dopamina+e+cocaina.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-BcIeZk0A4Vg/T5iZGIMzgXI/AAAAAAAAASU/gRizVa4FBUg/s400/dopamina+e+cocaina.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Na presença de cocaína, esta bloqueia o sistema de recaptação (1) o que leva &lt;br /&gt;a um aumento na quantidade de DA no espaço sináptico potencializando &lt;br /&gt;os efeitos metabólicos no neurônio pós-sináptico.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;Como a quantidade de DA circulante no sistema é bem maior pela ação da droga, as recompensas naturais associadas à procriação, alimentação, etc., acabam dando um prazer comparativamente menor. Ao mesmo tempo, para compensar o excesso de DA o cérebro responde diminuindo o número de receptores para esse neurotransmissor no sistema de recompensa, o que leva a que seja necessária uma quantidade cada vez maior da droga para obter o mesmo nível de prazer, fenômeno conhecido como tolerância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo, a motivação do viciado se resume às ações necessárias para conseguir a droga. Para quem vê de fora, custa entender como uma pessoa antes tão inteligente e atenta ao seu bem-estar possa estar agora numa situação tão crítica. Será que não consegue perceber as consequências do vício? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não, não consegue. Em casos graves, a alteração do sistema de recompensa alcança as regiões cerebrais responsáveis pela análise das consequências futuras de nossas ações. A organização temporal do comportamento, que nos permite antecipar o que acontecerá caso façamos isto ou aquilo, para de funcionar corretamente. Com isto, o processo de tomada de decisão fica comprometido, de forma semelhante ao que acontece com pacientes com lesão no córtex pré-frontal (ver &lt;a href="http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/05/o-curioso-caso-de-phineas-gage.html" target="_blank"&gt;aqui &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/06/o-dia-em-que-elliot-deixou-de-sentir.html" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3iKE2Y8ArL8/T5tHmJ8tRbI/AAAAAAAAASo/SFQBUA56f3w/s1600/fmri+cocaina.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="278" src="http://3.bp.blogspot.com/-3iKE2Y8ArL8/T5tHmJ8tRbI/AAAAAAAAASo/SFQBUA56f3w/s400/fmri+cocaina.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Imagens obtidas mediante tomografia de emissão positrônica. &lt;br /&gt;À esquerda o cérebro de um indivíduo normal; à direita, de um usuário de cocaína. &lt;br /&gt;Os níveis de atividade cerebral nesta técnica de imagem criam imagens coloridas, &lt;br /&gt;onde áreas vermelhas representam os maiores níveis de atividade cerebral e as azuis os menores. &lt;br /&gt;Notar que a quantidade de áreas vermelhas no usuário de cocaína é menor que no indivíduo normal.  &lt;br /&gt;Estas áreas apresentam uma redução da atividade metabólica&lt;br /&gt;&amp;nbsp;que com o tempo leva à alteração de várias funções cerebrais.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o viciado dificilmente consegue se ajudar. A ação de amigos e familiares é fundamental. Clínicas de reabilitação tentam diminuir a dependência química criada, mas as recaídas são muito comuns. A lembrança do prazer proporcionado pela droga volta com força quando o indivíduo retorna ao seu convívio habitual. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, será que podemos modificar essas lembranças e associações numa versão moderna do filme Laranja Mecânica? Podemos manipular a memória para promover a cura? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que parece podemos, mas devemos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto fica para a próxima coluna.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-3811954472109672798?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/04/por-que-as-drogas-viciam.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-GDh--ukEoVE/T5tHPjPQw4I/AAAAAAAAASg/5PA7_jhPIBg/s72-c/synapse-300x225.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-5342306020013777826</guid><pubDate>Sat, 14 Apr 2012 14:46:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-26T09:47:47.296-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>moral</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>religião</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>comportamento</category><title>Cruzes da discórdia</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qgDTxMKhGVo/T4ShB2BlzYI/AAAAAAAAARc/Rx3nhBEIUrY/s1600/crucifixo_exclusivo2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="387" src="http://2.bp.blogspot.com/-qgDTxMKhGVo/T4ShB2BlzYI/AAAAAAAAARc/Rx3nhBEIUrY/s400/crucifixo_exclusivo2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ao escrever sobre a &lt;a href="http://tj-rs.jusbrasil.com.br/noticias/3043083/determinada-a-retirada-dos-crucifixos-dos-predios-da-justica-gaucha" target="_blank"&gt;ordem judicial&lt;/a&gt; que ordenou a retirada dos crucifixos e símbolos religiosos nos espaços públicos dos prédios da Justiça gaúcha, corro o risco de repetir o que muitos outros já comentaram. Mesmo assim, parece oportuno dedicar esta coluna para essa discussão uma vez que ela envolve o próprio conceito do estado laico, tão caro para a cultura científica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Particularmente acredito que o assunto não deveria criar tanta celeuma se fossem levados a sério conceitos básicos de laicidade e igualdade. Em sua decisão -unânime- os juízes apenas interpretaram o que está escrito no artigo 19 da Constituição Federal, que assegura a laicidade do Estado e veda criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. Ou como manifestou o relator da matéria, Desembargador Cláudio Baldino Maciel, “... o julgamento feito em uma sala de tribunal sob um expressivo símbolo de uma Igreja e de sua doutrina não parece a melhor forma de se mostrar o Estado-juiz equidistante dos valores em conflito.”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  É indubitável que a imagem da cruz possui para os cristãos um forte apelo emocional associado ao conceito de transcendência. Fui católico por muitos anos, sei bem o que isso representa e acho que esse sentimento deve ser respeitado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É justamente por entender a importância que para alguns os símbolos religiosos possuem que sua retirada de lugares públicos –e especialmente dos locais onde se exerce a justiça- faz todo o sentido. Parece evidente que se os crucifixos são importantes para os católicos, os demais símbolos religiosos, desde a estrela de Davi do Judaísmo, a lua crescente do Islamismo, o Yin-Yang do Taoísmo, a Dharmacakra do Budismo, o Enkan do Seicho-no-ie, os símbolos da Umbanda, os das divindades Yanomamis e tantos outros são igualmente importantes e transcendentes para as demais denominações religiosas. Autorizar a permanência de apenas um dos símbolos e impedir a exibição dos demais cria distinção entre brasileiros, o que não apenas é moralmente condenável como vedado constitucionalmente. E a menos que a situação mude nosso país ainda é regido pela Constituição e não pela Bíblia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, parece exorbitante a reação das autoridades eclesiásticas ante essa decisão. Já se fala em ofensa e perseguição e se exorta à comunidade católica resistir a esta tentativa, como se de guerra santa se tratasse. &lt;a href="http://perspectivabr.wordpress.com/2012/03/16/tempos-apocalipticos-paulo-brossard-sobre-a-retirada-dos-crucifixos-nos-tribunais/" target="_blank"&gt;Juristas católicos&lt;/a&gt; veem inclusive os primeiros sinais do apocalipse! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os argumentos utilizados pelas autoridades católicas para justificar tão evidente descaso com o conceito de imparcialidade do Estado ante assuntos religiosos parecem-&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;me&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;pouco convincentes. Basicamente se resumem a uma suposta tradição cristã que surge dos primórdios da nossa colonização.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;Sempre fico preocupado quando nos pedem para acreditar ou fazer algo em nome da tradição. Tradições não deveriam ser,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;a priori,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;um bom motivo para acreditar ou fazer qualquer coisa. Provavelmente existam tradições que valha a pena seguir e outras não. Como já foi citado por &lt;a href="http://www.conjur.com.br/2012-mar-21/escravidao-foi-tradicional-crucifixos-reparticoes-publicas" target="_blank"&gt;outros&lt;/a&gt; que discutiram este assunto, a escravidão foi uma das tradições mais persistentes. De tão tradicional ela foi defendida por Aristóteles e contemplada nos livros sagrados das principais religiões monoteístas atuais, e inclusive nas primeiras constituições do Brasil e outros países.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;Fazer algo apenas porque vem sendo feito há muito tempo não indica que nossa ação esteja correta. Tradições se mantêm não porque tenham sua origem em fatos reais ou justificáveis, e sim pela inércia de repetir o que nossos antepassados fizeram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja Católica não deveria então se sentir perseguida ao ser lembrada que todos somos iguais perante a lei e que o Estado não tem religião oficial. Ao contrário, deveria aplaudir uma decisão que, na prática, segue uma orientação de Jesus para não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem. Com certeza, nem as autoridades católicas nem seus seguidores achariam correto que as paredes do Supremo Tribunal Federal fossem adornadas com imagens de Oxossi ou da pomba voando no coração vermelho da Igreja Universal do Reino de Deus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-iw5EpEs7LDo/T4SjQ6yKbVI/AAAAAAAAARk/4Y8-Gg60ZQU/s1600/oxossi+stf.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" src="http://4.bp.blogspot.com/-iw5EpEs7LDo/T4SjQ6yKbVI/AAAAAAAAARk/4Y8-Gg60ZQU/s400/oxossi+stf.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempo, dias atrás (&lt;a href="http://www.folhadaregiao.com.br/Default.php?Canal=enquete" target="_blank"&gt;09/03/2012&lt;/a&gt;) esta Folha lançou uma enquete sobre o assunto. Para minha surpresa, mais de 80% dos votantes foram favoráveis à retirada dos crucifixos dos lugares públicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinais do apocalipse? &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-5342306020013777826?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/04/cruzes-da-discordia.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-qgDTxMKhGVo/T4ShB2BlzYI/AAAAAAAAARc/Rx3nhBEIUrY/s72-c/crucifixo_exclusivo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-7172149555243198556</guid><pubDate>Sat, 31 Mar 2012 16:36:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-26T09:47:04.393-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>drogas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>consciência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cérebro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>neurociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>primatas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>psicologia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>comportamento</category><title>A inútil busca pela felicidade eterna</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-A8hFgY2US2w/T3cgqfHlPEI/AAAAAAAAAQ8/vNjAyjGkzsE/s1600/happy-face1.gif" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-A8hFgY2US2w/T3cgqfHlPEI/AAAAAAAAAQ8/vNjAyjGkzsE/s320/happy-face1.gif" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Felicidade virou objeto de consumo. Ambicionamos ser constantemente felizes como mostram os anúncios de televisão onde são todos jovens, bonitos, extrovertidos e sempre sorridentes. Nossa realidade, claro, é bem diferente. A juventude desaparece inexoravelmente, pouquíssimos somos bonitos, nem todos são extrovertidos e isso de estar felizes sempre pode ser sintoma de uma doença denominada mania. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora a experiência individual de felicidade seja um fenômeno complexo, vários de seus componentes como o prazer, conforto, satisfação, amparo, realização, etc., são o resultado secundário da ação de quatro substâncias químicas que nosso cérebro produz: endorfinas, dopamina, ocitocina e serotonina. Sua produção e liberação em áreas cerebrais específicas é um processo extremamente preciso e complexo, fruto de milhões de anos de evolução. Ao nos dar prazer, elas nos motivam para empreender ações e comportamentos que são fundamentais para nossa sobrevivência e para a reprodução. Como prêmio de salvar nossa própria pele e espalhar nossos genes, o cérebro recompensa com emoções positivas e orgasmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossos momentos mais felizes coincidem quando o nível de um desses quatros neurotransmissores –ou mais de um deles- está em seu pico mais alto. Nosso cérebro capta então que esse nível está elevado, confere se a ação primária do neurotransmissor foi desempenhada e imediatamente começa a remover o excesso dessas substâncias (&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Recapta%C3%A7%C3%A3o" target="_blank"&gt;recaptação&lt;/a&gt;). Ao fazer isto, a sensação de felicidade desaparece. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que esta descida natural de nosso estado anímico não condiz com a imagem de felicidade eterna à qual acreditamos ter direito.  A volta ao estado normal é então confundida com “in-felicidade”, que confundimos por sua vez com tristeza e finalmente a associamos –para alegria da indústria farmacêutica- a uma profunda depressão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kGvEOMUM08k/T3cmNai5b8I/AAAAAAAAARM/SwlvSvchC6o/s1600/neuronios.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-kGvEOMUM08k/T3cmNai5b8I/AAAAAAAAARM/SwlvSvchC6o/s400/neuronios.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Figura 1 - Microfotografia de dois neurônios corados com um marcador fluorescente. O quadrado branco indica o local onde o neurônio A entra em contato com o neurônio B. As setas vermelhas sinalizam o caminho da informação (de A para B). O local de contato entre os neurônios (sinapse) dentro do quadrado está ampliada (e esquematizada) na figura abaixo.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QuuRorQs4mI/T3cj17g9OxI/AAAAAAAAARE/BF3o_96TsgQ/s1600/476px-Synapse_diag1.svg.png" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-QuuRorQs4mI/T3cj17g9OxI/AAAAAAAAARE/BF3o_96TsgQ/s400/476px-Synapse_diag1.svg.png" width="316" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Figura 2 - Esquema da sinapse indicada na figura 1. No neurônio A (denominado pré-sináptico porque está antes da sinapse no sentido do caminho da informação) encontramos organelas como as mitocôndrias (1), que fornecem energia à célula, e vesículas (2) contendo algum dos neurotransmissores citados no texto (neste caso, serotonina). No momento oportuno (7), as vesículas são liberadas na fenda sináptica (4) e acoplam com os receptores localizados no neurônio pós-sináptico (5) iniciando uma série de ações. O excesso de serotonina é recaptado pelo neurônio A (8). Medicamentos como o Prozac inibem esta recaptação (8), permitindo que a serotonina permaneça mais tempo na fenda sináptica, prolongando seus efeitos.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente, depressão tem pouco ou nada a ver com isso. Depressão é uma doença que só pode ser diagnosticada eficientemente por um psiquiatra, e dos bons. Os altos e baixos de nosso humor fazem parte de um processo natural de equilíbrio de neurotransmissores associado com os problemas normais do dia a dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo típico deste processo é o da endorfina. Como o nome indica -morfina interna- sua função principal em todos os mamíferos é eliminar a dor e gerar um estado de euforia. Por causa dessas propriedades, ela é liberada em situações onde ficar paralisado por causa da dor pode ser a pior das soluções. Imaginemos estar em meio a uma briga feroz (podemos também imaginar o antílope lutando para escapar das garras do leão). Se&amp;nbsp;a dor provocada por uma ferida nos paralisa é bem provável que nosso oponente aproveite esse momento para dar o golpe definitivo. É nessa hora que a endorfina entra em ação. Pela sua ação a dor é suprimida e ao mesmo tempo sentimos a força necessária para continuar a luta ou, se for o caso, fugir. Mas assim que estamos a salvo não faz mais sentido continuar com um cérebro encharcado de endorfina. Precisamos sentir a dor das feridas para dar a elas uma atenção prioritária. Claro que os efeitos eufóricos também acabam. Essa não é mesmo a hora de estar feliz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FtEZ9kxqN0M/T3ctmC3rvbI/AAAAAAAAARU/aLL-AIwZGUw/s1600/gazela+leopardo+endorfina.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="257" src="http://4.bp.blogspot.com/-FtEZ9kxqN0M/T3ctmC3rvbI/AAAAAAAAARU/aLL-AIwZGUw/s320/gazela+leopardo+endorfina.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Nesta hora a gazela não pode parar para&amp;nbsp;cuidar&amp;nbsp;suas feridas. &lt;br /&gt;A endorfina inibe a dor e dá forças para continuar a corrida.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história parecida nos contam os outros neurotransmissores. Os níveis de dopamina, por exemplo, sobem e ativam nosso sistema de recompensa quando empreendemos ações que nos levam a saciar nossas necessidades básicas, como alimentação e sexo. Depois que foram atendidas seu nível decai. Caso contrário sentiríamos o bem-estar gerado pelo sistema de recompensa mesmo quando não fazemos nada para suprir nossas necessidades.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Não teríamos a motivação necessária para iniciar tarefas relacionadas com nossa sobrevivência individual e da nossa espécie,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;o que seria um péssimo negócio (curiosamente, as drogas pesadas agem justamente nesse sistema cerebral de recompensa,&amp;nbsp;substituindo nossos desejos naturais de nos alimentar, saciar nossa sede e procriar pelo único objetivo de consumir a droga).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Neste quarteto, a ação da ocitocina é fundamental para&amp;nbsp;estabelecer&amp;nbsp;laços de confiança e afeto duradouros. Durante a amamentação ocitocina é liberada no cérebro da mãe e do filhote, reforçando os laços familiares, o comportamento materno e gerando a agradável&amp;nbsp;sensação&amp;nbsp;de amparo. Também liberamos ocitocina ao receber uma massagem e durante o orgasmo o que cria laços entre parceiros sexuais. Quanto mais sofisticado o cérebro do mamífero, mais complexas são as alianças sociais. Um cérebro constantemente encharcado de ocitocina nos levaria a confiar e estabelecer laços afetivos com todos indistintamente. Pode parecer até bonito, mas nas duras condições de sobrevivência impostas em milhões de anos pela seleção natural, isto seria inviável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compreensão destes mecanismos nos permite lidar de forma mais tranquila com nossos estados anímicos. Analisar nossos sentimentos de fundo, reconhecer se existem causas reais quando eles são negativos, relacioná-los com processos químicos normais de nosso cérebro -processos que compartilhamos com todos os mamíferos-, pode ser um passo importante para iniciar novos comportamentos recompensadores. Mas cuidado com essa necessidade constante de colocar a toda hora novas e mais difíceis metas para provocar picos dopaminérgicos. Não force a barra. Muitas vezes a melhor coisa a fazer é, simplesmente, não fazer absolutamente nada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Leitura recomendada&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;h1 style="background-color: white; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font: inherit; line-height: 1.125em; margin-bottom: 0.375em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0.375em; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; vertical-align: baseline;"&gt;   &lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Towards a functional neuroanatomy of pleasure and&amp;nbsp;&lt;span class="highlight" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font: inherit; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;happiness&lt;/span&gt;.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Kringelbach%20ML%22%5BAuthor%5D" style="border-bottom-color: initial; border-bottom-style: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #660066; font: inherit; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Kringelbach ML&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed?term=%22Berridge%20KC%22%5BAuthor%5D" style="border-bottom-color: initial; border-bottom-style: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #660066; font: inherit; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;"&gt;Berridge KC&lt;/a&gt;.&amp;nbsp;&lt;a abstractlink="yes" alsec="jour" alterm="Trends Cogn Sci." href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/19782634#" style="border-bottom-color: initial; border-bottom-style: initial; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; color: #660066; font: inherit; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; vertical-align: baseline;" title="Trends in cognitive sciences."&gt;Trends Cogn Sci.&lt;/a&gt;&lt;span style="line-height: 1.45em;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="line-height: 1.45em;"&gt;2009 Nov;13(11):479-87. Epub 2009 Sep 24.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Meet Your Happy Chemicals: Dopamine, Endorphin, Oxytocin, Serotonin.&amp;nbsp;&amp;nbsp;Breuning, LG, 2012.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="line-height: 1.45em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;h1 style="background-color: white; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font: inherit; line-height: 1.125em; margin-bottom: 0.375em; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0.375em; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; vertical-align: baseline;"&gt;    &lt;/h1&gt;&lt;div class="auths" style="background-color: white; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-image: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: arial, helvetica, clean, sans-serif; font: inherit; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; outline-color: initial; outline-style: initial; outline-width: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: left; vertical-align: baseline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-7172149555243198556?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/03/inutil-busca-pela-felicidade-eterna.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-A8hFgY2US2w/T3cgqfHlPEI/AAAAAAAAAQ8/vNjAyjGkzsE/s72-c/happy-face1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-7644621676795921547</guid><pubDate>Sat, 17 Mar 2012 14:26:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-26T09:45:53.436-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>filosofia da ciência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>educação científica</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>religião</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>universo</category><title>A partícula de Deus, e Deus</title><description>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-kmjM256l0_c/T2QJvM1B-oI/AAAAAAAAAQY/gq7puSV4k_c/s1600/higgs-boson_2083642b.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-kmjM256l0_c/T2QJvM1B-oI/AAAAAAAAAQY/gq7puSV4k_c/s320/higgs-boson_2083642b.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A esta altura muitos já devem estar ao tanto das notícias que chegaram no final do ano passado desde a sede da Organização Européia para a Pesquisa Nuclear&amp;nbsp;(em francês, Conseil Européen pour la Recherche Nucléaire ou CERN, como é mais conhecida), e que foram parcialmente confirmadas por cientistas americanos do acelerador Tevatron/Fermilab esta semana.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Resumidamente, os mais de cem pesquisadores que neste momento realizam experimentos nos dois grandes aceleradores obtiveram evidências -ainda não conclusivas- sobre a possível existência do bóson de Higgs, partícula subatômica hipotética que serviria para dar massa a todas as outras partículas do universo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A expectativa dos cientistas do CERN e do Fermilab se justifica. O bóson de Higgs (em homenagem a&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Peter_Higgs" target="_blank"&gt; Peter Higgs&lt;/a&gt;, que em 1964 junto com outros cientistas postulou teoricamente sua existência) é fundamental para manter em pé o chamado &lt;a href="http://es.wikipedia.org/wiki/Modelo_est%C3%A1ndar_de_f%C3%ADsica_de_part%C3%ADculas" target="_blank"&gt;modelo standard da física de partículas&lt;/a&gt;, a principal teoria que tenta explicar boa parte das coisas que ocorrem no universo, entre elas, a formação de toda a matéria conhecida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo standard da física começou a ser erguido a partir da década de 1970 e novas partículas com nomes exóticos como lepton, quark, charm, tau, strange foram surgindo, algumas inicialmente em modelos matemáticos e depois comprovadas experimentalmente. Mas do bóson de Higgs, nem notícia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariado com esse fato, outro grande físico, Leon Lederman, ganhador do prêmio Nobel, escreveu em 1993 um livro cujo título inicial era "A Partícula Maldita"&amp;nbsp;("The Goddamn Particle"), em alusão às dificuldades em encontrá-la. Entretanto, o editor achando que o título “maldita” poderia resultar ofensivo decidiu trocá-lo por “A partícula de Deus”, uma denominação que Higgs, como ateu, sempre questionou e que até agora gera uma grande e desnecessária discussão. De fato, a existência do bóson de Higgs permitiria explicar como toda a matéria poderia ter surgido a partir do nada, algo que afetaria um dos argumentos preferidos pelos teólogos para defender a ideia de um criador (não à toa, o papa João Paulo II &lt;strike&gt;pediu&lt;/strike&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: red;"&gt;teria pedido&lt;/span&gt; ao físico Stephen Hawking para não estudar a origem do universo, solicitação que felizmente não foi atendida; ver &lt;a href="http://www.usatoday.com/life/people/2006-06-15-hawking_x.htm" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.20minutos.es/noticia/131384/1/cosmologia/Hawking/iglesia/" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;,&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.foxnews.com/story/0,2933,199673,00.html#ixzz1HJr0WvAe" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e no vídeo abaixo). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a postagem de hoje não é sobre física, e sim sobre religião e sobre ciência.  No final deste texto e &lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/1020648-cientistas-acham-pistas-fortes-da-particula-de-deus-no-lhc.shtml" target="_blank"&gt;aqui&lt;/a&gt; disponibilizamos links que direcionam o leitor para páginas mais apropriadas para entender a importância da existência ou não do bóson de Higgs. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pesquisa para escrever esta coluna cheguei a um &lt;a href="http://www.telegraph.co.uk/science/8956938/Higgs-boson-the-particle-of-faith.html" target="_blank"&gt;artigo do teólogo Alister McGrath&lt;/a&gt;. Não sou fã dele, mas reconheço que vez ou outra apresenta bons argumentos e é capaz de debater à altura com cientistas e filósofos ilustres como Richard Dawkins e Daniel Dennet. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;McGrath coloca uma questão muito instigante, não estaria o bóson de Higgs para os cientistas assim como Deus para os religiosos? De fato, cientistas utilizam uma partícula ainda inexistente para apoiar uma teoria que explicaria o resto das coisas que podem ser observadas. Por enquanto, a existência do bóson de Higgs só ocorre porque ela dá sustentação a uma concepção do universo que é cara à comunidade científica.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;De acordo com McGrath – que provocativamente chama o bóson de Higgs “partícula da fé” - o mesmo acontece com os religiosos, para quem só a existência de Deus dá sentido ao universo que eles podem observar.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Assim, por que esses cientistas chatos ficam no pé dos crentes pedindo provas da existência de Deus quando eles fazem a mesma coisa, sustentando toda uma teoria do universo encima de uma partícula que só existe na imaginação do Sr. Higgs? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A colocação de McGrath não está totalmente errada, mas como foi bem observado pelo biólogo PZ Myers em seu ótimo blog &lt;a href="http://freethoughtblogs.com/pharyngula" target="_blank"&gt;Pharyngula&lt;/a&gt;, ignora o fundamental. Foi justamente para não permanecer no campo da fé que centenas de cientistas de mais de 100 países juntaram nove bilhões de dólares para construir a maior e mais sofisticada máquina da história da humanidade, um imenso tubo/acelerador de prótons de mais de 27 km localizado 175 metros abaixo do nível do solo na fronteira franco-suíça.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Tudo para quê? Para testar uma hipótese.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Se a hipótese não for confirmada, todo o modelo standard da física terá que ser revisto. Sem problema. Nada melhor para a ciência que abandonar velhas teorias quando as evidências não mais as suportam. Isso faz parte do seu ethos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; &lt;br /&gt;E aí está toda a diferença. Para a religião é impensável testar a hipótese de Deus. O questionamento fica sempre truncado pelo dogma. Questionar é pecado. Assim, nossas faculdades de pensamento crítico não se desenvolvem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais preocupante é que muitos –temo que a maioria- querem que essa forma não questionadora de pensar volte a ser predominante em nossa sociedade, até nos bancos escolares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento que escrevo esta coluna as autoridades políticas de Ilhéus declaram obrigatória a reza do pai nosso nas escolas, as de Araguaína exigem a leitura da bíblia em sala de aula, deputados do Rio aprovam a liberação de R$ 5 mi dos cofres públicos para evento religioso, nosso prefeito entrega as chaves da cidade para o deus dos cristãos e nossa presidenta coloca um&amp;nbsp;líder&amp;nbsp;religioso no ministério da pesca, assunto sobre o qual o novo ministro, como faz questão de esclarecer, não entende patavina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando vejo este panorama tão pouco propício à cultura da ciência, vem à minha mente uma frase do saudoso Carl Sagan... &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;“A chama da vela escorre. Seu pequeno lago de luz tremula. A escuridão se avoluma. Os demônios começam a se agitar.”&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;**********************************************&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/XEJOO3Ytp6A/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/XEJOO3Ytp6A&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/XEJOO3Ytp6A&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Quem criou o universo?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;O fantástico documentário&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;(em quatro partes) da Discovery,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&amp;nbsp;criado e narrado por Stephen Hawking.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Assistam&amp;nbsp;com calma e atenção.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Professores, exibam nas escolas!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-7644621676795921547?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/03/particula-de-deus-e-deus.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-kmjM256l0_c/T2QJvM1B-oI/AAAAAAAAAQY/gq7puSV4k_c/s72-c/higgs-boson_2083642b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-4720596912142772699</guid><pubDate>Sat, 03 Mar 2012 14:34:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-26T09:44:41.034-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>moral</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>sexualidade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>evolução</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>neurociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>genes</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>primatas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>psicologia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>comportamento</category><title>Uma anomalia chamada seios</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-R-n9wx-1ttY/T046XMrGrsI/AAAAAAAAAO8/6raLdXn0WHY/s1600/famale_breast.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;-&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-R-n9wx-1ttY/T046XMrGrsI/AAAAAAAAAO8/6raLdXn0WHY/s320/famale_breast.jpg" width="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Chamar os seios de anomalia pode parecer uma afronta. Seios exercem um enorme fascínio sobre os homens, ao menos sobre os heterossexuais. Mas, por quê? E mais, por que as mulheres têm seios e não apenas mamas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para começar a entender o motivo pelo qual muitos cientistas acham que os seios são uma anomalia evolutiva, vale a pena analisar o que acontece com os outros animais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A existência de mamas é, obviamente, uma caraterística de todos os mamíferos. Em todos, elas têm a função de produzir leite para alimentar a prole. Assim, sua estrutura é basicamente composta de tecido glandular. Esse tecido aumenta de tamanho apenas próximo e durante o período de lactação. Quando a fêmea deixa de amamentar ele regride de forma que suas mamas ficam aproximadamente do mesmo tamanho que as do macho. Isto pode ser visto em praticamente todos os mamíferos, incluindo aqui os grandes primatas não humanos (gorilas, bonobos, chimpanzés e orangotangos). Menos em nossa espécie.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Lg7EUXw5FFY/T05AaHouMbI/AAAAAAAAAPY/8XY5E8ypPhs/s1600/gorilla+torax2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-Lg7EUXw5FFY/T05AaHouMbI/AAAAAAAAAPY/8XY5E8ypPhs/s400/gorilla+torax2.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O tórax desta gorila fêmea adulta pouco se diferencia em relação ao macho.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;As mamas de nossas fêmeas possuem, além do tecido glandular, quantidades abundantes de tecido adiposo e tecido conjuntivo. Ao contrário dos outros mamíferos, o crescimento dos seios começa na puberdade, sem nenhuma relação com a amamentação. Embora durante a amamentação aumentem de tamanho, finalizado esse período continuam bem maiores que as mamas do macho. Não há nenhuma relação confirmada entre o tamanho das mamas e a quantidade ou qualidade do leite produzido. Seios grandes indicam fundamentalmente seios com um maior conteúdo de gordura. Mulheres anoréxicas ou maratonistas profissionais, onde há uma queda acentuada na quantidade geral de gordura pelo corpo têm uma redução acentuada do tamanho e consistência dos seios. Mulheres que fazem regime severo sabem disso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ky_xTNPSRyw/T046yUiDVbI/AAAAAAAAAPI/eJ9zd2gySe4/s1600/BreastAnat_1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-ky_xTNPSRyw/T046yUiDVbI/AAAAAAAAAPI/eJ9zd2gySe4/s320/BreastAnat_1.JPG" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O desenho mostra o aspecto interno da mama de uma mulher adulta. &lt;br /&gt;Comparar a quantidade de tecido glandular (produtor de leite) na cor roxa em relação&lt;br /&gt;ao tecido adiposo (amarelo) e conjuntivo (bege).&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo indica então que as mamas adquiriram em nossa espécie outra função além daquela básica de amamentar os filhotes. Qual seria? De acordo com estudos evolutivos, mamas sempre volumosas são um ornamento selecionado por processos de seleção sexual, algo análogo à vistosa cauda do pavão. Daí nossa atração atávica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A evolução desse traço parece ter sido bem recente, originando-se provavelmente depois que alguns hominídeos adquiriram uma postura ereta, o que aconteceu há uns 4,2 milhões de anos AEC. Com o bipedalismo, o pênis, clitóris, mamas, cintura e quadril ficaram expostos e tornaram-se alvos potenciais da seleção sexual. O mesmo aconteceu com a agora volumosa região glútea. Já vimos que este processo afetou também a&lt;a href="http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/06/mulheres-tem-mesmo-obsessao-pelo.html" target="_blank"&gt; evolução do pênis&lt;/a&gt;, cujo tamanho relativamente avantajado parece ter sido resultado da seleção da fêmea. Da mesma forma, é bem provável que machos tenham determinado mediante processos seletivos a morfologia externa dessas estruturas em suas parceiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que seios sempre volumosos poderiam representar uma vantagem evolutiva? Ao que parece, durante o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Pleistoceno" target="_blank"&gt;pleistoceno &lt;/a&gt;-período geológico onde os humanos evoluímos- seios volumosos poderiam servir como sinalizadores de juventude, saúde geral e inteligência, características que tornariam a fêmea desejável desde o ponto de vista reprodutivo. De fato, seios grandes dão boas dicas da idade. A ação da gravidade e as repetidas gestações exercem um efeito já bem conhecido por todos: os seios “caem”. Assim, seios empinados seriam um claro sinal de juventude que não passaria inadvertido pelos machos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seios volumosos também dariam importantes pistas sobre o estado de saúde da fêmea e sua capacidade de enfrentar as adversidades do ambiente. E isto parece não estar relacionado com o tamanho dos seios, e sim com sua simetria. A bilateralidade das estruturas do nosso corpo, como braços, dedos, seios e estruturas da face está determinada em nossos genes. A ordem genética é criar estruturas bilaterais idênticas. Mas fatores ambientais como nutrição, doença, contaminação do ambiente, estresse, etc., acabam interferindo nesse processo provocando assimetrias (em biologia, isto é denominado assimetria flutuante). Estruturas assimétricas indicam que a ação dos genes não foi suficientemente robusta a ponto de contornar esses fatores. Ao contrário, altos níveis de simetria (simetria absoluta é muito raro) é sinal de uma boa capacidade do indivíduo resistir às ameaças ambientais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha de indivíduos com elevados níveis de simetria foi comprovada em testes de atração facial. Quando confrontados a fotografias, tanto homens quanto mulheres acham mais atraentes faces simétricas. Por outra parte, mulheres com seios simétricos têm maior índice de fertilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, seios volumosos (e quadril largo) também seriam um sinal de acúmulo de gordura. Nas duras condições das savanas africanas do pleistoceno, este acúmulo indicaria, em parte, uma maior possibilidade das fêmeas enfrentarem períodos com pouca oferta alimentar e ao mesmo tempo uma habilidade comparativamente maior para conseguir alimentos, todas características vantajosas desde o ponto de vista da sobrevivência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O aumento comparativo do tamanho das mamas nas fêmeas humanas veio acompanhado de outras caraterísticas. Houve um deslocamento do tecido adiposo no abdome feminino. Gorilas e chimpanzés fêmeas acumulam gordura na cintura e no quadril, de forma semelhante ao que acontece em machos humanos. Já a silhueta de fêmeas humanas jovens e férteis apresenta forma de ampulheta, com uma cintura fina e medidas maiores na região do quadril e seios. Esta silhueta permitiria mesmo a distância e em condições de pouca luminosidade –o que deveria ser comum nas savanas africanas por onde nossos ancestrais viveram por centenas de milhares de anos-  que fêmeas férteis fossem facilmente distinguidas de machos e mesmo de fêmeas idosas, onde a silhueta já não guarda essas proporções.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-fGn2SoK1_qE/T07TRoVjCwI/AAAAAAAAAPg/bnKFPuy0RrQ/s1600/parvati1a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-fGn2SoK1_qE/T07TRoVjCwI/AAAAAAAAAPg/bnKFPuy0RrQ/s320/parvati1a.jpg" width="224" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ao longo da história, várias culturas em diversas regiões do planeta reverenciaram&lt;br /&gt;&amp;nbsp;a silhueta feminina em forma de ampulheta.  Nesta estátua, a deusa hindu Parvati&lt;br /&gt;&amp;nbsp;tem essa forma exagerada, provavelmente enfatizando sua fertilidade.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silhueta apropriada, nádegas arredondadas, seios simétricos e empinados sinalizam fêmeas jovens, férteis e saudáveis, aptas assim para gerar descendentes bem adaptados . Um material em tanto sobre o qual toda a seleção guiada pelo sexo pudesse agir durante centenas de milhares de anos e provocasse ainda nos politicamente corretos dias de hoje algumas situações constrangedoras, como a do filme abaixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://0.gvt0.com/vi/wXcw0PSS9rg/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/wXcw0PSS9rg&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/wXcw0PSS9rg&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Fontes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt; &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Moller, AP, Soler, M and Thornhill R (1995) &lt;a href="http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&amp;amp;_udi=B6X2B-4BP3M6S-2&amp;amp;_user=10&amp;amp;_coverDate=05%2F31%2F1995&amp;amp;_alid=1333923133&amp;amp;_rdoc=1&amp;amp;_fmt=high&amp;amp;_orig=search&amp;amp;_cdi=7266&amp;amp;_sort=r&amp;amp;_docanchor=&amp;amp;view=c&amp;amp;_ct=1&amp;amp;_acct=C000050221&amp;amp;_version=1&amp;amp;_urlVersion=0&amp;amp;_userid=10&amp;amp;md5=7f73e605b89e2cbcd44745e2861d8b86"&gt;Breast asymmetry, sexual selection, and human reproductive success&lt;/a&gt;. Ethology and Sociobiology. 16 (3): 207-219&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Singh, D (1995) &lt;a href="http://www.sciencedirect.com/science?_ob=ArticleURL&amp;amp;_udi=B6X2B-4T07403-4&amp;amp;_user=10&amp;amp;_coverDate=11%2F30%2F1995&amp;amp;_rdoc=1&amp;amp;_fmt=high&amp;amp;_orig=search&amp;amp;_sort=d&amp;amp;_docanchor=&amp;amp;view=c&amp;amp;_searchStrId=1333926397&amp;amp;_rerunOrigin=google&amp;amp;_acct=C000050221&amp;amp;_version=1&amp;amp;_urlVersion=0&amp;amp;_userid=10&amp;amp;md5=63830feb73c5d3bb28bb963fe0d50373"&gt;Female health, attractiveness, and desirability for relationships: Role of breast asymmetry and waist-to-hip ratio&lt;/a&gt;. Ethology and Sociobiology. 16 (6): 465-481&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Miller, G (2001)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.amazon.com/Mating-Mind-Sexual-Choice-Evolution/dp/038549517X" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: small;"&gt;The Mating Mind: How sexual choice shaped the evolution of human nature&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;. Anchor Books&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Zaidel, DW e cols., (2005) &lt;a href="http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0278262604002696" target="_blank"&gt;Appearance of symmetry, beauty, and health in human faces&lt;/a&gt;. Brain and Cognition 57 (2005) 261–263&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Jahme C., Breast size: a human anomaly; The Guardian (Science), 14/05/2010. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="background-color: white; background-repeat: no-repeat no-repeat; border-collapse: collapse; margin-bottom: 13px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-collapse: collapse; margin-bottom: 13px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="color: #333333; font-family: arial, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 13px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-4720596912142772699?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/03/uma-anomalia-chamada-seios.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-R-n9wx-1ttY/T046XMrGrsI/AAAAAAAAAO8/6raLdXn0WHY/s72-c/famale_breast.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-5703332264691531011</guid><pubDate>Sun, 26 Feb 2012 23:38:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-26T09:43:21.302-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>moral</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>sexualidade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cérebro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>neurociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>córtex pré-frontal</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>comportamento</category><title>O homossexualismo sob a lupa da ciência</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XRdIYQP2rzY/T0q-P32GL4I/AAAAAAAAAOk/F9H7bx_DDGs/s1600/garotas+(1).jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="230" src="http://1.bp.blogspot.com/-XRdIYQP2rzY/T0q-P32GL4I/AAAAAAAAAOk/F9H7bx_DDGs/s320/garotas+(1).jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O que faz alguém ser homossexual? É uma simples opção individual nascida do livre-arbítrio? É uma alteração patológica do comportamento? É algo que deve ser tratado, como se fosse uma disfunção hormonal? É o meio? São os genes? Independentemente da enorme dificuldade de encontrar uma resposta para essas perguntas - e da enorme facilidade que têm alguns em dar respostas apressadas -, o fato é que ser homossexual não é nada fácil. A perseguição e a intolerância têm sido o padrão geral de tratamento para essas pessoas. Assumir a homossexualidade ainda é um passaporte para a rejeição social e até familiar. Difícil saber onde ela nasceu. Nossas raízes religiosas não têm ajudado em nada. Frases bíblicas como “Com varão te não deitarás, como se fosse mulher: abominação é” ou “Quando também um homem se deitar com outro homem como com mulher, ambos fizeram abominação; certamente morrerão; o seu sangue é sobre eles”, provavelmente não devem contribuir para minorar esse clima de perseguição, mas provavelmente não justifiquem completamente a histórica situação de rejeição social e intolerância (&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;) .&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; &lt;br /&gt;Desde o ponto de vista científico, nos últimos anos pesquisadores vêm tentando responder se existem ou não diferenças entre o cérebro de homossexuais e heterossexuais, que possam influenciar na preferência sexual. Esses estudos ganharam na última década ferramentas valiosas como a fMRI (ressonância magnética funcional) e a PET (tomografia de emissão positrônica), que permitem ver com clareza estruturas cerebrais, medir seu volume, e analisar como essas estruturas funcionam “ao vivo e a cores”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um estudo publicado este mês, os cientistas Ivanka Savic e Per Lindström, do Instituto Karolinska, da Suécia, selecionaram 90 indivíduos de idade semelhante, sendo 25 homens heterossexuais, 20 homens homossexuais, 25 mulheres heterossexuais e 20 mulheres homossexuais, e os submeteram a uma série de análises utilizando fMRI e PET. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os resultados mostraram que homens heterossexuais e mulheres homossexuais têm características cerebrais semelhantes, e a mesma coisa aconteceu entre mulheres heterossexuais e homens gays. Por exemplo, o hemisfério cerebral direito, que controla as capacidades espaciais e senso de orientação, é maior que o esquerdo nos homens heterossexuais e mulheres homossexuais, já entre mulheres heterossexuais e homens homossexuais os hemisférios direito e esquerdo têm o mesmo tamanho. Esse fato poderia explicar dados obtidos anteriormente, que mostravam que homens gays e mulheres heterossexuais apresentam, em média, um senso de direção inferior que o apresentado por homens heterossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do volume cerebral, os pesquisadores observaram que o funcionamento do corpo amigdalóide, uma estrutura cerebral que joga um papel fundamental nas respostas emocionais, é semelhante entre mulheres heterossexuais e homens homossexuais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9D1Lg9Ayxxc/T0q_jd7VRfI/AAAAAAAAAO0/izX5h3L-vu8/s1600/homossexual+brain.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="233" src="http://4.bp.blogspot.com/-9D1Lg9Ayxxc/T0q_jd7VRfI/AAAAAAAAAO0/izX5h3L-vu8/s400/homossexual+brain.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Imagens de ressonância magnética funcional do cérebro de homens heterossexuais (HeM), mulheres heterossexuais (HeW), homens homossexuais (HoM) e mulheres homossexuais (HoW). Observar as semelhanças do padrão de ativação do&amp;nbsp;corpo amigdalóide, fundamentalmente entre HeM e HoW.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses resultados são importantes porque foram avaliados sistemas cerebrais não relacionados com o comportamento sexual. Em estudos anteriores, ao mostrar rostos atraentes os pesquisadores tinham observado que estruturas cerebrais relacionadas com o comportamento sexual reagiam de forma semelhante entre mulheres heterossexuais e homens homossexuais (respondiam a fotos de homens bonitos) e entre mulheres homossexuais e homens heterossexuais (respondiam a fotos de mulheres bonitas). Mas semelhanças entre estruturas cerebrais relacionadas com o comportamento sexual podem ser resultado da opção sexual e não causa dela. Assim, quando comparamos características neutras desde o ponto de vista sexual (tamanho do cérebro, funcionamento emocional ante estímulos não sexuais), fica difícil acreditar que essas diferenças sejam a consequência de ter assumido determinada preferência sexual. Mas para ter mais certeza sobre isso, o grupo da pesquisadora Savic está estudando agora assimetrias cerebrais em recém nascidos, na tentativa de ver se essas diferenças podem ser utilizadas para prever a orientação sexual futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De concreto, o que temos é que há sim diferenças entre o cérebro de homossexuais e heterossexuais do mesmo sexo. Essas diferenças podem ser tanto o fruto de alterações genéticas, como de fatores que agem em nossa vida intra-uterina. Nessa fase, alguns estudos mostram que uma maior ou menor exposição do feto aos hormônios sexuais circulantes no sangue pode ser responsável por essas mudanças. Essa característica biológica, associada ao meio, pode participar de forma importante na opção sexual, mas até que ponto é determinante, ainda é uma incógnita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais intrigante é que quanto mais nos aprofundamos em entender o cérebro, cada vez mais a noção do livre-arbítrio fica comprometida. Embora perturbador, se essas suspeitas sobre o fundamental papel do cérebro sobre nossos comportamentos, crenças e decisões se confirmarem, justificarão ao menos uma visão mais tolerante e compreensiva sobre nossas atitudes, vaidades e fraquezas.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;span style="color: red; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Em tempo, de acordo com as &lt;a href="http://www.fpabramo.org.br/o-que-fazemos/pesquisas-de-opiniao-publica/pesquisas-realizadas/pesquisa-mulheres-brasileiras-nos-es"&gt;pesquisas mais recentes&lt;/a&gt;, os ateus são ainda mais rejeitados que os homossexuais. 63% dos entrevistados, por exemplo, não votariam em um ateu “de jeito nenhum”. Parece não haver dúvida que este nível de rejeição só pode ser explicado devido à histórica intolerância religiosa.&amp;nbsp;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;(2) O termo Homossexualismo usado neste artigo corresponde à definição do dicionário eletrônico Houaiss, versão 3.0:&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;Homossexualismo&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;n substantivo masculino&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;1 a prática de relação amorosa e/ou sexual entre indivíduos do mesmo sexo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&amp;nbsp;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;2 m.q. homossexualidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt; Fontes:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;PET and MRI show differences in cerebral asymmetry and functional connectivity between homo- and heterosexual subjects. Ivanka Savic and Per Lindström; PNAS, junho 2008.&lt;br /&gt;Kranz F, Ishai A (2006) Face perception is modulated by sexual preference. Curr Biol,&amp;nbsp;16:63–68.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Ponseti J, et al. (2007) Homosexual women have less grey matter in perirhinal cortex&lt;br /&gt;than heterosexual women. PLoS ONE 2:e762.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;(Artigo originalmente publicado no jornal Folha da Região, Araçatuba, SP, em 21/06/2008)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-5703332264691531011?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/02/o-homossexualismo-sob-lupa-da-ciencia.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-XRdIYQP2rzY/T0q-P32GL4I/AAAAAAAAAOk/F9H7bx_DDGs/s72-c/garotas+(1).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>12</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-6292295967602647291</guid><pubDate>Sat, 18 Feb 2012 14:31:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-26T09:42:16.139-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>filosofia da ciência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>pseudociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>evolução</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>educação científica</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>religião</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>criacionismo</category><title>A lenda de Athot, a gravidade e o criacionismo</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4wZ08phKaQo/Tz-yyhkhf7I/AAAAAAAAAOQ/-ITcsH0kMgA/s1600/criacionismo2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://3.bp.blogspot.com/-4wZ08phKaQo/Tz-yyhkhf7I/AAAAAAAAAOQ/-ITcsH0kMgA/s320/criacionismo2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: blue; font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;História 1&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Todo dia, pontualmente às 16:00, milhões de mongóis se ajoelham sobre seus tapetes sagrados e olhando em direção ao centro da Terra oram para Athot, a deusa de todas as coisas, da pureza e da perfeição. O reino de Athot (Khann) é separado do mundo impuro (Govi-Altay, tudo o que existe na superfície, no mar e no céu) pelo escudo de Athiai, o Guerreiro (para os mongóis, o escudo de Athiai representa a crosta terrestre). No interior do planeta, Athot vive com os seres encantados, ou afians, todos nascidos da mente de Athot. Contam os livros sagrados que um dos afians, Dundgovi, seduzido pela beleza de Athot tentou tocar os cabelos dourados da deusa. Como castigo, seu corpo foi despedaçado e seus restos jogados no mundo impuro. Os fragmentos de Dundgovi entraram então em cada objeto existente em Govi-Altay, em cada folha, cada pedra, cada lança, cada criatura viva, cada objeto inanimado, natural ou construído pelo homem. Tudo o que podemos ver na superfície da Terra, nos mares e no céu tem em seu âmago algo do espírito de Dundgovi. Mas Dundgovi, arrependido, não quer ficar no mundo impuro da superfície. Cada fragmento do seu espírito quer retornar ao centro da Terra, se desculpar com Athot e pedir que seu corpo volte a ser uno. É por isso que todos os objetos tendem a cair, porque os fragmentos de Dundgovi os empurram em direção a Khann.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;*********************************&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: blue; font-size: large;"&gt;História 2&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A gravidade é uma das quatro forças fundamentais da natureza. Por causa dela objetos com massa exercem atração uns sobre os outros. Classicamente, é descrita pela lei da gravitação universal de Newton. De acordo com Newton, todos os objetos no Universo atraem todos os outros objetos com uma força que é proporcional ao produto das suas massas e inversamente proporcional ao quadrado da distância que os separa.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;*********************************&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br class="Apple-interchange-newline" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;As histórias 1 e 2 explicam, cada uma a sua maneira, por que as coisas caem. Na história 1 o fazem porque  fragmentos do espírito de um deus as empurram em direção ao centro da Terra. A história é completamente falsa, claro. Foi inventada por mim. Não existe nenhuma divindade mongol chamada Athot, ou Dundgovi. Mongóis não rezam, suponho, para nenhum deus às quatro da tarde. Tudo foi fruto de 15 minutos de invenção literária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a história 2, extraída da Wikipédia, embora também tenha saído da cabeça de alguém, surge de um trabalhoso processo de observação, análise e experimentação. Por séculos a humanidade tentou explicar por que os objetos caem, por que os planetas e satélites naturais como a lua não se afastam da Terra. Explicações místicas nunca faltaram. Se eu consegui inventar a deusa Athot e seu séquito em 15 minutos, imaginemos o que poderia ser feito com mais tempo, sem TV, e sem muita coisa para fazer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente alguns decidiram duvidar de histórias como a minha e testar se essas explicações eram fruto apenas da imaginação ou estavam amparadas por evidências. Se a teoria não podia ser testada (é impossível criar um experimento que negue a existência de qualquer deus, seja este Athot, Zeus ou Jeová), era deixada de lado. Se os experimentos comprovassem que a teoria estava errada, era jogada no lixo. A teoria que sobrevivesse a todos os ataques persistiria. Esse tipo de pensamento originou o método científico. Não precisamos acreditar na teoria gravitacional científica porque Newton era um gênio (embora ele fosse mesmo). Acreditamos porque ela funciona. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma que a gravidade, a origem das espécies – incluindo a origem do homem-, possui explicações místicas e uma explicação científica. As primeiras nascem das dezenas de lendas cosmogônicas que cada religião ao longo da história do homem foi criando, suspeito que de uma forma não muito diferente ao processo mental que me levou a criar a história de Athot. A explicação científica - a teoria da evolução – foi fruto das observações de Darwin e Wallace, testada e aprimorada ao longo de 150 anos de muita pesquisa e trabalho árduo de milhares de cientistas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que a teoria de Athot não fosse minha, mesmo que ela fizesse parte dos mitos de criação de alguma religião, quero acreditar que nenhuma pessoa sensata daria a ela a mesma validade que a teoria gravitacional newtoniana. Salvo em algumas teocracias fieis a Athot, a explicação religiosa para a queda dos objetos jamais competiria com a explicação científica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ao contrário da gravidade, muitos querem que a explicação mística sobre a origem das espécies tenha a mesma relevância que a explicação científica, e &lt;a href="http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/01/criacionismo-lidera-tuitacos-da-para.html" target="_blank"&gt;oferecê-la como alternativa&lt;/a&gt; em nosso sistema de ensino.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-A-ctEMpIRys/Tz-0Xtwt5lI/AAAAAAAAAOY/Xw9FQ83eOOg/s1600/Mackenzie.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-A-ctEMpIRys/Tz-0Xtwt5lI/AAAAAAAAAOY/Xw9FQ83eOOg/s320/Mackenzie.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;"O Plano de Deus Para os Ambientes", figura extraída da coleção&amp;nbsp;"Crescer em Sabedoria", apostila elaborada pela&amp;nbsp;Associação Internacional das Escolas Cristãs e usada nos três primeiros anos do ensino fundamental 1 em algumas escolas confessionais do país.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Claro, muitos dirão, estou comparando uma teoria maluca inventada por mim em alguns minutos de ócio com o Gênesis bíblico. Respeito a crítica, mas discordo. Ensinar a alunos já tão pobremente preparados para enfrentar a Sociedade do Conhecimento que a Terra tem 10.000 anos e não bilhões, que dinossauros e humanos conviveram, que um deus lá no céu em seis dias criou tudo o que existe, que Noé teve seu primeiro filho com 500 anos e morreu com 950, não me parece muito mais sensato que o desejado retorno de Dundgovi ao fantástico reino de Khann.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-6292295967602647291?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/02/lenda-de-athot-gravidade-e-o.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-4wZ08phKaQo/Tz-yyhkhf7I/AAAAAAAAAOQ/-ITcsH0kMgA/s72-c/criacionismo2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-4496918050994193414</guid><pubDate>Mon, 13 Feb 2012 13:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-26T09:40:52.606-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cérebro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>neurociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>religião</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>medicina</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>córtex pré-frontal</category><title>A dor e a Santa</title><description>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-RVTP4hNhJwc/TzfGiZhPT0I/AAAAAAAAAN4/wgK3vpsRSRI/s1600/fire-walking.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-RVTP4hNhJwc/TzfGiZhPT0I/AAAAAAAAAN4/wgK3vpsRSRI/s320/fire-walking.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;Monge caminhando sobre o fogo na cerimônia&lt;br /&gt;&amp;nbsp;xintoísta Hiwatari Matsuri, no Japão.&amp;nbsp;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Em um estudo publicado na revista científica Pain, pesquisadores da Universidade de Oxford verificaram que indivíduos católicos sentiam menos dor -ante um choque elétrico experimental- quando lhes era apresentada previamente uma imagem da Virgem Maria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até aí, o estudo não representaria muita novidade. Mais de uma vez assistimos devotos em transe religioso caminhar sobre brasas sem aparentemente sentir dor. A ciência já descobriu também que em situações de estresse agudo, como durante uma briga ou acidente, nosso cérebro é capaz de liberar no organismo substâncias químicas com grande capacidade analgésica, por isso denominadas endorfinas (morfinas internas). Mas até agora não existiam pistas concretas que explicassem por que, um sistema de crenças como a religião seria capaz de modular ou mesmo inibir a percepção de dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A particularidade do trabalho, liderado pela pesquisadora Katja Wiech, foi que pela primeira vez foi registrada a atividade cerebral dos voluntários do experimento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No estudo, eram aplicados pequenos choques elétricos na mão de 12 indivíduos católicos praticantes e 12 ateus ou agnósticos enquanto se registrava sua atividade cerebral através de equipamento de ressonância magnética funcional (fMRI). Como era de se esperar, ante o choque elétrico áreas cerebrais relacionadas com o processamento da dor ficavam com maior atividade nos 24 voluntários. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois eram apresentadas imagens ora do rosto da Virgem Maria, ora de um rosto semelhante, mas sem conotação religiosa (ver fotos) imediatamente antes e durante o choque. Ante a imagem não religiosa, os resultados não se alteravam.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-8h2Zs3OUzrE/TzfHsTmyA3I/AAAAAAAAAOA/8ZaGqXLZLmg/s1600/santas.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="257" src="http://4.bp.blogspot.com/-8h2Zs3OUzrE/TzfHsTmyA3I/AAAAAAAAAOA/8ZaGqXLZLmg/s400/santas.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Imagens apresentadas aos voluntários do estudo. À esquerda, imagem da Virgem Maria extraída da obra "Vergine annunciate" de Sassoferrato, e à direita a imagem não religiosa "Dama con l'ermellino" de Leonardo da Vinci. &lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Todos os voluntários referiam o mesmo nível de dor e as áreas cerebrais ativadas eram as mesmas. Já quando era mostrada a imagem da Virgem Maria, enquanto o grupo de ateus/agnósticos não apresentava alterações, o grupo formado por católicos descreveu um nível de dor menos intenso e apresentou ativação cerebral diferente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste grupo de voluntários, áreas do córtex pré-frontal ventrolateral direito ficaram também ativadas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Estas áreas cerebrais estão relacionadas com processos onde devemos alterar o significado emocional de objetos ou ações. Por exemplo, quando experimentamos uma fruta de gosto desagradável, depois de um tempo associamos a imagem da fruta a aspectos negativos. Só de ver a fruta novamente chegamos a sentir certa repugnância.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; &lt;br /&gt;Mas se posteriormente comemos a fruta e verificamos que o gosto mudou e desta vez nos agrada (talvez a anterior estivesse estragada ou verde), somos capazes de alterar nosso ponto de vista e agora a imagem da fruta não provoca repugnância e sim apetite. Pacientes com lesão no córtex pré-frontal ventral, além de outras alterações comportamentais, não conseguem fazer essa mudança e continuam persistindo em condutas que não são mais as corretas ou úteis para resolver determinada situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os autores do estudo, a ativação desta área cerebral em indivíduos religiosos poderia iniciar uma série de eventos que, como durante as situações de estresse agudo, levaria a uma liberação massiva de endorfinas e com isso a uma diminuição na percepção da dor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a hipótese na qual eles mais apostam -e que não exclui a anterior- é que nos indivíduos religiosos (pelo menos em alguns) a prévia visualização da imagem levaria a uma reavaliação do valor emocional da experiência dolorosa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, como conseqüência de um profundo estado de devoção induzido pela imagem da Virgem Maria, a dor dos católicos não estaria mais associada ao sofrimento e passaria assim a ser perfeitamente suportável e, em casos extremos, apreciada como uma benção. Estudo anterior já demonstrara que a região ventrolateral do córtex pré-frontal direito parece ser uma região fundamental na analgesia provocada pelo efeito placebo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-V4HdmHuyN8M/TzfPYNTSogI/AAAAAAAAAOI/6QnDaye83jw/s1600/placebo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="260" src="http://4.bp.blogspot.com/-V4HdmHuyN8M/TzfPYNTSogI/AAAAAAAAAOI/6QnDaye83jw/s400/placebo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;À direita, região ventrolateral do córtex pré-frontal direito ativada como consequência do efeito placebo.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Esta região é a mesma que apresentou maior atividade no fenômeno de analgesia "religiosa".&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Claro está que muita pesquisa será ainda necessária para reforçar essa hipótese, mas caso seja válida estaremos dando um grande passo para compreender a base biológica por trás da aparente insensibilidade à dor durante algumas experiências religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto poderia permitir que o mesmo processo biológico desencadeado pela fé pudesse ser desencadeado tanto por fármacos que viessem a ativar essas áreas cerebrais, como através de terapias psicológicas baseadas na indução de estados mentais semelhantes a aqueles produzidos pela religião, só que em indivíduos sem esse tipo de crenças. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;Fontes:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;An fMRI study measuring analgesia enhanced by religion as a belief system. Katja Wiech e cols., Pain (2008), doi:10.1016/ j.pain.2008.07.030&lt;br /&gt;The neural correlates of placebo effects: A disruption account.  Lieberman, M. D. e cols. NeuroImage, 22, 447-455.(2004). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-4496918050994193414?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/02/dor-e-santa.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-RVTP4hNhJwc/TzfGiZhPT0I/AAAAAAAAAN4/wgK3vpsRSRI/s72-c/fire-walking.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-3127910126935291235</guid><pubDate>Wed, 18 Jan 2012 19:47:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-26T09:40:09.337-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>filosofia da ciência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>educação científica</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>religião</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>comportamento</category><title>Criacionismo lidera “tuitaços”. Dá para acreditar nisso???</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_jl-v-rpgsw/TxdLVTHZLXI/AAAAAAAAANk/qzR5Jp61Yns/s1600/criacionismo.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="331" src="http://4.bp.blogspot.com/-_jl-v-rpgsw/TxdLVTHZLXI/AAAAAAAAANk/qzR5Jp61Yns/s400/criacionismo.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;Mesmo de férias, este blog não pode deixar de registrar o que aconteceu na sexta-feira 13 de janeiro deste ano, quando a propaganda da lenda do criacionismo bíblico dominou o twitter. Na volta da coluna em fevereiro prometo desenvolver melhor o tema. Por enquanto, posto um artigo da Coluna Ciência que, mesmo de 2009, nunca esteve tão atual.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: large;"&gt;&lt;b&gt;Ensino do criacionismo gera polêmica em São Paulo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Times New Roman', serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O final de 2008 e início de 2009 estiveram marcados por um intenso debate, em razão de uma reportagem publicada no jornal Folha de São Paulo. Na sua coluna "Ciência em dia" (30/11), o jornalista &lt;a href="http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/arch2008-11-30_2008-12-06.html#2008_11-30_17_19_32-129493890-25" target="_blank"&gt;Marcelo Leite&lt;/a&gt; noticiava que o Colégio Presbiteriano Mackenzie passara a ensinar criacionismo em suas aulas de ciências, através de apostilas traduzidas e adaptadas de material da Associação Internacional de Escolas Cristãs (ACSI), com sede no Colorado, nos Estados Unidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evolução seria ensinada apenas no ensino médio e, claro, no curso de graduação em Biologia, da própria Universidade Mackenzie. Poucos dias depois, após intensa discussão em jornais e blogs, o jornal O Estado de São Paulo aumentava a polêmica mostrando que o ensino do criacionismo na educação fundamental não se limitava ao Mackenzie, já que outros colégios (confessionais ou não) o estavam adotando (08/12, &lt;a href="http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,escolas-adotam-criacionismo-em-aulas-de-ciencias,290169,0.htm" target="_blank"&gt;Escolas adotam criacionismo em aulas de ciências&lt;/a&gt;). Já no dia 13/12, ante a polêmica desatada, o Ministério da Educação (MEC) manifestou sua posição oficial, através da secretária para Educação Básica, Maria do Pilar: "(o criacionismo) pode e deve ser discutido nas aulas de religião, como visão teológica, nunca nas aulas de ciências". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como os leitores já sabem, criacionismo é a doutrina baseada no Gênese bíblico, segundo a qual o mundo foi criado por Deus a partir do nada, e todos os seres vivos tiveram criação independente e se mantêm biologicamente imutáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano que comemoramos o 150° aniversário da publicação da teoria da evolução de Darwin e Russel, um debate como este pode parecer descabido, já que não faz sentido preferir ideias criacionistas à explicação científica da evolução das espécies, justamente em aulas de ciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em esta coluna já abordamos o assunto da evolução. A ciência, embora discuta acaloradamente sobre alguns mecanismos moleculares da evolução, sobre se ela acontece gradualmente ou aos saltos, e sobre outros detalhes, aceita como um fato a ideia central contida na teoria: o ambiente, através de seleção natural ou sexual, seleciona indivíduos com determinadas características que foram passadas pelos pais ao acaso, devido a mutações ou à enorme diversidade genética existente no DNA. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta aceitação não está baseada na adoração a Darwin, mas devido à enorme quantidade de evidências que ao longo deste século e meio foram se somando para corroborar a teoria. De fato, cada nova informação, cada avanço na genética, no estudo dos fósseis, na biologia molecular, no estudo do comportamento animal, foi reforçando e refinando a ideia original de Darwin. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a posição do MEC é correta. O conteúdo programático das disciplinas científicas do ensino fundamental, médio e superior, deve conter informações que provêm da ciência. Deve lidar com teorias científicas. Uma teoria para ser científica obedece certos princípios básicos. Um deles é o da falseabilidade (ou refutabilidade). Para que uma teoria seja refutável ou falseável, em princípio será possível fazer uma observação ou fazer uma experiência física que tente mostrar que essa teoria é falsa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, a teoria deve permitir que façamos experimentos que a reprovem. Para explicar a origem das espécies, a única teoria que cumpre esses requisitos é a de Darwin, aperfeiçoada ao longo destes 150 anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não existe outra. Qualquer teoria criacionista, mesmo fantasiada de pseudociência como o Design Inteligente, não é científica já que não podemos planejar um experimento que negue a existência de um criador (ou designer). Não podemos provar cientificamente se Deus existe ou não. Não sendo ciência, o criacionismo não pode ocupar espaço nas aulas de ciência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro está que podemos discutir ideias criacionistas nas aulas de religião, história, filosofia, sociologia, entre outras. Sabemos que fica difícil falar sobre história da arte sem citar a bíblia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da mesma forma não podemos analisar nosso passado e presente de guerras, perseguições e massacres sem analisar o poder das religiões sobre as diferentes culturas. Assim, a bíblia é importante para entender e interpretar vários acontecimentos da nossa história. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que a explicação bíblica (ou de qualquer outra religião) seja importante não quer dizer que seja correta. Ou a Terra tem 10 mil anos como conta a bíblia ou tem milhões, como diz a ciência. A ciência sustenta suas conclusões em observações que independem das nossas crenças, como a datação de rochas e sedimentos. Os criacionistas sustentam suas afirmações na fé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei como está a situação em Araçatuba e região. Seria interessante que esta Folha fizesse uma reportagem sobre o assunto tanto nas escolas públicas como particulares, confessionais ou não. Mas é muito importante que as Secretarias de Educação, diretores de escola, professores e pais estejam atentos sobre o que está sendo ensinado aos seus filhos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aulas de ciência e laboratórios científicos não são lugares para divulgar religião. Quem assim o fizer estará deseducando e enganando, e com isto, comprometendo o potencial reflexivo e crítico dos nossos filhos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-3127910126935291235?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2012/01/criacionismo-lidera-tuitacos-da-para.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-_jl-v-rpgsw/TxdLVTHZLXI/AAAAAAAAANk/qzR5Jp61Yns/s72-c/criacionismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>11</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-709556443392940478</guid><pubDate>Sat, 24 Dec 2011 14:40:00 +0000</pubDate><atom:updated>2012-04-26T09:39:14.669-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>filosofia da ciência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>religião</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>comportamento</category><title>O natal dos ateus</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-roIDBniwgko/TvPx1qG6rEI/AAAAAAAAAMM/X6YKiHRmKmc/s1600/fraternidad2.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-roIDBniwgko/TvPx1qG6rEI/AAAAAAAAAMM/X6YKiHRmKmc/s1600/fraternidad2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Lá na minha terra natal, bem ao sul, o natal não se chama natal. Oficialmente é o dia da família. Sendo o dia da família a comilança, a troca de presentes e as reuniões familiares fazem bastante sentido.  Não existe semana santa e sim semana de turismo; 12 de outubro não é o aniversário de nenhuma santa e sim o dia das Américas em homenagem à chegada de Cristóvão Colombo e suas caravelas, e seis de janeiro - dia dos reis magos por aqui - é apenas o dia das crianças.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Lá o conceito de laicidade é levado a sério já faz muitas décadas e faz parte da política do estado desde 1919 com apoio de todos os partidos e de toda a sociedade. Em 1907 já tinha sido suprimida toda referência a Deus ou aos Evangelhos no juramento dos parlamentares e no mesmo ano era oficializado o divórcio por vontade única da mulher. Um acordo como o que o Lula assinou com o Vaticano, oficializando o ensino religioso nas escolas públicas seria inadmissível. Legalmente inadmissível desde 1877. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto nunca impediu as atividades religiosas, apenas as levou à esfera privada. Fui católico até a adolescência e minha infância em terras uruguaias foi feita sim de “navidades”, com missa do galo e presépio. As lembranças são mesmo muito boas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O natal é importante para todos nós, mesmo para os ateus que, como eu, se criaram em meio a tradições cristãs. Não acredito num Jesus ressuscitado, mas levo a sério a mensagem que o natal carrega: paz na Terra aos homens de boa vontade. Assim, o espírito do natal transcende a fé e não deveria ser patrimônio de nenhuma religião. Todos devemos contribuir para a construção de um mundo mais fraterno, justo e tolerante. Não apenas no natal, mas sempre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste espírito universal de confraternização as visões excludentes não deveriam ter lugar. Frases como “Só Jesus salva” ou como a que li dias atrás nesta Folha “Sem a passagem de Jesus a raça humana seguiria em progressiva decadência” servem mais para afastar as pessoas que uni-las em um mesmo ideal solidário. De acordo com as &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Religi%C3%A3o" target="_blank"&gt;estatísticas&lt;/a&gt;, o nascimento, vida e mensagem de Jesus são irrelevantes ou mesmo desconhecidas para aproximadamente 70% da população mundial. Esses não se salvam? São eles produto da “progressiva decadência”? Como reagiriam os cristãos a frases como “Só Oxum salva” ou “Sem a passagem de Maomé a raça humana seguiria em progressiva decadência”? Provavelmente ficariam ofendidos. Então, para que ofender os outros? Prever e sentir o que os outros sentiriam caso fizéssemos ou disséssemos alguma coisa é um mecanismo natural, base da &lt;a href="http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/05/nas-raizes-da-maldade.html" target="_blank"&gt;empatia&lt;/a&gt;, que devemos sempre exercitar. Ateus e crentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre pensei em um texto que nestas festas permitisse uma reflexão sobre a necessidade de aproximar as pessoas em vez de afastá-las. Que respeitasse todos os credos, diferenças e opções. E sempre me vem à cabeça um decálogo compilado por &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Richard_Dawkins" target="_blank"&gt;Richard Dawkins&lt;/a&gt; com o intuito de substituir a dureza draconiana dos mandamentos bíblicos. Já o publiquei anteriormente, mas vale a pena trazê-lo de volta: &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="tr_bq"&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;1- Não faça aos outros o que não quer que façam com você;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;2- Em todas as coisas, faça de tudo para não provocar o mal;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;3- Trate os outros seres humanos, as outras criaturas e o mundo em geral com amor, honestidade, fidelidade e respeito;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;4- Não ignore o mal nem evite administrar a justiça, mas sempre esteja disposto a perdoar erros que tenham sido reconhecidos por livre e espontânea vontade e lamentados com honestidade;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;5- Viva a vida com um sentimento de alegria e deslumbramento;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;6- Sempre tente aprender algo de novo;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;7- Ponha todas as coisas à prova; sempre compare suas ideias com os fatos, e esteja disposto a descartar mesmo a crença mais cara se ela não se adequar a eles;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;8- Jamais se autocensure ou fuja da dissidência; sempre respeite o direito dos outros de discordar de você;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;9- Crie opiniões independentes com base em seu próprio raciocínio e em sua experiência; não se permita ser dirigido pelos outros;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;10- Questione tudo. &lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;Este decálogo parece reunir o melhor do pensamento religioso junto com a visão humanista e questionadora que a cultura da ciência proporciona. Ninguém precisa abrir mão da sua fé para adotá-lo, nem impô-lo aos demais. E dentro do mesmo espírito de respeito e tolerância, cada um de nós pode acrescentar alguma coisa que nos resulte importante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, a saúde da humanidade e do planeta onde ela vive depende da compreensão de sermos um único clã de sete bilhões, navegando num pálido e insignificante ponto azul num canto qualquer de um universo incompreensivelmente vasto. Temos que nos ajudar. Ninguém virá nos salvar a não ser nós mesmos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom natal, ou bom dia da família, tanto faz, um abraço fraterno e até 2012!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: El fenómeno de la laicidad como elemento identitario. El caso uruguayo. Néstor da Costa. &lt;br /&gt;Civitas - Revista de Ciências Sociais, Vol. 11, No 2 (2011), &lt;a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/civitas/article/view/9645"&gt;http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/civitas/article/view/9645&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-709556443392940478?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/12/o-natal-dos-ateus.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-roIDBniwgko/TvPx1qG6rEI/AAAAAAAAAMM/X6YKiHRmKmc/s72-c/fraternidad2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-6673338990558679883</guid><pubDate>Sat, 10 Dec 2011 12:30:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-11T01:32:01.898-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>consciência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cérebro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>neurociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>medicina</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Experiências fora do corpo</category><title>O corpo ficou pequeno</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-UoLUAgQugdg/TuKSkhZpIZI/AAAAAAAAALo/fvDwggBuEcY/s1600/brain+machine.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-UoLUAgQugdg/TuKSkhZpIZI/AAAAAAAAALo/fvDwggBuEcY/s1600/brain+machine.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Não é apenas o grande negócio do futebol quem aguarda com expectativa o início da próxima copa do mundo. A comunidade científica também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se as coisas correrem como o neurocientista brasileiro &lt;a href="http://www.nicolelislab.net/" target="_blank"&gt;Miguel Nicolelis&lt;/a&gt; prevê, o pontapé inicial será dado por dois adolescentes tetraplégicos vestindo um exoesqueleto, uma veste robótica controlada por seus próprios pensamentos. O projeto é para lá de ambicioso, mas Nicolelis e outros cientistas já percorreram um bom caminho numa linha de investigação que mais se assemelha a uma história de ficção científica: liberar o cérebro (e a mente que ele produz) das barreiras do nosso corpo carnal. Nessa mesma linha, mas com uma abordagem diferente, pesquisadores já tinham produzido “experiências fora do corpo” (EFCs) em laboratório, estimulando áreas específicas do córtex cerebral. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia, por trás disso tudo, é que nosso corpo, embora seja uma construção evolutiva extraordinária, muitas vezes nos falha. Traumatismos e doenças podem mutilá-lo ou diminuir drasticamente sua capacidade. Envelhece inexoravelmente e bem mais rápido que o que nosso cérebro desejaria. Não nos permite estar em dois lugares ao mesmo tempo, e para transportá-lo gastamos tempo, energia e dinheiro. Não é assim tão rápido nem tão forte quanto algumas vezes desejaríamos que fosse. Mas por enquanto ele á a melhor interface mediante a qual nosso cérebro interage com o meio externo. E mais, pelo que descobrimos até agora, nossa atividade mental - pensamentos, sentimentos, percepções, lembranças, emoções, desejos, etc.-, tal como a conhecemos só é possível com uma constante interação cérebro-corpo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas seja para aliviar o sofrimento daqueles que têm uma mente enclausurada em um corpo que não mais responde, seja para ampliar as fronteiras do conhecimento, grupos de pesquisadores decidiram que já está mais do que na hora desse limite ser desafiado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como nossa consciência pode abandonar o corpo físico e realizar esses fenômenos? Como ela movimenta um braço mecânico? Como produz uma EFC? Não estaria a ciência comprovando a existência de uma alma ou espírito imaterial? A volta do velho &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dualismo" target="_blank"&gt;dualismo cartesiano&lt;/a&gt;? Não. Não há nada de sobrenatural nestas tentativas. Vejamos, por exemplo, a abordagem de Nicolelis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando acidentalmente perdemos um membro ou, o que costuma ser pior, quando ocorre uma lesão na medula espinal que deixa o paciente para ou tetraplégico, a ordem que parte do cérebro para movimentar o corpo não atinge o alvo, seja porque o alvo não mais existe como no caso da amputação, seja porque os fios (nervos) que conectam o cérebro aos músculos foram seccionados (lesão medular). Mas a ordem para movimentar o braço ainda está sendo emitida por uma parte específica do córtex cerebral. A ideia então é captar esse estímulo (um potencial elétrico da ordem de milivolts), amplificá-lo e transformá-lo numa corrente elétrica capaz de movimentar uma peça mecânica. Esta peça pode estar acoplada a um exoesqueleto que envolve o corpo do paciente, mas pode estar a milhares de quilômetros de distância.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A ideia em si é simples, porém os detalhes na sua execução e a quantidade de desafios biológicos e técnicos que devem ser enfrentados são tantos que, comparativamente, o resultado final da copa do mundo é algo absolutamente insignificante.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; &lt;br /&gt;Movimentar esse exoesqueleto é, entretanto, apenas parte do desafio. Quando seccionamos a medula ou amputamos um braço não apenas os nervos que levam ordens desde o cérebro para os músculos são seccionados. Os que levam sensações desde a pele para o cérebro também. Assim, a única forma de o paciente sentir o braço robótico como seu é conseguindo que a sensação de toque e movimento do membro artificial chegue ao cérebro como antes acontecia com o membro natural. Recuperar esta segunda via é bem mais complicado, mas o grupo de Nicolelis já conseguiu &lt;a href="http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/nova-pesquisa-de-miguel-nicolelis-faz-macacos-movimentarem-braco-virtual-apenas-com-a-mente" target="_blank"&gt;resultados promissores em macacos&lt;/a&gt;.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as EFCs já &lt;a href="http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/06/experiencias-fora-do-corpo.html" target="_blank"&gt;comentamos anteriormente&lt;/a&gt;. Desde 2006 o grupo liderado pelo pesquisador Olaf Blanke – entre outros – vem idealizando formas de provocar a projeção do “eu” ou “self” além dos limites do corpo físico. Inicialmente isto foi conseguido estimulando uma região cerebral, o giro angular, responsável pela formação de nossa imagem corporal. Posteriormente criando uma dissociação entre a informação visual e a informação tátil de partes específicas do corpo, utilizando realidade virtual. Mediante esses truques tecnológicos o cérebro é “enganado” e forma nossa imagem corporal fora do nosso corpo real. Para os pesquisadores, o próximo passo é incorporar o “self projetado” em avatares localizados em ambientes virtuais. Um ambiente onde os limites de tempo e espaço não existem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Se tudo isto for conseguido, em breve teremos que rever os conceitos que definem o que somos e o que nos torna humanos. Enquanto isso, vamos torcer para que Miguel Nicolelis e sua equipe tenham êxito.&amp;nbsp;Milhares&amp;nbsp;de pacientes aguardam com esperança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-6673338990558679883?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/12/o-corpo-ficou-pequeno.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-UoLUAgQugdg/TuKSkhZpIZI/AAAAAAAAALo/fvDwggBuEcY/s72-c/brain+machine.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-4708754973936896197</guid><pubDate>Mon, 28 Nov 2011 01:53:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-04T12:34:38.454-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>pseudociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>consciência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cérebro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>evolução</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>educação científica</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>religião</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>comportamento</category><title>O poder dos amuletos quânticos</title><description>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-w9YnQwZwbNE/TtLo3kxf19I/AAAAAAAAALg/T6TaDEAXtTI/s1600/face_marte1.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-w9YnQwZwbNE/TtLo3kxf19I/AAAAAAAAALg/T6TaDEAXtTI/s320/face_marte1.jpg" width="233" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Imagem da “face de Marte”&lt;br /&gt;&amp;nbsp;fotografada em 1976 pela sonda Viking 1&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A esta altura, falar mal das pulseirinhas&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.powerbalance.com.br/"&gt;Power Balance&lt;/a&gt;&amp;nbsp;é, usando uma frase não muito simpática, chutar cachorro morto. As “pulseiras do equilíbrio” já foram devidamente desacreditadas em vários países e as empresas responsáveis obrigadas a&amp;nbsp;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/854797-fabricante-da-pulseira-power-balance-admite-que-produto-nao-funciona.shtml"&gt;desmentir publicamente seus supostos efeitos terapêuticos&lt;/a&gt;, garantir o reembolso a consumidores que se sentiram lesados pela propaganda enganosa e, até,&amp;nbsp;&lt;a href="http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/854797-fabricante-da-pulseira-power-balance-admite-que-produto-nao-funciona.shtml"&gt;pagar multas milionárias&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o fabricante os efeitos terapêuticos das pulseiras estariam relacionados com o fato delas conterem embutidos “dois hologramas quânticos de Mylar programados com frequências que interagem naturalmente com o campo eletromagnético do corpo humano”.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O episódio serve para refletir sobre uma característica que nos acompanha desde sempre: por que tendemos a acreditar em todo tipo de bizarrice sobrenatural?&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Por um lado, claro, tem o efeito do marketing. Ver personalidades que admiramos usando determinados produtos tem um apelo comercial óbvio.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;Falta de conhecimento? Bom, em parte sim. Conhecimentos básicos de física e biologia (que hoje estão ao alcance de um clique na Internet) nos levariam a suspeitar que isso de “hologramas quânticos” é uma balela, e que a própria mecânica quântica não pode ser usada para justificar efeitos biológicos já que as leis do universo quântico não interferem diretamente em nosso dia a dia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-LbEQSzz0sBk/TtLiqqU8YoI/AAAAAAAAALY/NaF3ef4_yMU/s1600/placeboband.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="217" src="http://3.bp.blogspot.com/-LbEQSzz0sBk/TtLiqqU8YoI/AAAAAAAAALY/NaF3ef4_yMU/s320/placeboband.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Por que pagar mais de R$ 100,00 pelas originais?&lt;br /&gt;Estas vendidas na Austrália (e feitas provavelmente na China),&lt;br /&gt;têm tudo o que as outras têm,&lt;br /&gt;e um charmoso aviso: Placebo (e custam apenas US$2,00!!)&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Mas isso de acreditar em bizarrices parece estar ainda mais arraigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acho até que sou um exemplo desse nonsense relacionado com a fé. Mesmo sendo uma pessoa cética (como li em algum lugar, sou cético não porque não quero acreditar, e sim porque quero entender), toda vez que um pensamento negativo ou trágico atravessa minha mente tenho a compulsão de procurar algum objeto de madeira e dar um toc-toc-toc. Claro que sei que isso é uma bobagem, mas quando não consigo cumprir esse ritual sinto uma emoção negativa. E emoção, como quase tudo, é algo que meu cérebro cria.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;De onde vem isso? Nesta coluna já falamos de um fenômeno cognitivo básico, a&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Apofenia"&gt;padronicidade&amp;nbsp;&lt;/a&gt;(ou apofenia). É a capacidade do nosso cérebro de encontrar padrões mesmo quando eles não existem. A famosa “face de Marte” é um exemplo bem ilustrativo. Nosso cérebro cria uma face a partir de um par de elevações no solo marciano. A associação que fazemos é quase automática. Muitos veem Jesus ou a mãe dele em torradas, janelas, etc. Somos bons e rápidos fazendo essas associações, mas desfazê-las quando elas se provam incorretas é um processo que exige o uso de outras capacidades cognitivas como o pensamento crítico, que não são automáticas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O porquê disto? Bom, já mencionamos uma possível explicação ao falar sobre a fé religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imaginemos um homem pré-histórico perambulando pelas savanas africanas. De repente ouve um barulho na vegetação próxima. Será o vento ou um perigoso predador à espreita? Se for o vento mas ele associa o barulho ao predador imaginário (para os psicólogos cognitivistas, erro tipo um), fugirá correndo. Cometerá um erro, mas este não será fatal. Mas se não fizer a associação e for de fato um predador (erro tipo dois), poderá servir de refeição e assim seus genes não serão passados para as futuras gerações. Desta forma a própria seleção natural poderia fazer que pessoas propensas ao erro do tipo um fossem selecionadas em detrimento das outras. Com o tempo, para as seguintes gerações o comportamento de associar coisas naturais a causas imaginárias e potencialmente ameaçadoras (sobrenaturais ou não) pode ter se tornado comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, nosso cérebro vem preparado de fábrica para acreditar. Não a toa mais de 80% da população mundial acredita nas mais diversas divindades (e pulseiras mágicas, amuletos, florais, bruxinhas boas e más...). Se nos primeiros anos da nossa formação os adultos que temos como referência reforçam essa característica, o que a educação religiosa faz de forma muito eficiente, resulta cada vez mais difícil desfazer associações incorretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A face de Marte ou a virgem na janela permitem descrever outro fenômeno cognitivo, a&amp;nbsp;&lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Agent_detection"&gt;agenticidade&lt;/a&gt;: a tendência de acreditar que o mundo é controlado por forças invisíveis e intencionais. Não apenas vemos uma face em Marte, tendemos a acreditar que foi construída por uma civilização desconhecida com o objetivo de nos passar uma mensagem. Alguns “elegidos” entendem essa mensagem e se transformam em gurus ou sacerdotes da verdade revelada (hummm..., onde já vi isso?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, embora ainda sinta a compulsão de bater na madeira, há uma distância enorme entre essa pressão cerebral e acreditar que isso realmente funcione. Associar vem primeiro, e talvez não possamos evitar, mas racionalizar tem que vir depois.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso cérebro já permite fazer as duas coisas.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Xx6c6RG73_c/TtF0a_9t09I/AAAAAAAAALA/bZ5yvwoJkh4/s1600/face_marte_tudo.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-Xx6c6RG73_c/TtF0a_9t09I/AAAAAAAAALA/bZ5yvwoJkh4/s320/face_marte_tudo.jpg" width="306" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Imagens da “face de Marte”. A fotografia de 1976 foi tirada pela sonda Viking 1.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A de 1988 pela sonda Mars Global Surveyor (MGS) com imagens da alta definição.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;A imagem de 2001 é uma reconstrução tridimensional realizada pela MGS utilizando técnicas ainda mais sofisticadas.&amp;nbsp;As imagens pertencem ao site da NASA, e são de domínio público (&lt;a href="http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_60.html"&gt;http://www.nasa.gov/multimedia/imagegallery/image_feature_60.html&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Why People Believe Invisible Agents Control the World?&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.scientificamerican.com/author.cfm?id=597"&gt;Michael Shermer&lt;/a&gt;&amp;nbsp;, Scientific American, May 19, 2009.&lt;br /&gt;Patternicity: Finding Meaningful Patterns in Meaningless Noise.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.scientificamerican.com/author.cfm?id=597"&gt;Michael Shermer&lt;/a&gt;&amp;nbsp;, Scientific American, November 25, 2008 |&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.scientificamerican.com/article.cfm?id=patternicity-finding-meaningful-patterns#comments"&gt;74&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-4708754973936896197?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/11/o-poder-dos-amuletos-quanticos_27.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-w9YnQwZwbNE/TtLo3kxf19I/AAAAAAAAALg/T6TaDEAXtTI/s72-c/face_marte1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-2177008672176136858</guid><pubDate>Sun, 20 Nov 2011 17:52:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-04T12:30:38.788-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>evolução</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>religião</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>medicina</category><title>Amputados não esperam por milagres</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-6SBMb1eRIPw/Tsk8r7PsrfI/AAAAAAAAAKU/39aN75FIGRg/s1600/Shoes-For-Amputees.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" src="http://2.bp.blogspot.com/-6SBMb1eRIPw/Tsk8r7PsrfI/AAAAAAAAAKU/39aN75FIGRg/s320/Shoes-For-Amputees.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Um dos desafios da ciência para as próximas décadas será regenerar membros e órgãos amputados ou lesados. Não apenas mãos, braços e pernas, mas rins, coração, etc.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Curiosamente o tema, além do aspecto científico é um prato cheio para atiçar o debate religioso.&lt;br /&gt;Para quem quiser ler e refletir sobre este assunto recomendo o site &lt;a href="http://www.whydoesgodhateamputees.com/"&gt;www.whydoesgodhateamputees.com&lt;/a&gt; (literalmente, porquedeusodeiaamputados.com).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Para o autor, se Deus intervém operando milagres para remover tumores malignos, fazer cego enxergar, o mar se abrir, morto ressuscitar e tantos outros, não haveria motivos lógicos -nem biológicos- para Ele não promover a regeneração de membros perdidos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Mas, como todos sabemos, não importa quantas pessoas peçam, nem quanto elas rezem, nem quão sinceros e devotos eles sejam; não importa que o amputado seja absolutamente merecedor da graça, o milagre não acontecerá. &lt;br /&gt;E também não importam as palavras da bíblia “E tudo o que pedirdes na oração, crendo, o recebereis.”, “Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei.”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda de acordo com o autor, três possibilidades justificariam este fato incontestável, &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a) Deus não existe; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;b) Deus existe, mas regenerar uma simples falange de um único dedo está fora do Seu alcance; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;c) Deus existe, tem esse poder, mas simplesmente se nega a atender pedidos de amputados e seus familiares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não me ocorre outra possibilidade. Se o leitor pensar em alguma, fique à vontade para aumentar a lista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polêmicas à parte, o que a ciência tenta entender é por que os mamíferos adultos perdemos a capacidade de regenerar órgãos e membros. Ela ainda existe em animais mais simples. Estrelas-do-mar regeneram braços, alguns tipos de salamandras, como os axolotes, podem regenerar órgãos e membros amputados.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GCZHhlhGWJA/TskvT5kDEUI/AAAAAAAAAJs/F1awjZvKX_s/s1600/728px-Sea_star_regenerating_legs.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="263" src="http://4.bp.blogspot.com/-GCZHhlhGWJA/TskvT5kDEUI/AAAAAAAAAJs/F1awjZvKX_s/s320/728px-Sea_star_regenerating_legs.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Estrela-do-mar regenerando tentáculos perdidos&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-AdcvU6bYnqM/TskvckNTkuI/AAAAAAAAAJ0/GNqXzHHPMI8/s1600/667px-Ambystoma_mexicanum_1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="287" src="http://2.bp.blogspot.com/-AdcvU6bYnqM/TskvckNTkuI/AAAAAAAAAJ0/GNqXzHHPMI8/s320/667px-Ambystoma_mexicanum_1.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O axolote (&lt;/span&gt;&lt;i style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Ambystoma mexicanum&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;) é capaz de&lt;br /&gt;regenerar&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;membros e órgãos danificados.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A planária, um verme parecido com a lesma, tem a incrível capacidade de, se dividida em dois, desenvolver duas novas metades absolutamente funcionais criando assim dois indivíduos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TbT_nw0BDQA/TskvnjOCDYI/AAAAAAAAAJ8/NWynpxclAh8/s1600/planarian2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="239" src="http://1.bp.blogspot.com/-TbT_nw0BDQA/TskvnjOCDYI/AAAAAAAAAJ8/NWynpxclAh8/s320/planarian2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption" style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Planárias, vermes platelmintos da classe dos turbelários, &lt;br /&gt;apresentam uma enorme capacidade de regeneração. &lt;br /&gt;Seccionadas longitudinalmente, são capazes de regenerar &lt;br /&gt;a outra metade, criando dois novos indivíduos&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Mesmo os humanos, em períodos fetais, temos ainda alguma capacidade de regenerar membros. Mas em algum momento da evolução dos mamíferos, cicatrizar uma ferida aberta (evitando assim infecções fatais) passou a ser mais importante que regenerar um membro amputado. Os cientistas observaram que quando perdemos um dedo, por exemplo, os eventos que levam a cicatrizar rapidamente, inibem os processos que poderiam permitir a regeneração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta corrida da ciência tem, como já ocorreu no passado, a pressão da guerra e seus milhares de amputados e conta também com o inesperado. Alguns avanços surgiram quase por acaso. É o que aconteceu com um grupo de pesquisadores que estudava o tratamento para o lúpus, uma doença autoimune que acomete milhões de seres humanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os estudos, criaram um camundongo geneticamente modificado, denominado MRL, capaz de desenvolver a doença. Com isso esperavam compreender seus mecanismos genéticos e tentar novos tratamentos. Para identificar os animais, eram feitos furos nas orelhas. Furo na orelha esquerda, animal MRL; sem furo, camundongo normal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dias depois, quando foram realizar experimentos, observaram que todos os animais estavam sem furo. Acreditando tratar-se de um equívoco por parte de algum membro da equipe, repetiram tudo, e para surpresa geral, em poucos dias os camundongos MRL tinham regenerado a orelha, sem marcas nem cicatrizes.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5es78i5XfR0/Tskv7RkgNxI/AAAAAAAAAKE/H6Oj5FS1r3M/s1600/_41536392_holes_mrl_203.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-5es78i5XfR0/Tskv7RkgNxI/AAAAAAAAAKE/H6Oj5FS1r3M/s400/_41536392_holes_mrl_203.jpg" width="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Regeneração das orelhas em camundongos  MRL. &lt;br /&gt;Comparar com os camundongos normais na coluna à esquerda&lt;br /&gt;&amp;nbsp;(Ellen Heber-Katz e cols.).&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pesquisadores perceberam então que ao alterar o DNA do animal tinham mexido na sequencia de genes relacionada com os processos regenerativos. De alguma forma, tinham desbloqueado essa capacidade perdida em mamíferos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O camundongo MRL não apenas regenerava a orelha, mas partes completas do coração quando artificialmente danificado, e até falanges inteiras de dedos amputados. Atualmente os cientistas tentam identificar qual a sequencia de genes envolvidos no processo, por que eles estão bloqueados, e que acontece na área da amputação quando eles são ativados novamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além do camundongo MRL, outro grupo de mamíferos que parece guardar o segredo da regeneração é o dos cervos. Anualmente repetem um ciclo de formação, amadurecimento, e queda dos seus espetaculares chifres. Como essa formação tem semelhanças com a formação dos nossos ossos, os cientistas querem saber quais as substâncias químicas que promovem esse crescimento e por que o processo pode se repetir com tamanha velocidade a cada ano.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;table align="center" cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="margin-left: auto; margin-right: auto; text-align: center;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TyDHFRe9AY8/TskwCNEGQaI/AAAAAAAAAKM/Uo1gcGd1Yzk/s1600/399px-Red_deer_stag_2009_denmark.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-TyDHFRe9AY8/TskwCNEGQaI/AAAAAAAAAKM/Uo1gcGd1Yzk/s400/399px-Red_deer_stag_2009_denmark.jpg" width="266" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;A formação anual de novos chifres em cervídeos pode&lt;br /&gt;dar pistas sobre os processos de regeneração de ossos humanos.&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;Tanto no caso dos camundongos MRL como nos cervos, a ação de células tronco parece jogar um papel fundamental. Os cientistas acreditam que se as pesquisas continuarem no&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;ritmo&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;atual, em dez anos partes de dedos e órgãos internos poderão ser substituídos em humanos, e daqui a 50 anos formar um novo pulmão, rim, ou braço poderá fazer parte da rotina médica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt; &lt;br /&gt;Não deixa de ser irônico verificar que a manipulação genética, a mesma que criou os camundongos MRL, tenha sido colocada pelo Papa Ratzinger entre os novos pecados capitais. Vai lá saber o site citado no início deste artigo está certo, e Deus tem realmente algo contra os amputados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt; Fontes:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;The scarless heart and the MRL mouse. Ellen Heber-Katz e cols., Phil. Trans. R. Soc. Lond. B (2004) 359, 785–793.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Deer antlers: a zoological curiosity or the key to understanding organ regeneration in mammals? J.S. Price e cols., J. Anat., (2005) 207:603-18&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-2177008672176136858?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/11/amputados-nao-esperam-por-milagres.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-6SBMb1eRIPw/Tsk8r7PsrfI/AAAAAAAAAKU/39aN75FIGRg/s72-c/Shoes-For-Amputees.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-1420689908189102114</guid><pubDate>Sat, 12 Nov 2011 22:03:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-11-12T20:03:01.747-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>moral</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>evolução</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>empatia</category><title>O tumor do Lula e o nosso</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-t257h0dIhY0/Tr3YCxH_BVI/AAAAAAAAAIg/WfLh-4k9sJM/s1600/lula.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-t257h0dIhY0/Tr3YCxH_BVI/AAAAAAAAAIg/WfLh-4k9sJM/s1600/lula.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Normalmente, quando alguém atravessa uma situação dramática nossa reação é compartilhar sua dor e tristeza. Da mesma forma, quando um semelhante passa por uma situação constrangedora -ou mesmo feliz-, vivenciamos também algo da sua vergonha ou da sua alegria.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Este tipo de reação solidária não surge apenas devido ao efeito de valores morais adquiridos durante nossa educação, mas trata-se de uma resposta natural decorrente da ativação de redes neuronais específicas. Já comentamos aqui sobre este sentimento que compartilhamos com outros primatas, a &lt;a href="http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/05/nas-raizes-da-maldade.html"&gt;empatia&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumidamente, quando vemos alguém triste os mesmos neurônios responsáveis por esta observação podem estimular os circuitos associados com a tristeza, e sem que nada “triste” tenha nos acontecido passamos a sentir parte desse pesar. O importante é que este sentimento, que facilita nossa convivência em grupo, permite que nos coloquemos no lugar do outro evitando assim uma série de conflitos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando disparou na imprensa que o ex-presidente Lula estava com câncer, o que menos se viu, pelo menos entre os que expressaram sua opinião em redes sociais, comentários em portais de notícias, etc., foi a empatia à qual me referi anteriormente. Em vez de uma mensagem solidária, muitos optaram por mandar Lula para aquele lugar,  o SUS. Por algum motivo, o sentimento de empatia foi bloqueado. Por quê? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegação de muitos é que agiram assim para chamar a atenção sobre o “estado deplorável” em que se encontra nosso sistema público de saúde.   É uma possibilidade que não pode ser descartada. Como chefe do governo, podemos racionalizar atribuindo-lhe responsabilidades que, de alguma forma, bloqueiem nossa resposta natural empática. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há um problema com esta justificativa. Meses atrás a população praticamente elevou à qualidade de herói nacional o número dois na cadeia hierárquica do governo Lula, o vice-presidente José Alencar, pelo simples fato deste ter enfrentado com o que há de mais caro e sofisticado da medicina nacional e internacional suas várias recidivas de câncer. Obviamente ele também era governo. Corresponsável por todas as suas políticas. Mas nenhuma campanha foi sugerida para que o vice-presidente fosse tratado pelo SUS. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meses depois, a então candidata Dilma Rousseff passou por situação semelhante e tampouco foi observado esse fervor pátrio para que ela enfrentasse as filas do nosso sistema público de saúde. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sentimento empático também poderia ser bloqueado caso o destinatário fosse um crápula, um genocida, um sociopata, enfim, um elemento reconhecidamente nocivo ao grupo. Não parece ser este o caso do ex-presidente Lula. Podemos atribuir-lhe uma série de defeitos e virtudes, mas nada que se pareça com essa descrição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há um fato que merece nossa atenção. A empatia é um sentimento profundamente fixado em nosso cérebro mediante mecanismos de seleção natural. O altruísmo e outros valores morais que nos são tão caros também podem ser explicados pela necessidade de criar vínculos que tornem o grupo mais forte e coeso, fator essencial para sua sobrevivência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já mencionamos em outras oportunidades, o &lt;i&gt;Homo sapiens&lt;/i&gt; evoluiu a partir de pequenos grupos de caçadores/coletores. A sobrevivência individual dependia de um comportamento solidário e altruísta entre os membros do grupo, mas hostil com os membros de outros grupos. Será que a disparidade de tratamento que dispensamos a essas três figuras da vida pública está relacionada com estas mazelas evolutivas? Por ser rico, branco e católico praticante José Alencar merecia tudo que seu dinheiro pudesse pagar para combater sua doença? José Alencar e Dilma são de nosso grupo e Lula não? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei até que ponto a falta de empatia demonstrada por muitos em relação a nosso ex-presidente esteja relacionada com este fato. Mas suspeito que pelas suas características autobiográficas ele desperte uma rejeição atávica em muita gente. Este sentimento pode ter atingido o ápice quando, através do instrumento democrático do voto, este sapo de outro poço foi galgado ao posto de líder máximo de nosso bando. Conviver olha lá, aceitar sua liderança já é outra história, não é mesmo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É evidente que sempre devem ser cobradas responsabilidades aos dirigentes, mas fazer isso justo num momento como esse, convenhamos, deve no mínimo nos fazer refletir sobre nossos reais motivos. Que tenhamos um passado evolutivo impiedoso não justifica, neste início de século 21, tamanha falta de sensibilidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-1420689908189102114?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/11/o-tumor-do-lula-e-o-nosso.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-t257h0dIhY0/Tr3YCxH_BVI/AAAAAAAAAIg/WfLh-4k9sJM/s72-c/lula.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-7964560109036773057</guid><pubDate>Fri, 28 Oct 2011 19:50:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-04T12:32:33.454-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>drogas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>sexualidade</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>neurociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>medicina</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>comportamento</category><title>O dilema da pílula</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jbVCnTY3Yd4/TqqpIntgUzI/AAAAAAAAAIE/q2NpoQ_LRW8/s1600/pilula-anticoncepcional-uma-conquista-feminina.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-jbVCnTY3Yd4/TqqpIntgUzI/AAAAAAAAAIE/q2NpoQ_LRW8/s1600/pilula-anticoncepcional-uma-conquista-feminina.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mulheres que usam pílula anticoncepcional sentem menos atração por seus parceiros e estão menos satisfeitas sexualmente que mulheres que não tomam pílula. Esse foi o resultado de um estudo recém publicado, que analisou o comportamento de mais de 2500 casais. E, o que é mais curioso, os pesquisadores também observaram que o uso da pílula pode influenciar o tipo de parceiro que a mulher escolhe, o que obviamente terá um impacto na sua vida futura. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas antes de tentar explicar como a pílula provoca essas diferenças, é necessário lembrar o que sabemos sobre a biologia desta escolha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seleção do parceiro por parte das mulheres obedece a influências sociais e biológicas. A influência social está relacionada ao contexto cultural. O que a sociedade indiana espera do matrimônio e do papel e virtudes de cada um dos cônjuges é diferente do que é esperado na Arábia Saudita, Suécia, Brasil, etc. Já a influência biológica é menos evidente. Ela é muitas vezes inconsciente e se esconde por trás do equilíbrio de substâncias químicas no cérebro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixando os aspectos socioculturais para os sociólogos, como a biologia pode nos ajudar a entender essas escolhas? Os resultados nessa área são, no mínimo, intrigantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como todos sabemos, o ciclo hormonal feminino determina um período fértil e outro não fértil. Embora a mulher possa sentir satisfação sexual em ambos, durante o período fértil o desejo por acasalamento é mais intenso. A recompensa que o cérebro oferece na forma de liberação de dopamina é maior, o que direciona o comportamento feminino à procura de parceiros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo, claro, não é o prazer sexual em si, e sim ter descendentes, e estes têm que ser o mais sadios possível, os mais aptos para sobreviver num meio eventualmente hostil. Assim, no período fértil a mulher tende a escolher parceiros com caraterísticas físicas masculinas evidentes e, ao mesmo tempo, que sejam geneticamente diferentes. Diversidade genética gera descendentes com um sistema imune mais resistente, o que aumenta a chance de sobrevivência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O responsável por isso é o denominado &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Complexo_principal_de_histocompatibilidade"&gt;complexo principal de histocompatibilidade&lt;/a&gt;, mais conhecido como MHC (major histocompatibility complex). O MHC é um conjunto de genes responsáveis pela resposta imunológica. Sua ação está por trás da nossa capacidade de resistir ao ataque de bactérias, vírus, fungos, assim como pela rejeição a enxertos. Cada vez que enfrentamos um organismo invasor, o MHC é ativado para iniciar todas as ações de defesa de nosso corpo e ao mesmo tempo se modifica para “lembrar” esse novo ataque. Assim, acasalar com um indivíduo com MHC diferente aumentará a possibilidade dos descendentes terem um sistema imune capaz de responder a ataques diversificados. No extremo oposto, um matrimônio consanguíneo diminuirá essa possibilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como a mulher pode enxergar a variabilidade imunológica entre seus potenciais parceiros? Na realidade, ao que parece essas diferenças não são “enxergadas” e sim “cheiradas”. Alguns estudos indicam que substâncias químicas produzidas pelo MHC são liberadas pela urina, saliva e suor, e podem ativar o olfato do parceiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um &lt;a href="http://rspb.royalsocietypublishing.org/content/260/1359/245"&gt;experimento &lt;/a&gt;já clássico, jovens vestiram por três dias a mesma camiseta, sendo proibidos banhos e perfumes. Depois foi solicitado a um grupo de mulheres em seu período fértil que escolhesse as camisetas cujo cheiro produzisse maior prazer. De forma significativa, as mulheres optaram por camisetas de indivíduos com os MHCs mais diferentes dos seus. Curiosamente, mulheres fazendo uso da pílula tiveram reações opostas, escolhendo camisetas pertencentes a indivíduos com MHCs mais semelhantes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com os pesquisadores, o anticoncepcional prolonga artificialmente o período não fértil, de forma que a escolha é menos influenciada pelos fatores biológicos associados com masculinidade/variabilidade genética, e mais com aspectos ligados à capacidade do macho de cuidar da prole, honestidade, confiabilidade, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora os resultados deste tipo de estudo sempre tenham que ser analisados com cautela, as evidências apontam que ao fazer uso de pílula direcionamos o equilíbrio químico do cérebro no sentido de minimizar o apelo biológico e priorizar os aspectos não sexuais do casamento.  De fato, o estudo comprovou que mulheres que escolheram seus parceiros durante o uso da pílula tiveram em média relacionamentos mais longos e foram mais felizes em aspectos como o cuidado dos filhos, segurança e amparo, mas ao mesmo tempo sua insatisfação sexual foi mais acentuada e também a frequência com que elas iniciaram os processos de separação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se o uso da pílula é capaz de influenciar decisões que nos acompanharão por décadas, é importante estar bem informados sobre as consequências do seu uso. Como o próprio autor do estudo afirma “Escolher um parceiro é uma das decisões mais importantes que tomamos. Se dá certo, nós ficaremos com eles pelo resto de nossas vidas, e teremos filhos com eles, e compartilharemos nossos recursos econômicos. É um passo em tanto, e você vai querer que seja o passo certo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Fontes: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relationship satisfaction and outcome in women who meet their partner while using oral contraception. Roberts, SC e cols., Proc. R. Soc. B doi: 10.1098/rspb.2011.1647;12 October 2011 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-7964560109036773057?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/10/o-dilema-da-pilula.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jbVCnTY3Yd4/TqqpIntgUzI/AAAAAAAAAIE/q2NpoQ_LRW8/s72-c/pilula-anticoncepcional-uma-conquista-feminina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-3821202836174349239</guid><pubDate>Sat, 22 Oct 2011 15:05:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-12-04T12:31:39.611-02:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Indústria Farmacéutica</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>drogas</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>educação científica</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>medicina</category><title>Ciência, mentiras e Prexige</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dR65JrzJamg/TqIQDDSoQII/AAAAAAAAAHw/b8SfEqskkBo/s1600/pill.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-dR65JrzJamg/TqIQDDSoQII/AAAAAAAAAHw/b8SfEqskkBo/s320/pill.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No momento que escrevo esta coluna*, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acaba de proibir a comercialização no Brasil do antiinflamatório Prexige, da Novartis, seguindo o caminho de agências reguladoras da Europa, Austrália, Canadá e outros países.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta proibição se soma à de outros antiinflamatórios da mesma família, a família dos "coxibes". Ela é composta também, além do lumiracoxibe (nome do produto ativo do Prexige), pelos celecoxibe (Celebra Pfizer), etoricoxibe (Arcoxia Merck Sharp &amp;amp; Dohme), parecoxibe (Bextra IM/IV Pfizer) rofecoxibe (Vioxx Merck Sharp &amp;amp; Dohme) e o valdecoxibe (Bextra Pfizer). Todos têm em comum que diminuem a inflamação através da inibição de uma substância química produzida pelo nosso corpo, chamada ciclo-oxigenase-2 (ou Cox-2). Dessa família já tinham sido proibidos o rofecoxibe (Vioxx) e o valdecoxibe (Bextra) por terem causado reações adversas graves, inclusive mortes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente acreditava-se que inibindo a Cox-2, apenas aspectos negativos da inflamação, como a dor, seriam eliminados. As pesquisas realizadas pela indústria farmacêutica apontavam que os benefícios dessas drogas seriam bem superiores aos possíveis efeitos colaterais. Essa idéia foi vendida com muito sucesso através de campanhas de marketing milionárias, que acabaram por convencer quase todos os médicos e dentistas do mundo sobre a conveniência de ministrar esses medicamentos. Mas em poucos anos, muitos usuários começaram a apresentar problemas graves nos rins, fígado e coração, e alguns vieram a falecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro medicamento dessa família a ser proibido foi o Vioxx®. O laboratório que o fabricava, Merck, foi inclusive processado nos Estados Unidos. Das páginas desse processo, surgem informações que dão uma idéia sobre o grau de manipulação de informações à qual estamos sujeitos. As denúncias partiram de uma das mais prestigiosas revistas de medicina do mundo, o Jama (Journal of the American Medical Association), e quem as faz é nada menos que a Editora Chefe, Catherine D. DeAngelis. É importante esclarecer que o Jama foi várias vezes acusado de proteger a indústria farmacêutica, o que parece afastar objetivos sensacionalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os artigos foram publicados em julho deste ano. Em um deles, os autores verificaram a prática de &lt;i&gt;ghostwriting&lt;/i&gt;&amp;nbsp;(autoria fantasma). Trata-se de uma prática na qual um cientista é pago para colocar seu nome em um trabalho científico que foi na realidade escrito por outros que, muitas vezes, nem sequer aprecem como autores. Em outras palavras, pesquisadores empregados do laboratório realizaram o estudo sob a supervisão da companhia e na hora de publicar, a empresa paga a um cientista famoso para assinar como autor, que presta (vende) assim seu prestígio acadêmico em benefício do produto. De acordo com a Dra. DeAngelis, infelizmente essa parece ser uma prática comum na indústria farmacêutica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo artigo é ainda mais grave. Acusa a Merck de ter conhecimento que a administração do Vioxx aumentava os riscos de morte em paciente que faziam uso do medicamento. Mesmo assim, o laboratório entregou à FDA (a Anvisa dos Estados Unidos) documentação que, através de manipulação estatística, minimizava esses riscos. As acusações são extremamente graves, e foram feitas -de acordo com a Dra. De Angelis- porque pela primeira vez o Jama tinha provas concretas sobre as mesmas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não exista bola de cristal, é presumível que em algum tempo todos os inibidores da Cox-2 venham a ser proibidos ou seu uso reduzido drasticamente. Desde a proibição do Vioxx em 2004, importantes periódicos científicos, como o New England Journal of Medicine, já alertavam para a possibilidade de riscos semelhantes ao Vioxx vierem a ocorrer pelo uso de qualquer "coxibe" já que todos agem da mesma forma, bloqueando a Cox-2 que, além do seu envolvimento no processo inflamatório, participa de outros importantes processos biológicos, alguns dos quais presumivelmente desconhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já que nosso sistema de controle e verificação de medicamentos é na melhor das hipóteses precário, seria uma boa medida ficarmos atentos ao que é feito em países que contam com sistemas de farmacovigilância mais aprimorados e eficientes. O lumiracoxibe já tinha sido proibido em 2007 em Austrália, sendo que nem sequer obtivera autorização de comercialização nos Estados Unidos, mas era vendido normalmente no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação aos aspectos éticos sobre a participação de médicos e cientistas em esses episódios tão lamentáveis, traduzo as palavras da Dra. DeAngelis: "... se nós não fizermos algo, nossos pacientes continuarão a sofrer as conseqüências. Nós continuaremos a ser manipulados. É hora de tomar de volta nossa profissão. Nós abrimos mão dela, ou permitimos que fossa tirada de nós. Agora temos que recuperá-la. Nada disto teria acontecido se nós não tivéssemos cooperado. Assim de simples."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim de simples.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;*&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Este artigo foi publicado originalmente em agosto de 2008. Não existem indícios que as práticas descritas na revista JAMA tenham sido abandonadas (como pode ser constatado &lt;a href="http://www.isaude.net/pt-BR/plantao-e-science-news/1610/articles/2011/08/30/ghostwriting.remains.a.fundamental.problem.medical.literature"&gt;aqui&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt; Fonte: Impugning the Integrity of Medical Science: The Adverse Effects of Industry Influence. Catherine D. DeAngelis, CD e Fontanarosa, PB, Jama. 2008;299:1833-1835.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-3821202836174349239?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/10/ciencia-mentiras-e-prexige.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dR65JrzJamg/TqIQDDSoQII/AAAAAAAAAHw/b8SfEqskkBo/s72-c/pill.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-133775795209419208</guid><pubDate>Sat, 08 Oct 2011 18:29:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-15T23:19:50.639-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>religião</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>inteligência</category><title>Ateus são mais inteligentes?</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mgRmX2AZZc4/TpCWTgW_gVI/AAAAAAAAAHs/sK6ZqKaAkDo/s1600/ATEUXRELI.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-mgRmX2AZZc4/TpCWTgW_gVI/AAAAAAAAAHs/sK6ZqKaAkDo/s320/ATEUXRELI.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, sans-serif;"&gt;Ao longo dos seus mais de 50 anos de atividade científica, o pesquisador britânico Richard Lynn se transformou em um dos maiores especialistas no estudo da inteligência humana. Ao mesmo tempo, sua obra, estampada em pelo menos quatro best sellers e centenas de trabalhos científicos, o converteu provavelmente num dos cientistas mais detestados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um dos seus estudos sugeriu que homens são mais inteligentes que mulheres foi recepcionado em sua casa com o que ele chamou “uma salva de ovos”. Algo parecido ocorreu quando estabeleceu uma lista com as raças mais inteligentes, com os orientais no topo e os pigmeus do Congo na última posição. Para ele a polêmica é normal. Como costuma dizer, “Faz parte do ofício de um cientista revelar o que as pessoas não estão prontas para receber”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa parte dos trabalhos de Lynn está baseada em estudos que, por um lado, medem a inteligência de grupos populacionais mediante&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Quociente_de_intelig%C3%AAncia"&gt;testes de QI&lt;/a&gt;. Depois correlaciona esses dados com características como sexo ou raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu mais recente –e não menos polêmico- trabalho, Lynn correlacionou níveis de QI e religiosidade em 137 países. A tabela completa pode ser lida&amp;nbsp;&lt;a href="http://files.meetup.com/411954/Intelligence.pdf"&gt;aqui&lt;/a&gt;. Resumindo, em média, as populações com maiores índices de QI (próximos a 100) correspondem a países com maior porcentagem de ateus (República Checa com 61% de ateus, Dinamarca com 48%; França, 44%; Bélgica, 43%; Holanda 42%; Reino Unido, 41.5%) e vice-versa, em países onde os índices médios de QI são mais baixos (entre 60 e 80), a população de ateus é muito pequena ou praticamente inexistente. Para Lynn, isso acontece porque a inteligência aprimorada leva ao questionamento da religião. Mas cuidado, como o próprio Lynn enfatiza, não é porque se é religioso que se é menos inteligente. O que se observa apenas é uma tendência de encontrar QI mais alto em pessoas não-religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para aqueles que estudam essas questões a partir do que conhecemos sobre o funcionamento cerebral, a pergunta que fica é: circuitos cerebrais que nos transformam em pessoas religiosas de alguma forma são responsáveis também por um QI menor? Só temos uma resposta: não existem evidências conclusivas que nos permitam apoiar essa hipótese. Assim, quando aceitamos esse argumento temos que verificar se nossos preconceitos não estão se sobrepondo à nossa análise crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que justifica então que países com populações com QI maior sejam os que congregam o maior número de ateus?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.psychologytoday.com/blog/the-human-beast/201005/the-real-reason-atheists-have-higher-iqs"&gt;alguns pesquisadores&lt;/a&gt;, o que parece acontecer é que “países ateus” são em média mais inteligentes que “países religiosos” não por causa dos circuitos cerebrais dos seus cidadãos, e sim porque estes se beneficiam de outros aspectos que os países ricos oferecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fica evidente ao analisar a tabela de Lynn que, salvo exceções, os países com populações com menor QI são também países pobres. Assim, um QI mais baixo pode estar relacionado com outros fatores que são característicos de países subdesenvolvidos: populações menos urbanizadas, um sistema educacional de baixa qualidade, pouco acesso à informação através da mídia eletrônica, maior exposição a doenças nutricionais e infecciosas que afetam o desenvolvimento cerebral, ambientes contaminados pela falta de controle sobre emissão de poluentes, o que acaba também afetando o cérebro, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, países ricos geralmente disponibilizam um sistema de bem-estar social que deixa suas populações mais seguras quanto ao futuro. Historicamente, as religiões sempre ofereceram uma proteção divina para enfrentar uma natureza incompreensível e muitas vezes hostil. Com o maior conhecimento e domínio sobre os agentes naturais que a ciência e a educação moderna disponibilizam, aliados a uma maior segurança material, a necessidade de se aferrar a explicações fantasiosas baseadas mais em dogmas que em raciocínio lógico acaba perdendo espaço, e com ela, as próprias religiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos estudos de Lynn, o maior problema é que boa parte de suas conclusões nos leva a becos sem saída. Concluir que determinado sexo ou raça tem QI menor pode ter um grande potencial para gerar polêmica, mas um potencial praticamente nulo para encontrar soluções que venham a aliviar o sofrimento humano, uma das razões de utilizar a ciência para gerar conhecimento. Por outra parte, não podemos esquecer que a medida do QI é capaz de analisar apenas uma fração daquilo que denominamos inteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se há algo que fica claro a partir desses estudos é que a religião tende a declinar quando a prosperidade aumenta. Se isto é por causa dos circuitos cerebrais ou porque não temos mais medo de trovão, é algo que neurociência cognitiva ainda está longe de responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Fontes: Average intelligence predicts atheism rates across 137 nations. Richard Lynn e cols., Intelligence 37:11–15 (2009).&lt;br /&gt;Barber, N. (2005). Educational and ecological correlates of IQ: A cross-national investigation. Intelligence, 33, 273-284.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h1 style="color: #333333; font-size: 22px; line-height: normal; margin-bottom: 0px; margin-top: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, helvetica, sans-serif; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-133775795209419208?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/10/ateus-sao-mais-inteligentes.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mgRmX2AZZc4/TpCWTgW_gVI/AAAAAAAAAHs/sK6ZqKaAkDo/s72-c/ATEUXRELI.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>18</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-4417761888398996035</guid><pubDate>Sat, 01 Oct 2011 16:04:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-15T23:21:00.755-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>moral</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>evolução</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>neurociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Dawkins</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>comportamento</category><title>Evolução e preconceito</title><description>&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-e8bDyS4VG4I/Toc4goMq5NI/AAAAAAAAAHY/_YYBSH2SO0w/s1600/racist+duck.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="285" src="http://4.bp.blogspot.com/-e8bDyS4VG4I/Toc4goMq5NI/AAAAAAAAAHY/_YYBSH2SO0w/s320/racist+duck.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O comediante norte-americano Michael Richards ficou famoso nos anos 90 ao interpretar o personagem Cosmo Kramer, no seriado Seinfeld, seriado cujas reprises fazem sucesso até os dias de hoje. Tempos atrás Richards voltou à fama, desta vez de forma bastante negativa. Hostilizado durante um show (alguém comentou "você não é engraçado" ou coisa parecida), Richards partiu para a agressão verbal, utilizando um vasto repertório de insultos racistas e carregados de preconceito contra os provocadores (dois indivíduos negros). Dias depois, visivelmente arrependido pela sua atitude, Richards pediu desculpas publicamente. "O mais insano neste episódio é que eu não sou racista", declarou o ator.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como pode não ser racista quem, ao se descontrolar, apresenta um discurso tão preconceituoso? A resposta parece estar na diferença entre nossas atitudes conscientes e inconscientes. Entre nossos posicionamentos públicos e nossos pensamentos privados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Consciente e publicamente, Richards não é racista. Inconscientemente, todos somos. Duvida? Visite então este site da Universidade de Harvard: &lt;a href="https://implicit.harvard.edu/implicit"&gt;https://implicit.harvard.edu/implicit&lt;/a&gt;/. Clique na bandeirinha de Brasil e faça o teste. Trata-se do Teste de Associação Implícita, ou TAI. Resumidamente, ele analisa o tempo que gastamos na associação de rostos de pessoas negras ou brancas, gordas ou magras, jovens ou velhas, com conceitos como bom, ruim, maravilhoso, dor, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiz o teste. Sempre me considerei uma pessoa nada racista. Tolerante. Acho que meus amigos também pensam isso sobre mim. Entretanto, para minha surpresa e espanto, o resultado do meu teste foi: "Os seus dados sugerem uma forte preferência automática por Pessoas Brancas em comparação com Pessoas Negras." Como pode? Minha primeira reação foi duvidar dos psicólogos que elaboraram o teste, mas ao analisar o currículo dos mesmos percebi a seriedade e idoneidade científica da equipe. Saber que pessoas mais comprometidas com a luta contra a discriminação, brancas e negras, tiveram resultados semelhantes aos meus, também não serve de consolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das possíveis explicações para esta "preferência automática" pode ser obtida através da análise dos mecanismos da evolução humana. Estudos antropológicos indicam que o &lt;i&gt;Homo sapiens&lt;/i&gt; evoluiu a partir de pequenos grupos de caçadores/coletores. A sobrevivência individual dependia de um comportamento solidário e altruísta entre os membros do grupo, mas hostil com os membros de outros grupos. A seleção natural se encarregou de fixar profundamente esse tipo de comportamento em nosso cérebro, e ele persiste até hoje. Hostilidades entre grupos de torcidas organizadas, católicos/não católicos, judeus/ gentios, alunos da FOA/alunos da UNIP, etc., atestam isso. Carregamos as consequências desta evolução. Somos altruístas com os do nosso grupo. Tentamos sê-lo (alguns nem sequer se dão esse trabalho) com os membros do "outro" grupo. Somos solidários, mas somos xenófobos. Somos generosos, mas somos racistas. Nossa cultura intolerante reforça esses traços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A compreensão desses mecanismos evolutivos é fundamental para poder lutar contra suas consequências negativas. Se bem devemos aceitar a evolução darwiniana como um fato real, devemos também ser conscientes que, socialmente, ela é inaceitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada melhor que as palavras de um dos maiores biólogos da atualidade, Richard Dawkins, para explicar esse paradoxo:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&amp;nbsp;"&lt;i&gt;Como cientista acadêmico, sou um darwinista apaixonado, e acredito que a seleção natural é, se não a única força por detrás da evolução, certamente a única força capaz de produzir a ilusão de propósito que emociona os que contemplam a natureza. Mas ao mesmo tempo em que defendo o darwinismo como cientista, sou ardentemente antidarwinista quando se trata de política ou da condução dos negócios humanos&lt;/i&gt;."&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; &lt;br /&gt;Quando não temos clareza dessa diferença, acabamos aceitando absurdos como o chamado "darwinismo social", uma pseudociência que não tem nada a ver com o darwinismo e que foi utilizada de forma homicida por Hitler na Alemanha nazista, tentando justificar assim a limpeza étnica contra judeus, ciganos e outras minorias. Mesmo antes de Hitler, &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Eugenics_in_the_United_States"&gt;eugenistas norte-americanos&lt;/a&gt; tentaram fazer coisa parecida nos Estados Unidos sugerindo a adoção de programas de esterilização compulsória dos menos aptos, e favorecendo a imigração de tipos nórdicos - louros e louras de olhos azuis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, nossa herança evolutiva não pode, é claro, justificar atos como os de Richards, que poderiam ser os atos de qualquer um de nós. Até não tomar consciência que somos um único grupo global, essas associações pejorativas intra-grupos continuarão. Até não conseguir esse objetivo igualitário, nos resta vigiar nosso comportamento e lembrar que a construção de uma cultura de tolerância seria capaz de, se não eliminar, pelo menos diminuir esses vestígios negativos da nossa história evolutiva.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Atualização&lt;/b&gt;: este artigo foi publicado originalmente em 2009, mas permanece tão atual quanto naqueles dias. Em minha defesa, repeti o teste esta semana e a coisa foi bem melhor. O resultado final: "Os seus dados sugerem uma &lt;u&gt;leve&lt;/u&gt; preferência automática por pessoas brancas em comparação com pessoas negras.". Já é alguma coisa!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt; Fontes utilizadas:&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Shermer, M., Kramer's Conundrum. What the Michael Richards Event Really Means; e-skeptic, November 2006. Dawkins, R., O capelão do diabo; Companhia das Letras; 2003.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-4417761888398996035?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/10/evolucao-e-preconceito.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-e8bDyS4VG4I/Toc4goMq5NI/AAAAAAAAAHY/_YYBSH2SO0w/s72-c/racist+duck.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-8272759759898517029</guid><pubDate>Sat, 24 Sep 2011 14:19:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-24T11:19:07.564-03:00</atom:updated><title>A UNESP abre suas portas para a Semana da Ciência</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-x4HAU0EVbYQ/Tn0-ISEZxsI/AAAAAAAAAHI/V-1FCRj0OhQ/s1600/marca_snct_2011.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-x4HAU0EVbYQ/Tn0-ISEZxsI/AAAAAAAAAHI/V-1FCRj0OhQ/s320/marca_snct_2011.jpg" width="230" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Desde 2004 o Ministério de Ciência e Tecnologia (MC&amp;amp;T) realiza a &lt;a href="http://semanact.mct.gov.br/index.php/content/view/4293.html"&gt;Semana Nacional de Ciência e Tecnologia&lt;/a&gt; (SNCT). É um evento extremamente importante onde por sete dias tudo o que se relaciona com ciência, tecnologia, e inovação (CT&amp;amp;I) é exposto para a comunidade. Mas não se trata apenas de uma exposição, e sim de um espaço reservado à cultura científica.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como consta no próprio site do MC&amp;amp;T “A finalidade principal da SNCT é mobilizar a população, em especial crianças e jovens, em torno de temas e atividades de ciência e tecnologia (C&amp;amp;T), valorizando a criatividade, a atitude científica e a inovação. Pretende mostrar também a importância da C&amp;amp;T para a vida de cada um e para o desenvolvimento do país.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela possibilita, ainda, que a população brasileira conheça e discuta os resultados, a relevância e o impacto das pesquisas científicas e tecnológicas e suas aplicações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ano já estamos na oitava semana. Ela será realizada de 17 a 23 de outubro e terá como tema principal “Mudanças climáticas, desastres naturais e prevenção de riscos”. Claro que embora seja esse o tema principal, todas as formas de divulgação científica sobre os mais diversos assuntos têm lugar na SNCT. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde 2004, o número de pessoas, universidades e municípios envolvidos na SNCT tem aumentado ano a ano.  Em 2009, último ano onde encontramos dados finais já computados, foram realizadas cerca de 25.000 atividades em quase 500 municípios do Brasil. Desde megalópoles como São Paulo e Rio a cidades pequenas como Salto e Cerquilho aqui no Estado de São Paulo, e ainda menores em estados do Norte e Nordeste, têm se esforçado para transformar essa semana num evento não apenas de educação e conscientização científica, mas também num projeto turístico com o concomitante aumento da atividade econômica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, como já comentamos em colunas anteriores, nos últimos dois anos fracassamos na tentativa de criar uma parceria entre a UNESP e a Prefeitura Municipal que permitisse que o evento saísse dos muros da universidade e invadisse praças, teatros, escolas, e contagiasse as outras universidades e todas aquelas empresas, indústrias e instituições locais que fazem da ciência e da tecnologia sua ferramenta cotidiana. A prometida contrapartida financeira do poder público municipal acabou não se concretizando, o que em anos anteriores nos levou à decisão de cancelar as atividades previstas para Araçatuba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, mesmo passando pela mesma situação agora, a UNESP decidiu fazer sua parte e abrir as portas para que por dois dias, aproximadamente 2.400 crianças e jovens de Araçatuba e região tenham a oportunidade de vivenciar o fascínio de se sentirem cientistas por um dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre outras atividades, nossos ilustres visitantes terão oportunidade de mergulhar e entender com olhos de pesquisador por que os &lt;a href="http://semanact.com.br/atividades/exposicoes/do-macro-ao-micro"&gt;ossos fraturam mas podem ser reparados&lt;/a&gt;, como as drogas agem no &lt;a href="http://semanact.com.br/atividades/exposicoes/macro-micro-viagem-corpo-humano-cerebro"&gt;cérebro&lt;/a&gt;, o que acontece dentro desses tais de &lt;a href="http://semanact.com.br/atividades/exposicoes/esse-tal-de-cromossomo"&gt;cromossomos &lt;/a&gt;e como &lt;a href="http://semanact.com.br/atividades/exposicoes/voce-ja-viu-o-dna"&gt;alterações de DNA&lt;/a&gt; podem provocar doenças como a síndrome de Down e a hemofilia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentarão desvendar a relação entre os morcegos e uma doença terrível, a raiva e se debruçarão também sobre a saúde do cão para entender as causas e consequências da &lt;a href="http://semanact.com.br/atividades/exposicoes/leishmaniose-lesoes-e-diagnostico-no-cao"&gt;Leishmaniose&lt;/a&gt;. Verão mediante um teatro de fantoches o que acontece quando perdemos um dente e participarão dos desafios que os cientistas enfrentam no processo de &lt;a href="http://semanact.com.br/atividades/exposicoes/producao-ingrediente-racao-animal-aguas-residuarias-industriais"&gt;produção de alimentos&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, terão a oportunidade de admirar estrelas e planetas de galáxias distantes numa &lt;a href="http://semanact.com.br/atividades/exposicoes/exposicao-astronomica"&gt;exposição &lt;/a&gt;preparada pela CENARA - Centro de Astronomia da Região de Araçatuba. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao decidir abrir as portas á comunidade, nossa universidade não apenas cumpre sua obrigação de difundir a cultura da ciência. Nossa esperança é que este esforço motive outros setores da nossa sociedade para que no ano que vem tenhamos uma ampla participação de todos aqueles que lidam com C&amp;amp;T, e contemos com um apoio real e efetivo do Governo Municipal, digno do esforço necessário para oferecer educação científica de qualidade para os jovens munícipes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É sempre bom lembrar que ciência não é algo que exista apenas nos laboratórios e sim uma ferramenta indispensável que a população tem que utilizar se não quiser ficar para trás no caminho do conhecimento, da inovação e do desenvolvimento sustentável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Informações sobre o Evento&lt;/b&gt;: &lt;br /&gt;Semana de Ciência e Tecnologia de Araçatuba &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Data&lt;/b&gt;: 18 e 19 de outubro de 2011 &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Locais&lt;/b&gt;: Campus da Faculdade de Odontologia de Araçatuba (UNESP, Rodovia Marechal Rondon), e Faculdade de Medicina Veterinária (UNESP, Rua Clóvis Pestana, 793). &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Horários&lt;/b&gt;: das 8:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:00. Observação astronômica no campus da FOA à partir da 18:00&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Público&lt;/b&gt;: alunos do ensino fundamental e médio de Araçatuba e região (rede pública e particular). A participação das escolas é feita mediante agendamento pelo e-mail &lt;a href="mailto:agendamento@semanact.com.br"&gt;agendamento@semanact.com.br&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As vagas são limitadas. &lt;br /&gt;Todas as informações podem ser obtidas no site do evento: &lt;a href="http://semanact.com.br/"&gt;http://semanact.com.br/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-8272759759898517029?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/09/unesp-abre-suas-portas-para-semana-da.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-x4HAU0EVbYQ/Tn0-ISEZxsI/AAAAAAAAAHI/V-1FCRj0OhQ/s72-c/marca_snct_2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-8919848541221343107</guid><pubDate>Sat, 17 Sep 2011 22:28:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-15T23:22:08.058-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>memória</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>consciência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cérebro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>neurociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>comportamento</category><title>Você está errado! (e eu também)</title><description>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cQH1MqOcDSs/TnURx-nzWeI/AAAAAAAAAG8/rLdHHTKY0BY/s1600/same-color-illusion.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" height="248" src="http://3.bp.blogspot.com/-cQH1MqOcDSs/TnURx-nzWeI/AAAAAAAAAG8/rLdHHTKY0BY/s320/same-color-illusion.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;Ilusão óptica criada por Edward H. Adelson,&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Professor de Ciências da Visão do MIT (1995).&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;O quadrado &lt;b&gt;A &lt;/b&gt;é bem mais escuro que o &lt;b&gt;B&lt;/b&gt;, certo?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Errado, os dois são da mesma cor.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Se não acredita, veja ao final deste artigo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Independente de tudo o que ainda falta por descobrir sobre o funcionamento do cérebro (e não é pouco), o que já sabemos nos aconselha a não confiar demais naquilo que acreditamos ver ou escutar. Não tenha certeza do que você lembra. Duvide dos sentimentos que sua memória gera. Tente apoiar-se em evidências minimamente objetivas antes de tirar uma conclusão. &lt;br /&gt;Nosso cérebro nos engana. Constantemente. A ilusão óptica que ilustra este artigo é um exemplo entre muitos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;Uma das características do nosso cérebro é a de ser um processador subjetivo, o que em parte dificulta criar modelos computacionais satisfatórios. Ao contrário do que acontece com um computador, o resultado final da função cerebral é influenciado por tanta coisa que a entrada do mesmo conjunto de dados geralmente provoca respostas diferentes entre indivíduos, e às vezes no mesmo indivíduo ao longo do dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já faz umas décadas os neurocientistas chegaram à desconcertante conclusão que o mundo percebido é diferente do mundo real. O alcance desta constatação é enorme e se baseia nas diferenças que hoje conhecemos entre os processos de sensação e percepção. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nosso corpo temos estruturas especializadas em captar informações do meio externo e interno. Elas estão na pele, vísceras, olhos, orelhas, língua, nariz... Cada uma está relacionada com um dos nossos sentidos. Essas estruturas, denominadas &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Receptor_sensorial"&gt;receptores&lt;/a&gt;, transformam energias como a luz que atinge nossos olhos, as ondas sonoras, a energia química contida naquilo que cheiramos ou comemos, a energia térmica que vem do sol ou do fogo e alcança nossa pele, a energia mecânica que vem de um beliscão, e muitas outras, na única linguagem que o cérebro entende: pequenas correntes elétricas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas correntes, conhecidas como &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Potencial_de_a%C3%A7%C3%A3o"&gt;potencial de ação&lt;/a&gt;, chegam ao cérebro através de nervos de uma forma bastante conhecida e padronizada. Simplificando, chamamos esse processo de sensação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas chegando ao cérebro começa outro processo que ainda estamos longe de entender: a transformação dessas pequenas correntes elétricas em conceitos como o vermelho da rosa, o azedo da maçã, o aroma que nos lembra uma pessoa ou situação, a dor de dente, e tantos outros que constituem parte importante da nossa vida consciente.   &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;O que sabemos é que essa transformação (percepção para os neurocientistas) é uma experiência individual. Meu vermelho pode ser diferente do seu (aliás, eu não tenho como saber como é seu vermelho!), a mesma maçã tem gostos diferentes para mim e para você. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda, chegando ao cérebro os potenciais de ação estimulam diferentes áreas, algumas relacionadas com a memória, emoções, etc. Como cada um tem memórias próprias e reage emocionalmente de forma muito individual, a imagem final que o cérebro constrói será o resultado da informação que chegou através dos nervos, mas modificada pelas informações individuais acumuladas. Somos conscientes apenas do resultado final e este dependerá da nossa história de vida, de experiências anteriores, do nosso conhecimento sobre o mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se essa fonte de erro e variabilidade fosse pouca coisa, ainda temos o problema das falsas memórias. Boa parte dessas versões da realidade que nosso cérebro cria são, como sabemos, armazenadas na memória. Mas com o passar do tempo as lembranças desvanecem. Peças do quebra-cabeça vão desaparecendo e nosso cérebro as repõe com o que tem à mão. Quanto mais o tempo passa, mais distorcida vai ficando a informação inicial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um rosto desaparece da cena a ser lembrada nosso cérebro poderá colocar outro em seu lugar do estoque de rostos que tem armazenado. Quando a imagem ou lembrança fica incompleta, ele a refaz da forma mais coerente possível. Mas coerência e realidade são coisas diferentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ouvirmos repetidamente histórias sobre nossa infância, mesmo que inexistentes, criaremos uma imagem visual que poderá se transformar em uma memória tão real quanto qualquer outra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jean Piaget, o grande psicólogo e educador, contava que uma de suas lembranças infantis era ter sido sequestrado à idade de dois anos. Ele lembrava detalhes como o rosto machucado da enfermeira tentando se defender do sequestrador, do policial com sua capa branca e seu cassetete perseguindo o bandido. A história fora reforçada pelo relato da enfermeira e da família de Piaget, de forma que ele lembrava perfeitamente do ocorrido. Entretanto, o sequestro nunca aconteceu. Anos depois a enfermeira confessou ter inventado tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse campo das falsas memórias, algumas histórias são terríveis. Memórias podem ser implantadas coletivamente em campanhas publicitárias ou individualmente como no caso de Piaget. Pais foram acusados de abuso sexual por filhos que tiveram suas memórias manipuladas no divã de psicanalistas inescrupulosos. A descoberta posterior do erro não evitou o sofrimento de famílias inteiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a constatação que o mundo percebido -e lembrado- por nosso cérebro é diferente do mundo real pode ser perturbadora, ela permite que reavaliemos nossas certezas e, fundamentalmente, nossa predisposição negativa em relação aos outros. Mais que a religião, é o conhecimento do cérebro que a ciência oferece quem nos direciona para a tolerância. Saber que os sentimentos negativos que nutrimos podem ser decorrentes de uma série de distorções da informação que nosso cérebro processa pode nos dar chance de reparar uma injustiça e compreender as fraquezas dos nossos iguais. Ao mesmo tempo, nos autoriza a voltar atrás, mudar de opinião e, fundamentalmente, desconfiar bastante dos que afirmam estar certos de tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou como diria Raul Seixas: “Eu quero dizer agora o oposto do que eu disse antes. Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante. Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo. Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo...” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Este artigo foi publicado originalmente em 2008, e levemente modificado para sua postagem neste blog. &lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;i&gt;*Se você ainda não acredita que os dois quadrados são da mesma cor, veja aqui&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;object class="BLOGGER-youtube-video" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" data-thumbnail-src="http://1.gvt0.com/vi/EDoAnDxoHTU/0.jpg" height="266" width="320"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/EDoAnDxoHTU&amp;fs=1&amp;source=uds" /&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /&gt;&lt;embed width="320" height="266"  src="http://www.youtube.com/v/EDoAnDxoHTU&amp;fs=1&amp;source=uds" type="application/x-shockwave-flash"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Trebuchet MS', sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-8919848541221343107?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/09/voce-esta-errado-e-eu-tambem.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-cQH1MqOcDSs/TnURx-nzWeI/AAAAAAAAAG8/rLdHHTKY0BY/s72-c/same-color-illusion.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-5473627748081136805</guid><pubDate>Sat, 10 Sep 2011 15:10:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-10-15T23:23:02.038-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>memória</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>cérebro</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>neurociência</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>inteligência</category><title>A esperança no sangue dos jovens</title><description>&lt;table cellpadding="0" cellspacing="0" class="tr-caption-container" style="float: right; margin-left: 1em; text-align: right;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oz-UW_MUuWU/Tmpqcu2TsvI/AAAAAAAAAG4/Hbk8SIyS85A/s1600/newborn_neurons%25281%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; margin-bottom: 1em; margin-left: auto; margin-right: auto;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-oz-UW_MUuWU/Tmpqcu2TsvI/AAAAAAAAAG4/Hbk8SIyS85A/s1600/newborn_neurons%25281%2529.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="tr-caption"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;Novos neurônios no hipocampo de&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;camundongos. Imagem: Chunmei Zhao,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: xx-small;"&gt;Gage Lab, Salk Institute&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;i&gt;Por isso é que eu sou um vampiro e com meu cavalo negro eu apronto &lt;br /&gt;E vou sugando o sangue dos meninos e das meninas que eu encontro &lt;br /&gt;&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;i&gt;Jorge Mautner&lt;/i&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem diria que mais de 30 anos depois, a&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=UzoUfSvtHSo&amp;amp;feature=related"&gt; belíssima música&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Mautner"&gt;Jorge Mautner&lt;/a&gt; adquiriria também um viés científico. Não, não..., nenhum vampiro foi identificado pela ciência –fora os morcegos hematófagos- mas a utilidade do sangue dos meninos e meninas está na ordem do dia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O experimento ao qual me refiro é tão interessante que vale a pena retroceder um pouco para compreender seus antecedentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde os tempos do grande neuroanatomista espanhol &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Santiago_Ram%C3%B3n_y_Cajal"&gt;Ramón y Cajal&lt;/a&gt; - primeira década do século 20- tínhamos a convicção que os neurônios, as células do cérebro, não se reproduziam. Nascíamos com um número determinado e daí para frente nenhum outro nasceria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa teoria começou ruir nos anos sessenta quando a equipe do neurocientista &lt;a href="http://www.sciencemag.org/content/135/3509/1127"&gt;Joseph Altman&lt;/a&gt; comprovou a proliferação de novos neurônios no cérebro de ratos, processo denominado neurogênese adulta. Esses resultados, porém, ficaram algo esquecidos até a década de oitenta, quando a neurogênese foi confirmada no hipocampo, uma região do cérebro responsável pelo aprendizado e a memória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir desse momento as pesquisas na área se intensificaram. Hoje sabemos que a neurogênese adulta não apenas existe como pode ser estimulada mediante exercício físico voluntário e convívio em ambientes intelectualmente estimulantes. Infelizmente, descobrimos também que ela diminui com a idade, e essa redução parece estar associada aos déficits de memória e raciocínio observados durante o envelhecimento e mais fortemente nas doenças neurodegenerativas como o mal de Alzheimer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, um dos objetivos dos cientistas tem sido não apenas investigar formas de estimular a neurogênese hipocampal, mas também entender quais os fatores que a reduzem na velhice. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns pesquisadores suspeitaram que os fatores associados com a diminuição da neurogênese poderiam estar não nos próprios neurônios, mas seriam trazidos ao cérebro pelo sangue circulante. Para testar essa possibilidade, o pesquisador &lt;a href="http://www.stanford.edu/group/twclab/cgi-bin/"&gt;Saul Villeda&lt;/a&gt; e seus colaboradores da Universidade de Stanford criaram inicialmente ratos “siameses” mediante um processo cirúrgico denominado parabiose (resumidamente, dois animais cirurgicamente conectados de forma a compartilhar o sistema circulatório, assim, o mesmo sangue circula pelos dois organismos). Neste caso, os pesquisadores criaram grupos experimentais unindo dois ratos jovens (J+J), dois velhos (V+V) ou um jovem com um velho (J+V). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de cinco semanas de união artificial os animais foram sacrificados e mediante técnicas especiais foi contado o número de novos neurônios em cada um dos grupos. Os cientistas observaram que esse número não se modificou nos grupos J+J e V+V, mas nos animais do grupo J+V, o rato idoso teve um número maior de novos neurônios quando comparado com um rato da sua mesma idade “não siamês” (grupo controle). Possivelmente, alguma proteína circulante no sangue do rato jovem com o qual estava artificialmente conectado tinha alcançado seu cérebro e por mecanismos ainda desconhecidos, aumentado a neurogênese. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inverso também foi observado. No cérebro do “siamês” jovem do grupo J+V, o número de novos neurônios foi bem menor que o contabilizado em ratos controle da mesma idade. Como no caso anterior, os pesquisadores suspeitaram que alguma substância produzida pelo rato idoso tinha alcançado o cérebro do jovem e induzido uma diminuição na neurogênese. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cientistas partiram então para descobrir quais poderiam ser essas substâncias. O que haveria no sangue do animal jovem que estimularia a produção de novos neurônios? E o que acontece quando o rato envelhece? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mediante uma técnica denominada análise proteômica, compararam as proteínas dos ratos antes e depois do experimento, e identificaram seis que estavam em nível elevado tanto nos animais jovens do grupo J+V (aqueles que tiveram a neurogênese diminuída) como em animais idosos controles. Uma delas foi a CCL11, proteína pertencente a uma família conhecida como eotaxinas, com grande participação em nosso sistema imunológico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para confirmar as suspeitas sobre o papel da CCL11, os pesquisadores a injetaram em ratos jovens normais e observaram que, de fato, a neurogênese diminuía. E não apenas isso. A capacidade de aprender ou mesmo lembrar tarefas que tinham sido previamente aprendidas foi drasticamente comprometida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia agora é estudar detalhadamente essas proteínas e como elas funcionam no homem. Há um bom caminho antes de transformar esse conhecimento em um medicamento que alivie alguns dos males do envelhecimento e das doenças cerebrais, mas a CCL11 pode representar um grande atalho.&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Fonte: Villeda, S et al (2011). The ageing systemic milieu negatively regulates neurogenesis and cognitive function. Nature, DOI: 10.1038/nature10357.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-5473627748081136805?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/09/esperanca-no-sangue-dos-jovens.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-oz-UW_MUuWU/Tmpqcu2TsvI/AAAAAAAAAG4/Hbk8SIyS85A/s72-c/newborn_neurons%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-3550274176926053949</guid><pubDate>Sun, 04 Sep 2011 23:23:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-09T12:12:37.701-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>Indústria Farmacéutica</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>medicina</category><title>Interesses por trás da ciência farmacêutica</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Soc9tjebzy0/TmQEYirc5fI/AAAAAAAAAG0/hFwsnf2gwkc/s1600/bigpharma.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-Soc9tjebzy0/TmQEYirc5fI/AAAAAAAAAG0/hFwsnf2gwkc/s320/bigpharma.jpg" width="295" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;É inegável a enorme contribuição de ciência farmacêutica para proporcionar medicamentos que nos permitem viver mais e melhor. Vacinas, antibióticos, anti-inflamatórios, anestésicos, anti-hipertensivos, analgésicos..., a lista é enorme. Também é inegável que desenvolver esses medicamentos custa muito, muito dinheiro. O processo desde a seleção de uma simples molécula, passando por toda a fase de testes laboratoriais e clínicos, pode consumir entre cinco a dez anos e milhões de dólares. E ao final, pode ser tudo jogado fora quando os últimos testes dão errado.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Fazer frente a esse empreendimento econômico tem se mostrado um desafio intransponível para o poder público, mesmo nos países ricos. Assim, a tarefa foi delegada à indústria farmacêutica. O preço a pagar tem sido, salvo exceções, condicionar a procura de novos medicamentos ao potencial lucrativo dos mesmos. O enorme investimento realizado para disponibilizar uma nova droga deve vir acompanhado de um lucro não menos enorme. Com frequência, a indústria acaba submetendo a ciência farmacêutica ao jogo do mercado, onde os critérios éticos que deveriam nortear médicos e cientistas são muitas vezes deixados de lado. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Por se tratar agora de uma atividade comercial, pesquisadores e universidades acabam se submetendo a confusas regras legais de forma que os resultados das pesquisas em vez de pertencerem à sociedade, pertencem, devido a cláusulas contratuais, à empresa financiadora, que divulga o que bem entende.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Um caso que ilustra esse fato ocorreu anos atrás nos Estados Unidos com um peso-pesado da indústria farmacêutica. O laboratório testava uma droga para combater a incontinência urinária. Entretanto, os testes pararam já que entre os efeitos colaterais a droga provocava tendências suicidas nos usuários. O problema é que o princípio ativo desse medicamento era o mesmo utilizado em um antidepressivo que o próprio laboratório comercializava, consumido por milhares de pessoas. Como o medicamento contra a incontinência não tinha chegado a ser comercializado, o laboratório teve o direito jurídico de omitir essa informação (mortes por suicídio durante os testes) por tratar-se de segredos comerciais previstos em lei. Já o antidepressivo, com o mesmo princípio ativo, continuou a ser vendido normalmente.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Hoje em dia, os laboratórios são obrigados a informar às autoridades apenas o início de testes. Já os resultados finais são apenas comunicados se o produto vai ser comercializado. Com isso, informações preciosas que poderiam salvar vidas são omitidas das autoridades e da comunidade científica por estarem protegidas por “trade secrets” (segredos comerciais). &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; No caso do nosso relato, a informação sobre o potencial suicida da droga veio à tona porque um dos pesquisadores envolvidos no projeto ficou com a consciência pesada e denunciou (anonimamente) esses fatos a um jornalista especializado. Chama a atenção que entre tantos pesquisadores envolvidos, apenas um foi capaz de tomar essa atitude.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Médicos se atualizam sobre os novos medicamentos geralmente através de duas fontes. Uma delas são os vendedores das próprias companhias farmacêuticas que visitam frequentemente os consultórios distribuindo informações sobre novos produtos, junto com uma série de brindes e bugigangas. Claro está que nesse caso os médicos desconfiam que o vendedor realçará os aspectos positivos do produto e tenderá a omitir os negativos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Outra fonte são as revistas médicas especializadas. Esta é considerada uma fonte confiável por boa parte dos médicos. O que poucos sabem é que as próprias revistas são mantidas por dinheiro proveniente da indústria farmacêutica, que paga pelos espaços publicitários nelas contidos. Para se ter uma idéia dessa influência, vale lembrar o caso do médico Mike Wilkes. Ele decidiu checar a veracidade das informações veiculadas nos anúncios sobre medicamentos publicados em uma prestigiosa revista médico-científica. Chegou à conclusão que boa parte das informações desses anúncios estava incorreta. Propaganda enganosa mesmo. A própria revista aceitou publicar as&lt;a href="http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/1580449"&gt; conclusões de Wilkes&lt;/a&gt;. Como represália, os anunciantes (empresas farmacêuticas) decidiram boicotar a revista, privando-a assim da sua principal fonte de ingressos. Os anúncios -e o dinheiro- voltaram apenas após terem sido demitidos todos os editores (médicos e cientistas) que tinham autorizado a publicação do artigo.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Esses e vários outros fatos nos mostram que, se por um lado a atividade da indústria farmacêutica é indispensável, regras mais rígidas destinadas a proteger a sociedade deveriam ser implementadas. No Reino Unido, um projeto de lei ainda em análise obriga essas empresas a divulgar publicamente resultados de todos os testes clínicos de novas drogas, sem importar se o experimento deu certo ou errado, se o medicamento vai ser comercializado ou não. É um bom início. Da nossa parte, é sempre bom lembrar que universidades públicas e centros de pesquisa, seus departamentos, laboratórios e docentes, devem estar inexoravelmente a serviço da sociedade, mesmo que esta não possa financiar passagens ou diárias de hotel para freqüentar congressos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Fonte: Pharmaceutical advertisements in leading medical journals: experts' assessments. M S. Wilkes e cols., Ann. Intern. Med., 116:912-9, 1992; The Firing of Dr Lundberg, JAMA, 281:1789-1795, 1999.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-3550274176926053949?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/09/interesses-por-tras-da-ciencia.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-Soc9tjebzy0/TmQEYirc5fI/AAAAAAAAAG0/hFwsnf2gwkc/s72-c/bigpharma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></item><item><guid isPermaLink='false'>tag:blogger.com,1999:blog-8626060391344682437.post-6370580528289175172</guid><pubDate>Sun, 28 Aug 2011 16:56:00 +0000</pubDate><atom:updated>2011-09-09T12:13:10.149-03:00</atom:updated><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>homeopatia</category><category domain='http://www.blogger.com/atom/ns#'>pseudociência</category><title>Homeopatia funciona em animais?</title><description>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sUymEdAj9qI/TlkQUwXiOaI/AAAAAAAAAGw/MlYdL4cKFAw/s1600/dog-homeopathy.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="256" src="http://4.bp.blogspot.com/-sUymEdAj9qI/TlkQUwXiOaI/AAAAAAAAAGw/MlYdL4cKFAw/s320/dog-homeopathy.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'Helvetica Neue', Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Como&lt;a href="http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/07/o-fim-da-homeopatia.html"&gt; já mostramos&lt;/a&gt; nesta coluna, para a maior parte da comunidade científica a homeopatia, quando funciona, o faz através de sugestão e efeito placebo. Isto porque quimicamente o medicamento homeopático de tão diluído perde qualquer possível efeito farmacológico. De fato, na maioria das concentrações homeopáticas utilizadas, não existe sequer uma única molécula do princípio ativo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Curiosamente esta é, na realidade, a própria definição do termo placebo: “preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição de um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações de natureza psicológica, que acompanham o procedimento terapêutico.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas e em animais? Eles também foram “convencidos” pelo veterinário homeopata? O gado entrou na conversa? Impossível, claro. Temos aqui então uma situação intrigante. Por que os animais melhoram tomando um medicamento que basicamente contem água puríssima? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de tudo, devemos tomar cuidado com o termo “melhoram”. Os animais podem melhorar por vários motivos. O dono do bichinho pode notar melhoras após o tratamento homeopático -principalmente quando o próprio dono é adepto à homeopatia- por diversas causas não associadas à medicação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, tratando-se de uma doença benigna, estas costumam ter um ciclo (em humanos também) onde o animal piora, chega ao “fundo do poço” e a partir daí vai melhorando. Assim, quando ministramos o medicamento (homeopático ou não) temos a impressão que o animal melhorou por causa do remédio, quando na realidade foi uma reação natural do organismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo, ao saber que nossa mascote está doente, geralmente lhe dedicamos uma maior atenção, mudamos sua dieta, somos mais afetuosos e atentos com o animal, etc., o que também exerce uma ação terapêutica real. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas em parte, essa explicação parece não se aplicar a um rebanho. Difícil acreditar que o dono da boiada seja especialmente afetuoso com todos os animais tratados. Neste caso, se há melhora esta tem que obedecer outros motivos, entre os quais, quem sabe, a ação do medicamento homeopático. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para checar esta possibilidade existe apenas uma forma: testes clínicos amplos, independentes, tipo duplo-cego, com controles adequados, correta análise estatística, e publicados em revistas científicas sérias. É difícil na literatura médica encontrar trabalhos homeopáticos que atendam esses requisitos. Entre estes, parecem ser poucos os favoráveis à homeopatia (na rápida pesquisa que fiz, não achei nenhum).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003 o Instituto Nacional de Veterinária da Suécia realizou um desses estudos clínicos testando o remédio homeopático Podophyllum, utilizado para curar a diarréia em bezerros, e não encontrou nenhuma evidência que suportasse a eficácia da homeopatia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro estudo realizado em 2005, um grupo de cientistas da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, testou um medicamento homeopático -com os cuidados experimentais descritos anteriormente- com o objetivo de verificar qualquer sinal de melhora no úbere de vacas acometidas com mastite, analisando o número de leucócitos -glóbulos brancos- encontrados no leite (em vacas com mastite, por causa da infecção um número apreciável dessas células do sangue passa para o leite, o que serve como indicador da doença), e a conclusão foi que a homeopatia não foi mais eficiente quando comparada com o placebo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dessas abordagens mais independentes, mesmo revistas científicas destinadas a trabalhos de terapias alternativas ou complementares -onde geralmente os homeopatas publicam seus estudos- reconhecem que a eficiência da prevenção ou tratamento homeopático em medicina veterinária não tem suficiente suporte de estudos clínicos (uma forma delicada de dizer que não funciona). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resumindo, a homeopatia, embora cada vez mais popular -e ao que parece também entre os veterinários- continua tendo o privilégio de ser a única especialidade médica sem ter a obrigatoriedade de apresentar evidências científicas sólidas que a sustentem, contrariando os princípios da MBE (medicina baseada em evidências).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caso da medicina veterinária, alguns profissionais bastante irritados com esse fato partiram para a brincadeira e criaram (na Inglaterra) a Sociedade Britânica de Veterinária Vudu (&lt;a href="http://www.vetpath.co.uk/voodoo/index.html"&gt;The British Veterinary Voodoo Society&lt;/a&gt;). Com o típico humor inglês, reivindicam a possibilidade de realizar tratamentos não diretamente no corpo dos animais e sim através de bonecos vudu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com eles, se os homeopatas têm autorização de tratar animais com medicamentos “mágicos”, por que eles não? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt; Fontes: No Effect of a Homeopathic Preparation on Neonatal Calf Diarrhoea in a Randomised Double-Blind, Placebo-Controlled Clinical Trial.  K .de Verdier e cols., Acta Vet Scand. 2003, 44: 97–101. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Controlled clinical trial of the effect of a homoeopathic nosode on the somatic cell counts in the milk of clinically normal dairy cows. M.A. Holmes e cols., Vet Rec., 2005, 156:565-7. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Immunology and Homeopathy. 3. Experimental Studies on Animal Models. P. Bellavite e cols., Evid Based Complement Alternat Med. 2006, 3:171–186&lt;/span&gt;.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8626060391344682437-6370580528289175172?l=ciencia.folhadaregiao.com.br' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</description><link>http://ciencia.folhadaregiao.com.br/2011/08/homeopatia-funciona-em-animais.html</link><author>noreply@blogger.com (Roelf Cruz Rizzolo)</author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-sUymEdAj9qI/TlkQUwXiOaI/AAAAAAAAAGw/MlYdL4cKFAw/s72-c/dog-homeopathy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></item></channel></rss>
